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Autistas Brasil repudia assassinato de menino autista e exige políticas de proteção à criança com deficiência

Autistas Brasil repudia assassinato de menino autista e exige políticas de proteção à criança com deficiência

Redação
Por: Redação
13/11/2025 às 15h00 Atualizada em 13/11/2025 às 18h00
Autistas Brasil repudia assassinato de menino autista e exige políticas de proteção à criança com deficiência
Foto: Reprodução
A Autistas Brasil manifesta "profunda indignação" e "absoluta repulsa" diante do assassinato de Arthur Davi, menino autista e com deficiência visual de 11 anos, morto por asfixia pelo próprio pai na Paraíba. O crime teria sido motivado pela interrupção do pagamento de pensão alimentícia. Em nota pública, a entidade cobra do poder público medidas urgentes e concretas para prevenir a violência contra crianças com deficiência, apontando que o caso é um reflexo do capacitismo estrutural e da negligência nas políticas de proteção e acompanhamento familiar

A Autistas Brasil, organização nacional de defesa dos direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), emitiu uma nota pública de repúdio ao assassinato brutal de Arthur Davi, de 11 anos, na Paraíba. A Polícia Civil confirmou que o menino, que era autista e com deficiência visual, foi morto por asfixia pelo próprio pai, com a justificativa de interromper o pagamento de pensão alimentícia.

? Capacitismo Estrutural e Negligência do Estado

A entidade classifica a motivação do crime como "cruel, desumana e incompatível com qualquer princípio ético ou social" e aponta que o caso evidencia o capacitismo estrutural e a negligência das estruturas públicas de proteção à infância e à pessoa com deficiência.
  • Vulnerabilidade Exposta: Segundo o presidente da Autistas Brasil, Guilherme de Almeida, a morte de Arthur Davi expõe "de forma devastadora, como o capacitismo, a negligência estrutural e a falta de políticas públicas efetivas colocam crianças autistas em risco todos os dias."
  • Silenciamento e Relativização: O vice-presidente, Arthur Ataide Ferreira Garcia, assinala o "assustador" fato de que, quando a vítima de feminicídio é uma criança com deficiência, surgem "dezenas e milhares de tentativas de se justificar esse ato na internet," o que demonstra que a vida de uma criança com deficiência é vista como se tivesse menos valor.
A organização reforça que nenhuma justificativa (econômica, emocional ou social) pode servir de atenuante para tal violência.

? Cobrança de Ações Urgentes

A Autistas Brasil exige justiça para Arthur Davi e cobra que o Estado brasileiro adote medidas concretas para garantir a integridade física e emocional de crianças com deficiência. Tais medidas incluem o fortalecimento de mecanismos de monitoramento, acolhimento e proteção às famílias, escolhendo "de uma vez por todas, se vai proteger suas crianças ou continuar naturalizando tragédias evitáveis."
Com informações: Autistas Brasil / Polícia Civil da Paraíba
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