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Políticas para as Mulheres exigem inclusão e diversidade na 5ª CNPM

Políticas para as Mulheres exigem inclusão e diversidade na 5ª CNPM

Redação
Por: Redação
07/10/2025 às 23h59 Atualizada em 08/10/2025 às 02h59
Políticas para as Mulheres exigem inclusão e diversidade na 5ª CNPM
Foto: Reprodução
A 5ª CNPM reuniu 4 mil credenciadas em Brasília para exigir Políticas para as Mulheres que contemplem a totalidade das diversidades. As propostas deliberadas irão orientar o governo federal no Plano Nacional

A 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM) foi encerrada em Brasília com a participação de quase 4 mil credenciadas, focadas no tema "Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas". O debate central do evento foi a exigência de Políticas para as Mulheres que englobem todas as identidades e experiências, conceituadas pelo termo "mulheridades". A mobilização uniu representações de diversos grupos, incluindo mulheres negras, LBTs, indígenas, quilombolas, com deficiência e mães atípicas. As demandas dos diversos grupos foram unificadas em torno de eixos prioritários: enfrentamento às desigualdades sociais, econômicas e raciais; fortalecimento em espaços de poder; combate a todos os tipos de violência de gênero; e políticas de cuidado. As participantes trouxeram dados concretos e desafios específicos para o debate, sublinhando a necessidade de uma abordagem interseccional.

Demandas por Igualdade e Inclusão

As conferencistas trouxeram à tona a disparidade salarial e o racismo estrutural. A professora Maria Elisângela Santos (Aracaju) questionou a média salarial da mulher negra, que pode ser cerca de 50% menor que a de um homem branco, e exigiu a mesma qualidade de saúde para mulheres negras e trans. O enfrentamento ao capacitismo também foi pauta, com a produtora cultural Vanessa Cornélio (SP) pedindo políticas educacionais para desmistificar a dependência e combater o preconceito contra Pessoas com Deficiência (PCD). A indígena Magna Caibé (BA) rechaçou que a violência de gênero seja tratada como um fenômeno cultural, e sacerdotisas de umbanda exigiram respeito às mães de axé e sua identidade religiosa.

Resultado e Próximos Passos

Todas as demandas trazidas dos diversos territórios foram analisadas durante os três dias da 5ª CNPM e votadas pelas delegadas. As propostas deliberadas serão o insumo principal para o fortalecimento e aprimoramento do Plano Nacional de Políticas Públicas para Mulheres, que irá orientar o governo federal na elaboração de políticas para as mais de 100 milhões de brasileiras. A Ministra das Mulheres, Marcia Lopes, reforçou que a mobilização não deve se encerrar em Brasília, mas continuar ativa nas comunidades de origem das participantes.
Com informações: Agência Brasil
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