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Mobilização em Porto Alegre defende soberania da Venezuela e denuncia ofensiva imperialista

Mobilização em Porto Alegre defende soberania da Venezuela e denuncia ofensiva imperialista

Redação
Por: Redação
30/01/2026 às 09h00 Atualizada em 30/01/2026 às 12h00
Mobilização em Porto Alegre defende soberania da Venezuela e denuncia ofensiva imperialista
Foto: Reprodução
Ato na Esquina Democrática reuniu movimentos sociais e partidos para marcar os 12 anos da Celac; manifestantes relacionam pressão externa sobre o petróleo venezuelano aos riscos para as riquezas naturais do Brasil.

A Esquina Democrática, tradicional palco de lutas políticas em Porto Alegre, recebeu na tarde desta quarta-feira (28 de janeiro de 2026) um ato em solidariedade ao povo venezuelano. Organizada pelo Comitê de Solidariedade ao Povo Venezuelano, a mobilização reuniu centrais sindicais (CUT, CTB), partidos (PCdoB, PT, PCB, PCR, UP) e movimentos populares para denunciar o que classificam como uma escalada imperialista liderada pelos Estados Unidos na América Latina.

A manifestação ocorreu no aniversário de 12 anos da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), órgão criado para promover a integração regional sem a tutela de potências de fora do continente.

Defesa da Soberania e Alerta Econômico

Os discursos durante o ato focaram na relação entre as crises políticas e as riquezas naturais. Lideranças destacaram que a Venezuela, detentora das maiores reservas de petróleo do mundo, é alvo de instabilidade por interesses puramente econômicos.

  • Soberania Nacional: A ex-deputada Jussara Cony enfatizou que a autodeterminação dos povos é a "chave para a vitória" contra intervenções externas.

  • Recursos do Brasil: Militantes alertaram que a pressão sobre a Venezuela serve de aviso para o Brasil. A Amazônia, as reservas de terras raras e o Pré-sal colocariam o território brasileiro na mira de interesses estrangeiros similares.

  • Impacto no Trabalho: Representantes do Sindicato dos Bancários e da CUT relacionaram o imperialismo ao enfraquecimento de empresas estatais, como a Petrobras, e à precarização de direitos trabalhistas.

Conexão com Lutas Locais: Paz e Feminicídio

Após a concentração, os manifestantes seguiram em caminhada até o Palácio Piratini. No local, a pauta internacional se uniu a uma causa urgente do Rio Grande do Sul: a vigília contra o feminicídio.

Lideranças feministas ressaltaram que a luta pela paz entre as nações é indissociável da luta pelo fim da violência contra as mulheres. Para Maristela Maffei (PT), a indignação contra a exploração econômica deve ser a mesma aplicada contra a injustiça de gênero que assola o estado.

O Papel das Periferias

O encerramento do ato trouxe uma reflexão sobre o trabalho de base. Fabiano Negreiros, do Fórum Social das Periferias, defendeu que o debate sobre geopolítica precisa alcançar as cozinhas solidárias e associações comunitárias. Segundo ele, a resistência contra a exploração começa no território onde a classe trabalhadora vive, conectando o preço do combustível e dos alimentos às disputas globais por energia.


Com informações: Brasil de Fato

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