A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou uma produção de 354,7 milhões de toneladas, um aumento de 0,8%. O desempenho é impulsionado pela soja e pelo milho, que se beneficiam da demanda da China e do impacto das tarifas impostas pelo governo Trump sobre as exportações agrícolas dos EUA
O Brasil está a caminho de uma
safra recorde de grãos no ciclo 2025/26, com uma produção total estimada em
354,7 milhões de toneladas. O número, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (
Conab) em seu primeiro levantamento, representa um aumento de
0,8% em relação à safra anterior, que já era a maior da série histórica. Esse crescimento é notável e ocorre em um cenário de
tensões comerciais globais, onde as sanções impostas pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos impactaram as exportações americanas e favoreceram o agronegócio brasileiro.
O Efeito das Sanções na Soja e no Milho
As tarifas retaliatórias impostas pela China em resposta às políticas de Trump levaram a uma queda significativa nas exportações de soja dos EUA para o país asiático. Como resultado, a China intensificou suas compras do Brasil:
- Soja: Em setembro, a China representou 93% das exportações brasileiras de soja. A Conab projeta que o Brasil manterá a liderança global, com 112 milhões de toneladas previstas para exportação em 2025. A produção total deve atingir 177,6 milhões de toneladas, impulsionada por um aumento de 3,6% na área cultivada.
- Milho: O Brasil está ampliando suas exportações de milho, com projeções de subida de 40 milhões para 46,5 milhões de toneladas em 2025. Isso consolida o país como o segundo maior exportador mundial de milho, atrás apenas dos EUA. A produção total, somando as três safras, é estimada em 138,6 milhões de toneladas.
Destaques do Levantamento (2025/26)
As projeções da Conab indicam que o Brasil continuará a usar a produção de grãos não apenas para exportação, mas também para consumo interno e industrial, como é o caso do milho, cujo consumo crescerá, alcançando 94,5 milhões de toneladas, impulsionado pelo
etanol.
Com informações: Conab / Revista Fórum