
A exposição "FUNK: Um grito de ousadia e liberdade" foi aberta neste sábado (15) no Museu da Língua Portuguesa, na capital paulista. A mostra, que foi originalmente concebida pelo Museu de Arte do Rio (MAR), traz um acervo robusto de 473 obras e itens, incluindo pinturas, fotografias e registros audiovisuais, e incorpora material com foco no funk paulista.
Com curadoria de Renata Prado, a exposição propõe uma abordagem que transcende a sonoridade do funk, enfatizando o movimento cultural por sua origem urbana e periférica, e seus profundos desdobramentos estéticos, sociais e políticos. A curadora ressalta que a iniciativa visa mostrar o funk enquanto cultura e suas diversas linguagens artísticas, sendo acessível a todas as pessoas.
A exposição traça um contexto histórico que remonta aos bailes black do Rio de Janeiro e de São Paulo no fim dos anos 1960, conectando o funk à ancestralidade negra das eras Soul e Black Music. A mostra também apresenta a presença do funk nas artes visuais contemporâneas, com obras de artistas como Panmela Castro, Rafa Bqueer, Maxwell Alexandre e Markus CZA.
Artistas contemporâneos destacam a importância de espaços institucionais como o Museu da Língua Portuguesa reconhecerem e acolherem a cultura funk, que por muito tempo foi marginalizada, permitindo que a "juventude da periferia" se manifeste através da sua arte.
Com informações: Agência Brasil