
O salário mínimo no Brasil terá um aumento de R$ 103 a partir de 1º de janeiro de 2026, atingindo o valor de R$ 1.621. O novo montante, que substitui o valor atual de R$ 1.518, será pago aos trabalhadores e beneficiários a partir de fevereiro, após a formalização por meio de decreto do presidente Lula (PT).
O reajuste foi confirmado após a divulgação do índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que é a base de cálculo para a correção anual.
O governo Lula resgatou a política de valorização do salário mínimo, que garante reajustes acima da inflação, diferentemente dos governos anteriores, que corrigiram o piso apenas pelo índice inflacionário.
A fórmula de valorização estabelecida em lei considera dois fatores:
O INPC acumulado até novembro (índice de inflação).
O crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes (ganho real).
Apesar de o crescimento do PIB de 2024 (3,4%) levar a um valor projetado de R$ 1.636, uma lei aprovada em dezembro do ano passado limitou o ganho real a 2,5% em função das restrições do novo arcabouço fiscal.
O valor final de R$ 1.621 resulta da soma da inflação de 4,18% (INPC acumulado) com o ganho real máximo de 2,5%.
O salário mínimo serve como referência para 59,9 milhões de pessoas no país, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Além dos trabalhadores com carteira assinada, o reajuste beneficia diretamente:
Aposentadorias e pensões que recebem o piso.
Abono salarial.
Benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A correção do mínimo também tem reflexos indiretos importantes na economia, como o aumento do salário médio e da capacidade de consumo das famílias.