
O Ligue 180 consolidou-se em 2025 como a principal porta de entrada para políticas públicas de proteção à mulher no Brasil. Dados do Ministério das Mulheres revelam que, entre janeiro e outubro deste ano, o serviço realizou 877.197 atendimentos, o que representa uma média de 2.895 contatos por dia. O canal, que funciona 24 horas e completou duas décadas de existência, registrou mais de 126 mil denúncias de violência no período, com a maioria dos chamados (66%) sendo feitos pelas próprias vítimas.
A modernização do serviço é apontada como um fator crucial para o aumento das estatísticas. O atendimento via WhatsApp (61 99610-0180), lançado em 2023, teve um salto de 63,4% na procura, permitindo uma comunicação mais segura para mulheres que convivem com seus agressores. Além das chamadas telefônicas e mensagens, o Ligue 180 oferece suporte por e-mail e videochamadas em Libras, garantindo acessibilidade para mulheres com deficiência auditiva.
De acordo com a coordenadora-geral Ellen dos Santos Costa, o Ligue 180 vai além da denúncia, funcionando como um guia para que a mulher encontre ajuda concreta em seu território. O serviço articula-se com uma rede que inclui delegacias, Ministério Público e Defensorias. Para sustentar esse trabalho sensível, o governo implementou uma política de "cuidar de quem cuida", oferecendo apoio psicológico semanal e contínuo aos atendentes que lidam diariamente com relatos de dor e medo.
O aprimoramento do serviço permitiu identificar formas de violência que antes eram invisibilizadas. Além da agressão física e do feminicídio, cresceram os registros de:
Violência psicológica: Humilhações e controle emocional.
Violência virtual: Exposição e perseguição na internet.
Violência institucional: Falhas no atendimento por órgãos públicos.
A Central está preparada para atender mulheres em toda a sua diversidade, incluindo populações indígenas, negras, idosas, mulheres LBT e brasileiras que vivem no exterior. O objetivo é garantir que nenhuma mulher se sinta sozinha ao decidir interromper o ciclo de violência.
Com informações: Ministério das Mulheres, PT e Secom.