
O volume de notícias sobre incêndios estruturais em indústrias no Brasil cresceu 12,6% nos oito primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O levantamento, realizado pelo Instituto Sprinkler Brasil (ISB), organização que monitora diariamente ocorrências e promove o uso de sprinklers (chuveiros automáticos), contabilizou 143 reportagens até agosto, contra 127 no mesmo período anterior.
O ISB considera "incêndios estruturais" aqueles que ocorrem em depósitos, hospitais, hotéis, escolas e prédios públicos — ocorrências que poderiam ser controladas com a instalação de sprinklers.
Marcelo Lima, consultor do ISB, classificou o crescimento como um "alerta grave para a segurança ocupacional e a preservação ambiental". Ele atribui as tragédias a uma combinação de fatores:
Lima ressalta que é urgente que a cultura de segurança seja incorporada como um "valor essencial, e não como obrigação burocrática".
A legislação de prevenção e combate a incêndios é estadual, sendo a de São Paulo uma das mais avançadas. Contudo, o consultor aponta uma lacuna preocupante quanto à definição de padrões mínimos de desempenho e confiabilidade dos equipamentos de proteção, que muitas vezes são instalados apenas para cumprir formalidades.
Além disso, o ISB critica a ausência de estatísticas oficiais sobre ocorrências de incêndios no país, o que impede a elaboração de políticas públicas eficazes. O Instituto defende que os Corpos de Bombeiros Militares de todos os estados divulguem essas informações de forma transparente e sistemática, para que o setor avance com base em evidências.
Com informações: Instituto Sprinkler Brasil
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