
Se você gosta de olhar para as estrelas, o mês de fevereiro será um prato cheio. Teremos desde a brilhante "Lua de Neve" logo no primeiro dia até um raro alinhamento de seis planetas no final do mês. Para aproveitar ao máximo, a dica é baixar aplicativos como Stellarium ou Sky Tonight, que ajudam a localizar os astros em tempo real com base na sua posição aqui no DF ou no Entorno.
Confira o calendário dos principais eventos astronômicos de fevereiro:
O mês começa com a Lua atingindo sua fase cheia. Ela é chamada de "Lua de Neve" em tradições do hemisfério norte por ocorrer no auge do inverno de lá.
Como ver: Brilhante o suficiente para ser vista a olho nu, mas binóculos (10x50) revelam crateras impressionantes. Para fotos, use lentes telefoto e tente enquadrar com monumentos como a Torre de TV ou o Congresso Nacional para dar escala.
Um desafio para observadores! Netuno é invisível a olho nu.
Como ver: Você precisará de um telescópio de pelo menos 6 polegadas para distinguir o tom azulado de Netuno ao lado do brilho amarelado de Saturno. A proximidade da Lua Nova ajudará com um céu bem escuro.
Este é o melhor dia do mês para observar galáxias e nebulosas, pois o brilho da Lua não atrapalha.
Destaque: Se você estiver em áreas rurais (longe das luzes do centro de Brasília), poderá ver a Via Láctea e a Nebulosa de Órion com clareza. É a semana ideal para astrofotografia de longa exposição.
Um dia movimentado! Primeiro, uma conjunção entre a Lua, Netuno e Saturno no início da noite. Logo após o pôr do sol, a Lua passará na frente de Mercúrio, causando uma "ocultação".
Dica: Olhe para o horizonte Oeste (onde o sol se põe) para encontrar a fina fatia da Lua crescente perto de Mercúrio.
A Lua passará pelo aglomerado de estrelas das Plêiades (também conhecido como "As Sete Irmãs").
Como ver: Um par de binóculos montado em um tripé é a melhor forma de apreciar este movimento, que deve ocorrer entre as 22h e meia-noite (horário local).
Para fechar o mês com chave de ouro, seis planetas estarão "alinhados" no céu: Mercúrio, Vênus, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.
A olho nu: Você conseguirá identificar facilmente Vênus (o mais brilhante), Júpiter e Saturno.
Com telescópio: Será possível ver as faixas de Júpiter e os anéis de Saturno em uma única sessão de observação.
Binóculos: Um modelo 10x50 é o "pau para toda obra" da astronomia.
Telescópios: Para iniciantes, modelos entre 70mm e 114mm já garantem a visão dos anéis de Saturno e as luas de Júpiter.
Aplicativos: Use o modo noturno (tela vermelha) para não perder a adaptação dos seus olhos à escuridão.
Com informações: Live Science