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Quem é Antero Greco, jornalista com câncer terminal que comoveu o país

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Notícia de que Antero Greco “está em seus dias finais” mobilizou homenagens ao jornalista nas redes sociais

Bastante querido no meio esportivo, Antero Greco, de 68 anos, comoveu amigos e fãs no final de semana, após a vir à tona a notícia de que ele enfrenta um câncer terminal no cérebro. “Está em seus dias finais”, disse Paulo Soares, amigo do apresentador. Não demorou para que uma avalanche de homenagens e até uma fake news, apontando a morte de Antero, circulassem na web.

Reconhecido pela vasta experiência e conhecimento sobre o universo do futebol, Antego Greco se formou em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Ele começou a carreira jornalística em 1974, como revisor do O Estado de S. Paulo até galgar a posição de editor.

Para além do Estadão, Greco se destacou em diversos veículos de comunicação, incluindo emissoras de televisão, rádio e portais online, por causa de sua análise crítica, imparcial e descontraída do esporte.

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O jornalista é lembrado sobretudo pela passagem pela ESPN Brasil, emissora em que participou da criação do programa Futebol no Mundo, participou do SportsCenter e apresentou o Duetto, com Paulo Soares.

Além de sua atuação como jornalista, Antero Greco também é autor de livros como Seleção Nunca Vista e A Goleada, nos quais compartilha experiências e registros sobre o esporte mais popular do Brasil.


Fato Novo com informações e imagens: Metrópoles

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Ultraconservador e linha-dura: quem é o presidente do Irã que sofreu acidente de helicóptero

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Raisi, de 63 anos, é um clérigo religioso linha-dura que foi eleito presidente do Irã em 2021

O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, estava em um helicóptero que sofreu um acidente próximo a Jolfa, na fronteira do país do Azerbaijão, neste domingo, 19, há muito tempo é uma figura proeminente no país. Como presidente, ele supervisiona todo o trabalho do governo e é a segunda pessoa mais poderosa na estrutura política do Irã, depois do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, do qual é apontado como protegido e possível sucessor para sua posição na teocracia xiita do país. Ele é visto como um político linha-dura e ultraconservador.

Raisi, de 63 anos, é um clérigo religioso linha-dura que foi eleito presidente do Irã em 2021. Em seu mandato como presidente, ele supervisionou uma estratégia para expandir a influência regional de seu país – apoiando militantes por procuração em todo o Oriente Médio, acelerando o programa nuclear do país e levando o país à beira da guerra com Israel.

No entanto, no mesmo período, o Irã passou por seus maiores protestos contra o governo em décadas e por uma grave desaceleração econômica causada por sanções internacionais e alto índice de desemprego.

Duas eleições

Em 2017, ele concorreu sem sucesso à presidência do país contra Hassan Rouhani, um clérigo relativamente moderado que, como presidente, chegou ao acordo nuclear de Teerã em 2015 com as potências mundiais.

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Em 2021, Raisi concorreu novamente em uma eleição em que todos os seus adversários potencialmente proeminentes foram impedidos de concorrer pelo sistema de verificação do país. Ele obteve quase 62% dos 28,9 milhões de votos, no menor comparecimento às urnas na história da República Islâmica. Milhões de pessoas ficaram em casa e outras anularam suas cédulas.

Guerra com o Iraque e sanção

Em 1988, execuções em massa aconteceram no Irã, com estimativa de cerca de 5 mil mortes, de acordo com grupo internacionais de direitos humanos. Falsos julgamentos de prisioneiros políticos – conhecidas como comissões da morte – aconteceram no país, no final da guerra entre Irã e Iraque. Raisi participou das comissões.

Depois que Khomeini aceitou um cessar-fogo mediado pela ONU, os membros do grupo de oposição iraniano Mujahedeen-e-Khalq, fortemente armados por Saddam Hussein, atravessaram a fronteira iraniana do Iraque em um ataque surpresa. O Irã neutralizou o ataque.

Os julgamentos começaram por volta dessa época, quando os réus foram solicitados a se identificar. Aqueles que responderam “mujahedeen” foram enviados para a morte, enquanto outros foram questionados sobre sua disposição de “limpar campos minados para o exército da República Islâmica”, de acordo com um relatório da Anistia Internacional de 1990.

Em 2019, o Tesouro dos EUA sancionou Raisi “por sua supervisão administrativa sobre as execuções de indivíduos que eram jovens na época do crime e a tortura e outros tratamentos ou punições cruéis, desumanos ou degradantes de prisioneiros no Irã, incluindo amputações”.

