O Governo Federal concluiu as obras de dragagem do Alto Solimões, tornando navegável uma rota que conecta Manaus a quatro portos no Oceano Pacífico, passando pela Colômbia, Equador e Peru. O projeto, que faz parte do Novo PAC, visa impulsionar as exportações da Zona Franca de Manaus e da bioeconomia amazônica para a Ásia, e deve encurtar o trajeto em até 10 mil km
O Governo Federal, por meio de parcerias bilaterais na América do Sul, concluiu em novembro de 2025 as obras que tornam navegável a
Rota Amazônica, um corredor hidroviário que liga o Atlântico ao Pacífico. Iniciado em 2023, o projeto liga
Manaus (AM) a quatro portos estratégicos no Oceano Pacífico, impulsionando o comércio e o turismo fluvial.
?️ As Novas Rotas e Conexões
A rota fluvial, viabilizada pela
dragagem do Rio Alto Solimões, começa em Manaus e segue até Santo Antônio do Içá (AM), de onde se divide em vários ramos. As novas hidrovias, que já estão em operação, são consideradas alternativas mais rápidas para a exportação de produtos rumo aos mercados latino-americanos e asiáticos. As conexões com o Pacífico são:
- Tumaco (Colômbia): A rota avança pelo Rio Putumayo (Rio Içá no trecho brasileiro) até o município colombiano de Puerto Asís e se conecta à rodovia que leva ao Porto de Tumaco, o segundo mais importante da Colômbia no Pacífico.
- Manta (Equador): Uma das rotas que passa por Iquitos, no Peru, segue até Manta.
- Paita (Peru): Outro dos ramos peruanos com acesso a Iquitos.
- Chancay (Peru): Porto peruano, localizado a 78 km ao norte de Lima, que recebe investimentos chineses e deve ser crucial para o escoamento de produtos brasileiros para a Ásia.
? Impacto Econômico e Financiamento
A Rota Amazônica busca reverter o baixo fluxo comercial intrarregional, que representa apenas 15% do total da América do Sul. A ministra
Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento, destacou que o projeto é uma pauta histórica do Presidente Lula. A abertura das rotas já demonstrou um crescimento expressivo nas exportações de produtos da
bioeconomia amazônica (açaí, castanha, coco, farinha e borracha) e da
Zona Franca de Manaus, reduzindo custos e tempo de transporte a partir de Tabatinga (AM). O projeto faz parte do
Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) e conta com um orçamento estimado em
R$ 60 bilhões. A rota, junto com a rota 2 (que liga o Atlântico ao Pacífico a partir de Belém), deve encurtar o trajeto total das exportações em até
três semanas (menos
10.000 km de distância).
Com informações: Revista Fórum / Ministério do Planejamento e Orçamento