
A ministra das Mulheres apresentou, nesta semana, um balanço detalhado das ações da pasta ao longo do último ciclo de gestão, enfatizando a reconstrução das políticas de proteção e autonomia das mulheres no Brasil. Entre os principais pontos destacados, estão o fortalecimento do pacto federativo para o combate ao feminicídio e a ampliação da rede de atendimento especializado. A ministra ressaltou que a participação direta do presidente Lula tem sido fundamental para colocar a igualdade de gênero como uma prioridade transversal em todos os ministérios.
Outro pilar importante da gestão foi a retomada da participação social, com a reativação de conselhos e fóruns que permitem que a sociedade civil organizada ajude a formular e fiscalizar as políticas públicas. De acordo com a ministra, o governo tem trabalhado para garantir que os avanços cheguem às mulheres de todas as regiões, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade.
A estratégia do ministério focou na integração entre segurança, autonomia econômica e representatividade política:
Enfrentamento à Violência: Expansão do programa Casa da Mulher Brasileira, que oferece atendimento humanizado e integrado (delegacia, justiça, assistência social e suporte psicológico) em um único local.
Fortalecimento Federativo: Repasse de recursos e assistência técnica para estados e municípios implementarem planos locais de combate à violência doméstica.
Autonomia Econômica: Implementação de programas de qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo feminino, visando romper o ciclo de dependência financeira que muitas vezes alimenta a violência.
Participação Social: Reestruturação do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), garantindo que vozes diversas de movimentos feministas voltem a pautar as decisões do governo.
A ministra destacou que a luta contra a violência de gênero não é exclusiva de uma pasta. O envolvimento do Ministério da Justiça e Segurança Pública, do Ministério do Desenvolvimento Social e de outros setores foi apontado como crucial para a eficácia das medidas. "O presidente Lula compreende que a democracia só é plena quando as mulheres ocupam espaços de poder e vivem sem medo", afirmou a ministra durante o pronunciamento.
Apesar dos avanços, o ministério reconhece que os índices de feminicídio e violência política de gênero ainda representam desafios estruturais. Para 2026, a meta é consolidar as unidades da Casa da Mulher Brasileira em todas as capitais e ampliar o alcance do Ligue 180, tornando o canal de denúncias ainda mais acessível e integrado aos órgãos de segurança estaduais.
Com informações: PT