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Urânio e repressão a opositores

Como presidente, Raisi foi favorável ao enriquecimento de urânio do país até níveis próximos ao de armas, bem como o impedimento de inspetores internacionais como parte de seu confronto com o Ocidente. Na prática, no entanto, o Irã é governado por Khamenei

Raisi também apoiou os serviços de segurança do país quando reprimiram opositores, inclusive após a morte de Mahsa Amini, em 2022, e os protestos nacionais que se seguiram. A repressão à segurança, que durou um mês, matou mais de 500 pessoas e mais de 22.000 foram detidas.

Em março, um painel investigativo das Nações Unidas concluiu que o Irã era responsável pela “violência física” que levou à morte de Amini após sua prisão por não usar um hijab, ou lenço de cabeça, como ordena a política ultraconservadora do país.

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Fato Novo com informações e imagens: Jornal de Brasília e Agências Internacionais

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‘Foi inimigo número um das elites e do próprio imperador’, diz biógrafo de Luís Gama

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Com pseudônimo de Afro, o renomado advogado abolicionista fundou e foi editor-chefe de jornal intitulado Democracia

Apesar de ter nascido livre em 1830, Luís Gama teve que conquistar a própria liberdade após ter sido vendido pelo seu pai, um fidalgo português, quando tinha oito anos de idade. Esta foi apenas a primeira vitória que o intelectual, advogado, professor, poeta e abolicionista conquistou ao longo de sua vida.


Luís Gama garantiu por via judicial a liberação de, pelo menos, 750 pessoas.


Esta aptidão para interpretar as leis da época, somado à sua defesa pela democracia fizeram dele o “inimigo número um das elites imperiais e do próprio imperador”, afirma o historiador Bruno Rodrigues de Lima.

O pesquisador lançou recentemente o livro Luiz Gama contra o Império: A luta pelo direito no Brasil da Escravidão, publicado pela editora Contracorrente. A obra de mais de 600 páginas é uma adaptação e atualização da tese de doutorado do historiador.

Bruno Rodrigues de Lima defendeu seu trabalho na Faculdade de Direito da Johann Wolfgang Goethe-Universität Frankfurt am Main e lhe rendeu o prêmio Walter Kolb de melhor tese de doutorado da Universidade de Frankfurt e a medalha Otto Hahn de destaque científico da Sociedade Max Planck.

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Livro é uma adaptação da tese premiada de doutorado de Lima / Reprodução/Contracorrente

“É algo muito valioso, para quem pensa em um projeto de Brasil, pensar o projeto de Luís Gama. É um projeto abolicionista radical, sem concessões aos senhores, sem concessão e sem negociação, ou seja, é alguém que consegue ir à frente com uma bandeira tão difícil de ser levada à frente. E ele vai lá e leva a bandeira da abolição, da democracia, da terra, trabalho, direito para todos e todas”, comenta o pesquisador em entrevista ao programa Bem Viver desta terça-feira (14).

O pesquisador lembra que Gama também foi poeta, sendo o primeiro homem negro a publicar um livro deste gênero literário no país. Além disso, fundou e foi editor-chefe de um jornal intitulado Democracia. Lima comenta que por uma questão de segurança, Gama não assinava com seu próprio nome, mas com o pseudônimo Afro.

“Ele é o Afro, ele é um homem preto na São Paulo branca, e ele vai afirmar que a democracia dele é uma democracia sem pena de morte, é uma democracia socialista, palavra do gama antes da Comuna de Paris.”

Confira a entrevista na íntegra:

Brasil de Fato: No seu livro você demonstra como o Brasil do século 19 tinha leis que legitimavam a escravidão. No entanto, é usando destas leis que Luís Gama foi capaz de libertar mais de 750 pessoas. Como ele fez isso? Que tipo de truque, magia ou sagacidade ele tinha para furar o sistema usando as regras do próprio sistema?

Bruno Rodrigues de Lima: É um pouco de truque, um pouco de magia, um pouco de sagacidade. É Luiz Gama contra o Império.

O nome do livro sintetiza um pouco essa ideia de que ele tinha lado, sabia contra quem estava lutando, e tinha um profundo conhecimento do Império, das armas do Império, da estrutura do Império, de como ele funcionava. Por ter esse conhecimento é que ele sagazmente inventou um repertório de ferramentas para abrir caminhos de liberdade dentro do edifício escravista.

