Em um discurso de mais de uma hora na Assembleia Geral da ONU, o presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e anunciou um encontro entre os dois líderes. O gesto de aproximação contrasta com a recente crise diplomática e as sanções impostas ao Brasil
Em uma fala surpreendente na Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ter tido uma “química excelente” com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e anunciou que os dois se reunirão na próxima semana. A declaração ocorre em meio a uma tensa crise diplomática entre os dois países, iniciada com a imposição de um “tarifaço” de 50% sobre produtos brasileiros em julho. O encontro, que pode ser presencial ou por telefone, foi combinado após um breve abraço nos corredores da ONU. Segundo Trump, a conversa durou cerca de 20 segundos. “Ele parece um cara muito legal, ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto”, disse Trump. Fontes do governo brasileiro confirmaram a reunião. Críticas e elogios contraditórios
Apesar do tom conciliador em relação a Lula, Trump voltou a criticar o Brasil no discurso, mencionando o que ele chamou de “censura, repressão e perseguição a críticos políticos”. As sanções impostas pelos EUA foram justificadas, em parte, como uma resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, o gesto de aproximação de Trump marca a primeira conversa direta entre os dois líderes desde o início da crise. Em julho, ele já havia sinalizado a disposição de conversar com Lula “em algum momento”. Discurso com críticas e autopromoção
O discurso de Trump na ONU foi um show de improviso de mais de uma hora. Ele usou a plataforma para exaltar sua gestão, criticar a própria ONU e negar o aquecimento global. Trump afirmou que os EUA estão em uma “era de ouro” sob seu governo e criticou a ONU por não resolver problemas, citando a crise de migração. Ele também se gabou de ter “encerrado sete guerras sem a ajuda da ONU” e disse que muitos o consideram merecedor do Prêmio Nobel da Paz. O presidente dos EUA ainda aproveitou a ocasião para alfinetar Rússia e China e para expressar sua desaprovação a países que reconheceram o Estado da Palestina.
Com informações: g1 / Metr[opoles