
A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) divulgou recentemente a atualização do Programa Captura, que reúne os 216 criminosos considerados prioritários para as forças de segurança em todo o território nacional. O dado que mais chamou a atenção de especialistas e autoridades é a baixa representatividade feminina: apenas quatro mulheres integram a lista oficial. Enquanto nomes masculinos de grande repercussão, como André do Rap e Bernardo Bello, dominam o ranking, as mulheres aparecem como exceções em um universo de crimes organizados e violentos.
As foragidas ocupam posições em diferentes modalidades criminosas, desde a liderança do tráfico de drogas em potências regionais até a conivência em crimes de abuso. A Senasp ressalta que a inclusão nestes registros indica alto grau de periculosidade e a necessidade de cooperação entre estados e a população para a localização das suspeitas.
As criminosas listadas pela Senasp possuem mandados de prisão em aberto e são alvos de investigações em quatro estados diferentes:
Carolina Gomes de Brito (MT): Condenada por roubo majorado, com envolvimento em assaltos violentos e subtração de patrimônio.
Marítssa Ingridy da Silva Rodrigues (MT): Conhecida como "Rapunzel" ou "Maribomba", é apontada como uma das chefes do tráfico em Sorriso (MT), assumindo a logística após a prisão de lideranças masculinas.
Deuzirene Cardoso Silva (RR): Procurada por omissão em um caso de abuso sexual de vulnerável cometido por seu companheiro contra a própria filha em 2011.
Yasmin Loranne Oliveira Santos (TO): Ré por tráfico de drogas e associação para o tráfico em Palmas, integrando estruturas organizadas de venda de entorpecentes.
O Programa Captura é uma ferramenta estratégica do Governo Federal para unificar os dados de inteligência das polícias civis, militares e federais. O objetivo é facilitar o reconhecimento desses indivíduos por meio de um site oficial onde as fotos e os crimes são expostos em ordem alfabética e por estado.
Embora o número de mulheres seja reduzido, as autoridades alertam que elas ocupam espaços de poder e decisão dentro das facções, muitas vezes exercendo papéis fundamentais na reestruturação de grupos criminosos após quedas de líderes homens. A divulgação ampla é vista como um passo essencial para retirar esses indivíduos de circulação e combater a impunidade em crimes graves.
Com informações: Metrópoles