Brasil, você sabe, era a única sociedade escravista de soberania plena das Américas. Tinha escravidão em todos os cantos do Brasil, em todos os lugares. O Brasil tinha 20 províncias, tinha escravidão nas 20 províncias. O Brasil tinha 635 municípios, tinha gente escravizada nos 635 municípios. O Brasil tinha 1.449 paróquias, tinha gente escravizada em 1.442 paróquias.

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Tudo isso que eu estou dizendo é segundo os dados oficiais do Censo Demográfico de 1872, quando o Luiz Gama tinha 42 anos de idade.

Esse era o Brasil do Luiz Gama. Esse era o Império do Brasil: um império de cima a baixo, de norte a sul, leste a oeste, o império da escravidão.

Ele entende o direito, entende que a escravidão era justificada, amparada, chancelada pelo direito. Com essa compreensão, ele vai conseguindo abrir caminhos para garantir liberdade para mais de 750 pessoas, através do judiciário e outras estratégias processuais à margem do judiciário também.

É por tudo isso que 150 anos depois da existência de Luís Gama estamos aqui reunidos falando da história de luta pela liberdade no Brasil que ele protagoniza.

Ele não protagoniza no sentido de que ele individualmente se sobrepõe às demais lutas, não é nesse sentido, mas é no sentido de que ele compreende o seu tempo histórico, os valores que ele luta, a causa que ele encampa e organiza, o movimento abolicionista, quando nem movimento abolicionista tinha, e vai coletivamente liderar esse processo.

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É algo muito valioso, muito importante para quem pensa em um projeto de Brasil, pensar o projeto de Luís Gama, que é um projeto abolicionista radical, sem concessões aos senhores, sem concessão e sem negociação.

Ou seja, é alguém que consegue ir à frente com uma bandeira tão difícil de ser levada à frente, tão desigual eram as armas da época, tão desigual as forças forças e as correlações. Ele vai lá e leva a bandeira da abolição, da República, da democracia, da terra, trabalho, direito para todos e todas.

Isso quando o movimento abolicionista ainda nem existia.

Seu livro mostra como Luís Gama lutou contra o Império. Ele morreu antes que a República fosse declarada. No entanto, com mais de 100 anos de República, o Brasil segue reproduzindo práticas escravistas. Você acredita que Gama se desiludiria com a República brasileira?

Essa é a pergunta que eu me faço também, porque eu quero compreender esse Brasil, quero entender o que está acontecendo nele e faço isso lendo Luís Gama.

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Ver que a República tal qual proclamada e os arranjos de poderes que se sucedem nas primeiras décadas, pelo menos até Getúlio, e depois mesmo durante o período de Getúlio todos os golpes e contragolpes dessa metade do século 20 até chegar agora o pacto de 1988…. O Brasil é muito jovem.

Então, se a gente perguntar, os avós dos nossos avós são contemporâneos do Luz Gama, sabe? Está muito perto. Então, a própria República é um regime político recém proclamado. A gente tem um século e pouco…

Agora, o que eu quero dizer até que as mesmas famílias que estavam lá atrás, no judiciário, por exemplo, ou nas forças armadas, são as mesmas famílias em muitos oficiais de hoje, muitos juízes de hoje.

Se a gente analisar a linhagem familiar, vamos ver que o Brasil mudou muito pouco. Se há trabalho análogo à escravidão como há e pesado se formos pensar: Tocantins, Pará, ou o bairro do Brás, em São Paulo, ou bairros da zona central das grandes cidades, do Rio, Belo Horizonte…

Você tem coisa acontecendo que o Ministério Público nem sonha em investigar, que tem obrigação funcional de investigar.

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Luís Gama funda um jornal em 1867 chamado Democracia, uma palavra proibida de se enunciar no discurso político da época.

Luís Gama é aquele que vai plantar a semente da democracia no Brasil. Ele foi o redator-chefe desse jornal. Ele assina esse jornal com pseudônimo, porque não poderia assinar em nome próprio, senão o pescoço dele estaria ao alcance da milícia dos escravizadores, cafeicultores do interior paulista, por exemplo.

Mas não escondeu que era dele a autoria daquele jornal. Luís Gama vai afirmar e outras pessoas vão testemunhar que ele estava envolvido em projetos literários como o Democracia.

Lúcio de Mendonça vai dizer: “Eu conheci o Luiz Gama quando ele colaborava na imprensa com o pseudônimo Afro nos jornais de São Paulo”.

Gama não assinava em nome próprio, assinava como Afro, que é uma maneira de afirmar sem afirmar, de ocultar a autoria do nome próprio e ao mesmo tempo ele afirma a autoria.

