Na véspera da Assembleia Geral da ONU, 43 vencedores do Prêmio Nobel assinaram uma carta de apoio à cúpula "Democracia Sempre", iniciativa do Brasil e da Espanha. O manifesto, que fortalece o multilateralismo, é um contraponto direto ao extremismo de Trump e à sua política externa unilateral, que inclui sanções comerciais contra o Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou um apoio significativo na cena global. Às vésperas da abertura da
Assembleia Geral da ONU, 43 laureados com o
Prêmio Nobel assinaram uma carta em apoio à cúpula "
Democracia Sempre", uma iniciativa liderada por Brasil e Espanha. O documento elogia o compromisso dos líderes participantes com a razão, a paz e o
multilateralismo, além de defender a liberdade acadêmica, de expressão e de imprensa. A manifestação surge como um contraste à política externa unilateral de
Donald Trump, que tem promovido sanções comerciais ao Brasil e perseguições a pesquisadores nos EUA.
"Os Fatos Não Podem Ser Inventados"
A carta, divulgada pela
Folha de S. Paulo, ressalta a importância de líderes que se baseiam em fatos e respeitam o direito internacional.
“Como laureados com o Prêmio Nobel, elogiamos os líderes que participam da iniciativa Democracia Sempre por seu firme compromisso com a razão e por entenderem que, apesar das diferentes visões de mundo de seus membros, os fatos não podem ser inventados."
Entre os signatários estão nomes de peso como o economista
Joseph Stiglitz, a jornalista
Maria Ressa e o ex-presidente da Costa Rica,
Óscar Arias. Stiglitz, que já havia elogiado a postura de Lula contra as sanções de Trump, alertou que "vivemos em tempos sombrios, com a liberdade acadêmica e de imprensa sob ataque e o Estado de Direito sendo solapado em muitos lugares do mundo". Ele destacou que a iniciativa do Brasil e da Espanha demonstra um comprometimento com o apoio às democracias, através da luta contra a desigualdade e da defesa de um ecossistema online de informação de qualidade.
O Brasil na Liderança Multilateral
A cúpula "Democracia Sempre" terá seu segundo encontro nesta quarta-feira (24), sob a liderança do Brasil. Entre os 30 países convidados, estão nações como Alemanha, Canadá, França e México, reforçando a posição do Brasil em um mundo mais
multipolar. Lula, que já havia defendido a participação social como o melhor caminho para fortalecer a democracia, reafirma a importância de ouvir a sociedade civil para frear a "tirania e o extremismo alarmantes" em figuras como
Donald Trump.
Fonte: PT