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4ª Marcha Trans & Travesti no Rio de Janeiro exige o fim da violência: “Independência não Morte”

4ª Marcha Trans & Travesti no Rio de Janeiro exige o fim da violência: “Independência não Morte”

Redação
Por: Redação
24/11/2025 às 09h01 Atualizada em 24/11/2025 às 12h01
4ª Marcha Trans & Travesti no Rio de Janeiro exige o fim da violência: “Independência não Morte”
Foto: Reprodução
Com o tema "Independência não Morte", a 4ª Marcha Trans & Travesti reuniu-se nos Arcos da Lapa, Rio de Janeiro, neste sábado (22), para protestar contra a violência sistemática que faz do Brasil o país mais letal do mundo para essa população. A manifestação pediu apoio a organizações de base, exigiu ampliação de direitos e contou com serviços gratuitos de retificação civil e saúde para a comunidade

A 4ª Marcha Trans & Travesti foi realizada nos Arcos da Lapa, no Rio de Janeiro, neste sábado (22), sob o tema “Independência não Morte”. O evento teve como principal objetivo pedir o fim da violência sistemática no Brasil, que é classificado como o país mais letal do mundo contra pessoas trans e travestis.

O coordenador-geral da Marcha, Gab Van, destacou o alvo político da luta. "Os nossos corpos seguem sendo alvo da extrema-direita que nega a nossa existência, financiada com recursos bilionários em todo o mundo”, disse.

Dados da Violência e Protagonismo

A marcha é uma reivindicação por garantia e ampliação de direitos, além de apoio às organizações que lutam pela reversão do quadro de violência com poucos recursos.

  • Expectativa de Vida: Dados do Dossiê "Assassinatos e Violências contra Travestis e Transexuais Brasileiras em 2024", da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), apontam que a estimativa de vida da população trans é de apenas 35 anos, enquanto a média nacional é superior a 75 anos.

  • Perfil das Vítimas: Em 2024, a média de idade das vítimas de assassinato foi de 32 anos, sendo que 78% eram pessoas trans pretas e pardas e 49% tinham entre 18 e 29 anos.

A atriz Frida Resende celebrou o ato como uma afirmação de liberdade e existência. “A marcha é fundamental para o nosso futuro. Para a gente continuar existindo. Por muito tempo eu tive a minha existência reprimida. Estar na marcha é afirmar a minha liberdade”, comemorou.

Serviços Oferecidos

A Marcha também foi um espaço de cidadania, com a oferta de serviços essenciais à população trans:

  • Defensoria Pública do Rio: Ofereceu o serviço de retificação de nome civil, que permite a alteração legal do nome e gênero.

  • Secretaria Estadual de Saúde: Em parceria com o ambulatório trans do Hospital Universitário Pedro Ernesto, ofereceu testagem rápida para ISTs e emissão de ofícios de gratuidade para obtenção de documentos (2ª via, casamentos e união estável).


Com informações: Agência Brasil, Antra

 
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