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Meio Ambiente

Sul-coreanos processam governo por causa das mudanças climáticas

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Na Coreia do Sul, bebês, crianças, adultos e até um feto entraram com um processo contra o governo do país por não fazer o suficiente no enfrentamento às mudanças climáticas, alegando que as metas para a redução são muito fracas e ameaçam o direito a um ambiente saudável.

O tribunal constitucional sul-coreano realizará sua segunda e última audiência do caso na próxima terça-feira (21). Mobilizações semelhantes já foram apresentadas em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, Índia e Brasil.

“Se tivermos um precedente favorável na Coreia do Sul, acho que isso realmente será um gatilho para espalhar essa tendência”, diz Sejong Youn, conselheiro jurídico do caso em Seul, à revista Nature. “Isso enviará uma mensagem: todos os países precisam agir para enfrentar essa crise global, e não há exceções.”

O processo em questão é uma combinação de quatro semelhantes apresentados entre 2020 e 2023 — a primeira audiência foi realizada em abril deste ano. Um desses casos foi movido por pais em nome de seu filho, um feto apelidado de Woodpecker, que atualmente tem um ano de idade.

Imagem de protesto sobre o clíma na praça da união em San Francisco, nos Estados Unidos — Foto: Unsplash/ Li-An Lim

Imagem de protesto sobre o clíma na praça da união em San Francisco, nos Estados Unidos — Foto: Unsplash/ Li-An Lim

“Normalmente, obtemos direitos humanos quando nascemos”, conta Masako Ichihara, pesquisadora de litígios climáticos do Centro de Adaptação Climática de Kyoto, no Japão. Ela explica que Woodpecker atua como um símbolo poderoso de como a sociedade deve proteger as futuras gerações ainda não nascidas dos impactos da mudança climática.

Youn espera por uma decisão ainda este ano, antes da revisão dos planos climáticos da Coreia do Sul para as Nações Unidas, conhecidos como Contribuição Determinada Nacionalmente (CDN). Atualmente, o governo sul-coreano busca reduzir as emissões de gases de efeito estufa para 40% abaixo dos níveis de 2018 até 2030.

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Entretanto, alcançar esses níveis em todos os países poderia resultar em um aquecimento de até 3 °C até o final do século, em comparação aos alcances pré-industriais, de acordo com o Climate Action Tracker, que monitora os compromissos climáticos globais. Isso excede o objetivo do acordo climático de Paris de limitar o aquecimento a bem abaixo de 2 °C.

“Se tivermos uma decisão constitucional sobre a insuficiência da CDN atual [neste ano], poderemos aumentar as ambições climáticas do governo enquanto eles trabalham na meta de 2035″, explica Youn.

Ichihara observa que nos países do leste asiático, o processo é menos comum do que nos países ocidentais como meio de desafiar políticas governamentais. Essa situação representa um último recurso.

Segundo Mingzhe Zhu, da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, a cultura local tem mudado e há uma crescente conscientização sobre a mudança climática e litígio como uma ferramenta na região, sugerindo um aumento na disposição de usar o recurso para abordar questões climáticas. “Eu acredito na criatividade das pessoas. Mesmo se você falhar desta vez, pode aprender com essa experiência e tentar novamente.”


Fato Novo com informações e imagens: Revista Galileu

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Distrito Federal

Arie do Córrego Mato Grande ganha plano de manejo

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Documento é resultado de cinco oficinas com ampla participação da comunidade

O Instituto Brasília Ambiental apresentou, nesta quarta-feira (19), o plano de manejo da Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) do Córrego Mato Grande, em São Sebastião, aos agentes daquela unidade de conservação. A versão final do plano contou com a contribuição de cinco oficinas, virtuais e presenciais, realizadas com a comunidade local no ano de 2022.


