
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o trecho da lei de 1950 que permitia a qualquer cidadão protocolar pedidos de impeachment contra ministros da Corte. A decisão liminar restringe essa iniciativa exclusivamente à Procuradoria-Geral da República (PGR).
A decisão de Gilmar Mendes, que será submetida à análise do Plenário entre 12 e 19 de dezembro, afeta diretamente a estratégia do grupo bolsonarista, que planejava utilizar uma maior bancada no Senado em 2026 para intensificar a pressão e viabilizar processos de impeachment, especialmente contra o ministro Alexandre de Moraes.
Nikolas Ferreira (PL-MG) Reage: O deputado Nikolas Ferreira criticou a medida em suas redes sociais, chamando-a de "decisão monocrática e sem base constitucional" e acusando o ministro de "reescrever a lei" para limitar a participação popular.
Acusação de “Controle Absoluto”: O deputado alegou que a liminar representa o "controle absoluto" do Judiciário e insinuou que o cenário poderia ser revertido com uma vitória da direita nas eleições de 2026, o que permitiria a indicação de um PGR alinhado.
Em resposta à decisão, o deputado Nikolas Ferreira anunciou o protocolo de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC). O objetivo da PEC é restabelecer expressamente a legitimidade de qualquer cidadão para propor o impeachment de ministros do STF e, segundo o deputado, "impedir interferência judicial no processo".
Com informações: Revista Fórum