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Ele é o Afro, ele é um homem preto na São Paulo branca, e ele vai afirmar que a democracia dele é uma democracia sem pena de morte, é uma democracia socialista, palavra do gama antes da Comuna de Paris.

É uma pena que a história do movimento operário brasileiro e do movimento camponês, por exemplo, saber só agora que Luís Gama lançou um jornal chamado Democracia, com um projeto de educação inovador, de ensino laico, de educação em massa, de obrigação do Estado investir em educação de todos e todas, de meninos e meninas, de todas as faixas etárias, um projeto de alfabetização de jovens e adultos.

Ele próprio foi um professor de educação de jovens e adultos, ele próprio alfabetizou centenas e centenas de pessoas. A gente está falando de 1867, 1868, 1869, muito antes da queda da monarquia e do fim de trabalho escravizado.

A gente teve um homem preto que se definiu definiu “democrata e socialista”, que pensou a república e que foi o alvo, foi o inimigo número um das elites imperiais e do próprio imperador. É por isso que a Luís Gama contra o Império.

A sua pergunta toca nesse ponto do título do livro… E por quê esse título? Porque Luís Gama estava de um lado, o Império estava de outro. Então, se o Luís Gama estivesse hoje aqui, que é a sua pergunta, não é muito difícil imaginar quais seriam suas bandeiras.

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É a bandeira da democracia, da abolição, incompleta, mambembe, capenga, esvaziada, deturpada, que o Gama certamente choraria o choro mais íntimo de sua alma e ao mesmo tempo, da indignação do revolucionário. Iria lutar para fazer a abolição acontecer.

Como é que acontece uma coisa como aconteceu em 1888 e leva 30 a 40 anos para que o preto pudesse entrar na escola, pudesse ter um ensino técnico e mais 30 a 40 para que entrasse nas universidades e mais quantos que vamos esperar até que eles entrem na magistratura?

Porque a magistratura do Brasil, as carreiras do Itamaraty, as carreiras militares de alta patente, as carreiras do judiciário, da defensoria pública, do Ministério Público, são ocupados por quem?

Nós sabemos, é estatístico, 98% são brancos. Então, o Gama não se surpreenderia com o Brasil que ele ia encontrar.

O Brasil mudou muito pouco. O Brasil, o regime de produção do Brasil de hoje, muda muito pouco do modelo de produção das grandes plantations de café do século 19.

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A própria elite brasileira, muito tacanha, acha que isso aqui é uma grande fazenda. O Gama denuncia isso.

O projeto do Gama é muito sério, é um projeto de democratizar tudo isso que eu falei agora: riqueza, educação, conhecimento, terra, e que o trabalho seja algo muito mais valorizado, digno. Trabalhador precisa ser melhor remunerado.

No lançamento do seu livro na Bahia, você esteve ao lado de Mateus Aleluia e falou para ele como via ideias de Luís Gama nas música dele. Isso tem a ver com as poesias que Luís Gama escrevia ou as ideias que defendia?

Luiz Gama jogava em todas as posições, de modo como você disse também, era um poeta, era um jornalista, e, sim, um herói nacional.

Mateus Aleluia é uma dessas raridades que dá no Brasil e que a gente tem que saber reconhecer e valorizar enquanto é tempo. Valorizar em vida.

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Mateus Aleluia tem 80 anos, é um homem que foi pra Luanda, foi pra Angola, que viu a vitória do movimento de libertação de Angola. Que estava lá na luta de Angola contra o apartheid da África do Sul, ele estava lá e tem uma compreensão do panafricanismo que dá chão na Bahia, que dá chão no Brasil, e o lugar do Brasil no mundo.

Então, numa música, por exemplo, que o Mateus Aleluia fala de um novo estágio da humanidade, um estágio de alguém que tem uma utopia de um Brasil, de um mundo, sem reis e sem escravos como o Luiz Gama diria, sem patrões e sem subordinados, o Matheus Aleluia está pensando o Brasil de amanhã, um Brasil que é uma utopia, mas é essa utopia que faz a gente sonhar.

Ele vai falar de que a gente precisa de um líder popular, de alguém que pense o Brasil, que seja pragmático como [Nelson] Mandela, que traga poesia e independência como Leopold Cedarsan Singor, que tenha um sonho como Luther King e que seja um herói como Zumbi [dos Palmares].