“A Arie, agora, conta com o documento técnico que define objetivos, estabelece e norteia as normas de uso. O plano de manejo é um documento consistente, elaborado a partir de diversos estudos, incluindo diagnósticos do meio físico, biológico e social. A área técnica produz o estudo e os agentes da unidade trabalham na sua execução”, lembra o presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer.


Nemer ressalta que o plano também inclui medidas para promover a integração da Arie à vida econômica e social das comunidades vizinhas, “o que é essencial para que a implementação da unidade seja mais eficiente”.

O secretário de Meio Ambiente e Proteção Animal, Gutemberg Gomes, enfatiza a importância da gestão compartilhada da Arie, que ganhou destaque no documento. “Temos que implantar a gestão compartilhada, com Estado e sociedade trabalhando juntos, porque ela vai nos ajudar muito, inclusive, no aspecto da educação ambiental para a comunidade”, justifica.

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Apresentação

“Temos que implantar a gestão compartilhada, com Estado e sociedade trabalhando juntos, porque ela vai nos ajudar muito, inclusive, no aspecto da educação ambiental para a comunidade”, afirma Gutemberg Gomes, secretário de Meio Ambiente e Proteção Animal

O plano de manejo foi apresentado pela diretora de Implantação de Unidades de Conservação (Dipuc) do instituto, Carolina Lepsch. Ela salienta que a Arie pertence à categoria de uso sustentável, que são áreas com pouca ocupação humana, com características naturais extraordinárias ou que abrigam exemplares raros da biota regional.

A Arie do Córrego Mato Grande, criada em 2004 por meio do Decreto 25.067, abrange o córrego Mato Grande e o ribeirão Santo Antônio da Papuda e conta com importantes características naturais e culturais.

Segundo o diagnóstico do plano, ela está localizada em área de risco. A caracterização “de risco” se dá pelo fato de a Arie estar situada em planície inundável, área plana recebedora das águas das chuvas das áreas mais altas do entorno. “Portanto, deve ser protegida para que conserve a região de São Sebastião, onde está inserida”, destaca a diretora.

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Brasil

Celso Sabino prevê 150 delegações internacionais na COP 30 em Belém

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Ministro do Turismo falou dos preparativos para a Conferência do Clima no Pará, em 2025, além de tratar das linhas de créditos para o setor hoteleiro e o papel do turismo na retomada do Rio Grande do Sul

O ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou nesta quarta-feira, 19 de junho, durante sua primeira participação no “Bom Dia, Ministro”, ter certeza de que o Brasil vai realizar uma aclamada e prestigiada edição da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30) em Belém, em 2025.


“Esse movimento para conter as mudanças climáticas tem ganhado relevância, aumentado o público de participação nas COPs e tendo significado cada vez maior para todo o planeta.A COP do Brasil vai concentrar o maior número de autoridades no mesmo momento”, afirmou.


Todos os ministérios estão atuando para que Belém tenha a melhor infraestrutura possível para receber todas essas pessoas, com projetos de infraestrutura viária, saneamento básico nos aeroportos e hospitalidade”, afirma Celso Sabino, ministro do Turismo

Ele lembrou que têm participado das COPs reis, príncipes, presidentes, primeiros-ministros, chefes de Estado e chefes de governo de todo o mundo. “Nós já estamos com uma perspectiva de que 150 delegações venham para cá. Teremos a oportunidade de mostrar para o mundo todo a qualidade da hospitalidade brasileira”.

Para se alcançar o sucesso almejado, explicou Sabino, o Brasil tem dois desafios. O primeiro, avalia, é o país contribuir de forma significativa na apresentação de projetos, soluções e alternativas para conter as mudanças climáticas e promover a preservação do meio ambiente. O segundo ponto é garantir que os turistas em visita a Belém sejam tratados com hospitalidade, carinho e conforto, se tornando divulgadores e promotores do turismo brasileiro em seus países de origem.

