
Uma megaoperação foi iniciada nesta quinta-feira (27 de novembro) para investigar um grande esquema de fraude fiscal, crimes contra a ordem econômica e lavagem de dinheiro envolvendo o Grupo Refit, que controla a Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, e dezenas de outros negócios no setor de combustíveis.
A operação, nomeada Poço de Lobato, é comandada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de São Paulo (Cira-SP) e mobiliza mais de 600 agentes.
Alvo Principal: O empresário Ricardo Magro, que comanda o Grupo Refit e é conhecido por ser um dos maiores devedores de ICMS do país (o maior em São Paulo e o segundo maior no Rio de Janeiro).
Prejuízo Estimado: A organização criminosa é investigada por ter causado um prejuízo de R$ 26 bilhões aos cofres estaduais e federal.
Modus Operandi: As fraudes, que seguem o mesmo padrão da Operação Carbono Oculto, ocorriam por meio de uma rede complexa que envolvia o uso de fintechs, holdings, offshores, e fundos de investimento.
Abrangência: Estão sendo cumpridos 190 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e no Distrito Federal.
A Refinaria de Petróleo de Manguinhos (Refit) já estava sob escrutínio da Justiça. No dia 29 de outubro, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, suspendeu as operações da refinaria, acatando um recurso da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).
A suspensão ocorreu após a Receita Federal e a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) terem interditado as instalações em setembro, sob suspeita de irregularidades na importação e venda de combustíveis.