
A mesa "Experiências e Legado de Gestões Petistas à frente da Segurança Pública", realizada no Seminário Nacional de Segurança Pública do PT no Rio de Janeiro, reuniu figuras-chave do partido para discutir o futuro da segurança cidadã no Brasil.
Os participantes destacaram que a segurança eficaz depende da integração de ações estatais, políticas sociais e protagonismo municipal.
Municipalização Silenciosa: O presidente do PT e ex-prefeito de Araraquara, Edinho Silva, criticou a omissão dos estados e o processo de municipalização silenciosa da segurança, que levou à criação e expansão das Guardas Municipais.
Contrário ao Armamento: Edinho Silva reafirmou ser contrário ao armamento das Guardas, defendendo que essa medida está na contramão da concepção mais moderna de policiamento comunitário.
Ações Sociais: Edinho citou os resultados de Araraquara (seis homicídios/ano), atribuindo-os à integração policial e a programas municipais de esporte (8.300 crianças) e cultura (3.700), além de bolsas para adolescentes e cooperativas de apenados.
Ocupação Democrática: O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, defendeu uma estratégia que combine firmeza na atuação estatal (polícias bem preparadas e pagas) e política social na veia. Ele enfatizou que o combate ao crime exige a ocupação democrática do território pelas forças do Estado, aliada à necessidade urgente de criar um sistema nacional de segurança pública para integrar informações entre os estados.
Combate ao Crime Patrimonial: O secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas, destacou o sucesso em seu estado ao enfrentar o roubo de celulares, o crime mais comum no país. A gestão mudou a lógica de resolver apenas casos de pessoas influentes para uma resposta coletiva, recuperando mais de 13 mil aparelhos e restabelecendo a confiança no sistema policial.
Segurança Cidadã em Diadema: O ex-prefeito de Diadema, José de Filippi, lembrou como a cidade se tornou referência nacional ao reduzir a taxa de homicídios de 107/100 mil habitantes (sendo a mais violenta do Brasil) por meio de políticas baseadas em dados, como a inovadora lei de fechamento dos bares (que derrubou os homicídios em 35% no primeiro mês) e programas como o Adolescente Aprendiz (atendendo 10 mil jovens).
Necessidade de PEC: O secretário Nacional de Justiça, Jean Uema, destacou o papel do governo Lula na reconstrução institucional (Polícia Federal, controle de armas) e defendeu a necessidade de uma PEC da segurança pública, comparando a necessidade de um sistema nacional de pactuação de políticas ao modelo do SUS, visto que o modelo atual de segurança está falido.