A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) classificou o encontro entre os presidentes como um "avanço concreto" para solucionar a taxação de 50% dos EUA. Negociações imediatas entre as equipes dos dois países foram anunciadas e incluem também a discussão sobre a suspensão das sanções da Lei Magnitsky
A
Confederação Nacional das Indústrias (CNI) divulgou uma nota celebrando o encontro entre o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, na Malásia, classificando o diálogo como um
"avanço concreto" para a reversão do tarifaço de 50% imposto por Washington a produtos brasileiros. O presidente da CNI,
Ricardo Alban, expressou otimismo: “O anúncio do início das negociações sobre o tarifaço, com disposição real das duas partes para alcançar um acordo, é um passo relevante. Acreditamos que teremos uma solução que vai devolver previsibilidade e competitividade às exportações brasileiras, fortalecendo a indústria e o emprego no país”. A CNI, que tem participado das tratativas junto ao vice-presidente
Geraldo Alckmin, reforçou que continuará à disposição para contribuir tecnicamente na retomada da relação comercial sem "tarifas abusivas".
Acordo e Suspensão da Lei Magnitsky
O encontro bilateral foi classificado por Lula como "ótimo" e por Mauro Vieira, chanceler brasileiro, como "muito produtivo". O diálogo resultou no acerto de
reuniões imediatas entre as equipes de ambos os países, que deveriam começar ainda neste domingo (26), para avançar na solução de duas pautas centrais para o Brasil:
- A retirada do tarifaço de 50% sobre as exportações brasileiras.
- A suspensão das sanções aplicadas pela Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e sua esposa.
Segundo o chanceler Mauro Vieira, o presidente Trump concordou que durante o período de negociação, haverá uma suspensão temporária tanto do tarifaço quanto das sanções da Lei Magnitsky. O lado americano será coordenado pelo secretário de Estado,
Marco Rubio, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
Com informações: Revista Fórum / CNI / Agência Brasil