
Um levantamento recente divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) acendeu um alerta para os turistas que escolheram o litoral paulista para as festas de final de ano. Diversas praias populares foram classificadas como impróprias para banho, apresentando níveis de bactérias (como coliformes fecais) acima do permitido, o que pode causar doenças como diarreia e febre [01:13:39]. Entre os pontos críticos destacados no litoral sul estão áreas de Praia Grande (Canto do Forte e Vila Mirim), Santos (Ponta da Praia e Aparecida) e São Vicente.
[embed]https://www.youtube.com/watch?v=9RG6Dxsd5Ig[/embed]Segundo Luciana Ziglio, professora de Ambiente e Sociedade, a qualidade da água é diretamente afetada pela eficiência do planejamento ambiental das cidades. O desafio principal reside na captação do esgoto doméstico e comercial, que deve ser direcionado para estações de tratamento e não para os sistemas de drenagem de águas pluviais, que desembocam no mar [01:16:36]. Além do esgoto, o lixo descartado incorretamente nas areias também contribui para a degradação do ecossistema marinho [01:17:36].
Para garantir a segurança durante o lazer, os banhistas devem estar atentos às ferramentas de monitoramento e sinalização:
Bandeiras de Sinalização: A Cetesb utiliza bandeiras nos postos das praias. A bandeira verde indica que a água é própria para banho, enquanto a bandeira vermelha sinaliza que o local está impróprio [01:14:40].
Consulta Online: O mapa de qualidade ambiental das águas é atualizado semanalmente no site oficial da Cetesb [01:13:00].
Cuidados na Areia: Mesmo sem entrar na água, é recomendável evitar áreas com acúmulo de resíduos e sempre recolher o próprio lixo para evitar novos impactos ambientais [01:19:54].
A especialista ressalta que a manutenção de praias limpas é um esforço conjunto. Enquanto o poder público deve focar na universalização do saneamento básico, cabe aos cidadãos adotarem práticas conscientes, como levar água potável de casa e não utilizar áreas sinalizadas como impróprias, garantindo que o lazer não se transforme em um problema de saúde pública [01:21:04].
Com informações: Brasil de Fato