Ele tem uma música que fala exatamente disso, que é Homem, o Animal que Fala. E eu, dialogando com ele, eu falei: “Olha, Mestre Mateus Aleluia, eu acho que esse ser humano que reúne essas qualidades de trazer poesia, independência, que lute pragmaticamente por um futuro melhor, e que tenha um sonho ao mesmo tempo uma utopia, esse homem é um Luís Gama”.

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Fato Novo com informações e imagens: Brasil de Fato

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Conheça as mulheres que lutaram pela abolição da escravatura no Brasil

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Ontem, a assinatura da Lei Áurea, que declarou o fim da escravidão no Brasil, completou 136 anos

A assinatura da Lei Áurea, que declarou o fim da escravidão no Brasil, completou 136 anos nesta segunda-feira (13/5). Para além da princesa Isabel, o processo de abolição da escravatura contou com a luta de inúmeras pessoas que foram invisibilizadas ao longo do tempo, como Luís Gama, André Rebouças e Francisco José do Nascimento, conhecido como Dragão do mar.

Além disso, várias mulheres resistiram e contribuíram para o fim do regime que durou mais de 300 anos no Brasil. O Correio preparou uma lista com os nomes de 5 figuras femininas importantes para o movimento abolicionista:

Dandara

Dandara foi casada com Zumbi dos Palmares e teve papel fundamental para a construção e comando do quilombo dos Palmares. Ela dominava técnicas de capoeira e lutou junto aos cerca de 30 mil do quilombo. “Dandara foi esposa de Zumbi e, como ele, também lutou com armas pela libertação total das negras e negros no Brasil; liderava mulheres e homens, também tinha objetivos que iam às raízes do problema e, sobretudo, não se encaixava nos padrões de gênero que ainda hoje são impostos às mulheres. E é precisamente pela marca do machismo que Dandara não é reconhecida ou sequer estudada nas escolas”, pontua a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas.

Adelina

Adelina vendia charutos nas ruas de São Luís e atuou como informante  das ações da polícia aos ativistas, participando de diversos comícios abolicionistas no Maranhão e ajudando na fuga de escravos. Nascida em 1859, ela era filha de uma mulher escravizada. “O conhecimento que Adelina possuía da cidade e sua facilidade em transitar sem levantar suspeitas, uma vez que andava de rua em rua vendendo fumo, acabou por ser um trunfo para o movimento abolicionista. A charuteira observava e antecipava as ações da polícia, conhecia suas rotas e se certificava de avisar os integrantes do movimento caso notasse qualquer ameaça”, destaca o Centro de Memória Sindical.

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Maria Firmina dos Reis

Maria Firmina dos Reis foi a primeira romancista brasileira e utilizou a literatura como ferramenta para lutar pelo fim da escravidão. Nascida em São Luís, Maranhão, ela escreveu sobre a desigualdade vivida pelos escravizados e pelas mulheres. Maria Firmina é autora de Úrsula, livro publicado em 1859. A obra é considerada revolucionária e o primeiro romance abolicionista de autoria feminina da língua portuguesa, possivelmente o primeiro romance publicado por uma mulher negra em toda a América Latina.  “Defensora da abolição, em 1887 publica na imprensa o conto A escrava, texto abolicionista empenhado em se inserir como peça retórica no debate então vivido no país em torno da abolição do regime servil”, cita o site Literafro, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Maria Felipa de Oliveira

Maria Felipa de Oliveira liderou um grupo de cerca de 40 mulheres contra os portugueses nas guerras de independência na Bahia na década de 1820.  “Maria, uma mulher alta e de muita força física, se envolveu em luta contra as tropas portuguesas porque as mesmas queriam se instalar em pontos estratégicos da ilha, lugar que os escravos libertos usavam para comercializar mariscos e pães e fazer as próprias atividades. Eles precisavam defender o ganha-pão diário”, afirma a Coordenadoria de Promoção de Igualdade Racial da Prefeitura Municipal de Uruguaiana. (RS). Ela integra o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

Tereza de Benguela

Tereza de Benguela viveu no século XVIII e foi casada com José Piolho, que chefiava o Quilombo do Piolho, também conhecido como Quariterê, até ser assassinado por soldados de Mato Grosso. Com a morte do marido, ela tornou-se a líder do quilombo, e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas. “O Quilombo do Quariterê abrigava mais de 100 pessoas, com destacada presença de negros e indígenas. Tereza navegava com barcos imponentes pelos rios do pantanal. E todos a chamavam de ‘Rainha Tereza’. O Quilombo, território de difícil acesso, foi o ambiente perfeito para Tereza coordenar um forte aparato de defesa e articular um parlamento para decidir em grupo as ações da comunidade”, frisa a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.


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