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“Todos os ministérios estão atuando para que Belém tenha a melhor infraestrutura possível para receber todas essas pessoas, com projetos de infraestrutura viária, saneamento básico nos aeroportos e hospitalidade. O presidente Lula criou uma secretaria extraordinária vinculada à Casa Civil e o secretário está em Belém atuando não só na questão da infraestrutura, mas no apoio a micro e pequenos empresários no sentido de ampliar a rede hoteleira e a quantidade de leitos disponíveis”, explicou Celso Sabino.


Com vistas à preparação da COP 30, estão sendo concedidos financiamentos voltados para meios de hospedagem, agências de turismo, transportadoras, organizadoras de eventos, parques temáticos, acampamentos turísticos, restaurantes, cafeterias, bares e similares. Em parceria com o governo do Pará e a prefeitura de Belém, está sendo implementada qualificação profissional de motoristas de aplicativos e ensino de línguas estrangeiras para trabalhadores que atuam com atendimento ao cliente em hotéis, bares e restaurantes.

RIO GRANDE DO SUL — Durante uma hora de bate-papo com radialistas, o ministro Celso Sabino pontuou ainda sobre as ações do turismo no grande esforço de reconstrução do Rio Grande Sul, que incluem campanhas promocionais que atuam com o objetivo de que o turismo exerça protagonismo na retomada do desenvolvimento econômico no estado.

“Nós estamos com uma campanha chamada ‘Não Cancele, Reagende’ a visita ao Rio Grande do Sul, para que brasileiros e estrangeiros que adquiriram pacotes turísticos, hotéis, pousadas, passagens aéreas, não desistam de conhecer essa região, mas reagendem para um próximo momento”, orientou o titular do Turismo.


“Também estamos fazendo uma campanha para arrecadação de fundos financeiros para a reconstrução da infraestrutura pública no Rio Grande do Sul, com eventos em praticamente todo o Brasil neste momento agora de festas juninas. Exibimos vídeos promocionais dos atrativos do Rio Grande do Sul e um QR Code para que as pessoas façam doações para reconstruir a infraestrutura pública e turística do estado”.


Sabino expressou otimismo com a recuperação da malha aérea do Rio Grande do Sul. “Nós vamos sair com mais, sem dúvida nenhuma, três novos aeroportos funcionando — ou novos ou ampliados. E a gente tem trabalhado com a possibilidade da construção de um novo aeroporto em Vila Oliva, de 20 a 30 quilômetros de Gramado. Estamos trabalhando com a ampliação do Aeroporto de Canela e de Caxias. E, não tenho dúvida, o Salgado Filho vai voltar a operar com força total antes do que a gente estava imaginando”.

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O “Bom Dia, Ministro” contou com a participação ao vivo de jornalistas das rádios Nacional de Brasília (Brasília/DF), Campina FM (Campina Grande/SP), BandNews (Rio de Janeiro/RJ), Liberal (Belém/PA), Tiradentes/BNC (Manaus/AM), Clube (Recife/PE) e Vox (Timóteo/MG).

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Fato Novo com informações e imagens: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Distrito Federal

Caesb investe R$ 3,7 milhões em energia limpa e reduz custos operacionais

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Novas fontes de produção contribuem para reduzir despesas, melhorar serviços, preservar a natureza e desenvolver o DF

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) investiu mais de R$ 3,7 milhões nos últimos sete anos na construção de usinas fotovoltaicas em unidades da empresa.

Segundo o presidente da Caesb, Luís Antônio Reis, os investimentos atendem à política da companhia de buscar energias alternativas que reduzam os custos da empresa, melhorem a qualidade dos serviços, ajudem a preservar o meio ambiente e contribuam para o desenvolvimento socioeconômico do DF.

O investimento mais recente foi na recém-construída usina de geração fotovoltaica da Estação de Tratamento de Esgotos do Gama, que vai produzir 11.500 KWH por mês, o equivalente a 4,25% do consumo dessa ETE. A quantidade de energia gerada irá economizar R$ 5.400 por mês na conta de eletricidade da estação do Gama.

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