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Em discurso na ONU, Lula critica 'Tirania do Veto' que impede fim do Genocídio em Gaza

Em discurso na ONU, Lula critica 'Tirania do Veto' que impede fim do Genocídio em Gaza

Redação
Por: Redação
24/09/2025 às 09h00 Atualizada em 24/09/2025 às 12h00
Em discurso na ONU, Lula critica 'Tirania do Veto' que impede fim do Genocídio em Gaza
Foto: Reprodução
Durante discurso em Nova York, o presidente Lula criticou a "tirania do veto" no Conselho de Segurança da ONU e afirmou que o que acontece em Gaza é um "genocídio". Em uma crítica indireta aos Estados Unidos, o presidente defendeu a solução de dois Estados e disse que o Brasil apoia o processo movido pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou seu discurso na Conferência de Alto Nível sobre a Palestina, em Nova York, para criticar veementemente o que ele chamou de "genocídio" em Gaza e a "tirania do veto" no Conselho de Segurança da ONU. Lula afirmou que o conflito entre Israel e Palestina é o "símbolo maior dos obstáculos enfrentados pelo multilateralismo", e criticou a postura de países que, como os Estados Unidos, têm usado o poder de veto para bloquear resoluções de cessar-fogo na Faixa de Gaza. "A tirania do veto sabota a própria razão de ser da ONU, de evitar que atrocidades como as que motivaram sua fundação se repitam", declarou o presidente.

Acusações de Extermínio e a Fome como "Arma de Guerra"

Em sua fala, Lula não poupou críticas a Israel, reforçando que o que está acontecendo em Gaza é uma "limpeza étnica" e uma "tentativa de aniquilamento do sonho de nação" do povo palestino. O presidente ressaltou que, embora condene os atos terroristas do Hamas, "o direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis". Lula destacou a gravidade da situação humanitária na região:
  • Mais de 50 mil crianças foram mortas ou mutiladas.
  • 90% dos lares palestinos foram destruídos.
  • A fome está sendo usada como "arma de guerra".
O presidente brasileiro reforçou o apoio do país ao processo movido pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça. Ele também se comprometeu a intensificar o controle sobre importações de assentamentos ilegais na Cisjordânia e a manter suspensas as exportações de material de defesa que possam ser utilizados em crimes contra a humanidade. Para Lula, a Assembleia Geral da ONU deve exercer sua responsabilidade diante da inércia do Conselho de Segurança e trabalhar para efetivar a "solução de dois Estados".
Com informações: Agência Reuters / Opera Mundi
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