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Comportamento

TJDFT abre Semana de Saúde Mental com foco nos impactos da Inteligência Artificial

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Evento discute a “felicidade desesperada” e os desafios cerebrais na era digital; magistrados reforçam que cuidado com a mente é pilar para uma justiça mais humana e eficiente.


O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) deu início, na última quarta-feira (28 de janeiro de 2026), à sua Semana de Saúde Mental. Realizado no espaço Flamboyant, o evento reuniu a cúpula do Tribunal e servidores para discutir um tema extremamente atual: como preservar o equilíbrio emocional em um mundo cada vez mais mediado pela tecnologia.

A palestra de abertura, conduzida pela psicóloga Regina Lúcia Nogueira (Nupsi), trouxe o provocativo título “A Felicidade, Desesperadamente: Saúde Mental e Saúde Cerebral em tempos de IA Generativa”. A discussão cruzou fronteiras entre a filosofia, a neurociência e a psicologia para entender como o cérebro humano está reagindo ao uso intenso de ferramentas de Inteligência Artificial.

Saúde Mental não é fraqueza, é maturidade

Durante a cerimônia, o 1º Vice-Presidente do TJDFT, Desembargador Roberval Belinati, enfatizou que o Tribunal encara o bem-estar de sua força de trabalho como uma prioridade estratégica, e não apenas simbólica.

“Falar sobre saúde mental não é fraqueza, é maturidade, responsabilidade e compromisso com o trabalho e com a instituição”, afirmou Belinati.

O Desembargador Alfeu Machado, do Comitê de Saúde, comparou o adoecimento mental a uma “enchente silenciosa” que avança sem ser percebida, reforçando a necessidade de políticas preventivas constantes diante do excesso de informação e das pressões do Judiciário.


Os Desafios do Pós-Pandemia e da Tecnologia

O Secretário de Saúde do Tribunal, Tomaz de Aquino, apresentou um diagnóstico preocupante, mas realista: o cenário pós-pandemia deixou sequelas de ansiedade e cansaço psíquico que foram agravadas pela rapidez das transformações tecnológicas.

  • Foco na Prevenção: As ações da Secretaria de Saúde buscam identificar precocemente sinais de Burnout e transtornos de ansiedade.

  • Janeiro Branco 2026: A semana está alinhada à campanha nacional, que este ano propõe o tema da pausa: “respirar, pensar e repensar” a relação com o tempo.

  • Equilíbrio com a IA: A palestra principal alertou que, embora a IA traga ganhos de produtividade, ela exige um esforço cerebral diferente, que pode levar à exaustão se não houver limites claros entre o humano e o automatizado.

Programação e Cultura Organizacional

A iniciativa busca consolidar uma cultura onde o magistrado e o servidor sintam-se seguros para buscar apoio. O evento contou ainda com a participação da Assejus, reforçando que a saúde mental é uma pauta comum entre a administração e os colaboradores.

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Com informações:  TJDFT

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Comportamento

Radiografia das Apostas no DF: Pesquisa revela que baixa renda é a mais atingida

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Estudo do IPEDF mostra que 35% dos moradores do Distrito Federal apostaram no último ano; loteria lidera em popularidade, mas cassinos digitais (Tigrinho) apresentam maior frequência e vício.


O Distrito Federal apresenta um índice de apostadores muito superior à média nacional. Segundo a pesquisa “Apostadores no Distrito Federal: Diagnóstico comportamental e sociodemográfico”, divulgada nesta quinta-feira (29 de janeiro de 2026), mais de um terço da população local (35%) realizou algum jogo de azar nos últimos 12 meses. Para efeito de comparação, o índice no Centro-Oeste era de 18,7% em 2024.

O dado mais alarmante do estudo é a concentração social do hábito: as camadas de menor renda são as que mais apostam e, proporcionalmente, as que mais comprometem o orçamento familiar com jogos.

Perfil Financeiro: Aposta pesa no bolso de quem ganha menos

A pesquisa revela que a participação em apostas diminui conforme a renda aumenta. A maior concentração de apostadores está na faixa que ganha entre R$ 1.518 e R$ 3.000 (37,5%).

Faixa de Renda Mensal % de Apostadores no DF
Até R$ 3.000 (Baixa/Média-Baixa) 52,9%
R$ 3.001 a R$ 5.000 20,7%
Acima de R$ 15.001 (Alta) 4,6%

Modalidades: Do “Fézinha” ao Vício Digital

Embora a Loteria continue sendo a modalidade mais comum, os jogos digitais como as Bets (apostas esportivas) e o Jogo do Tigrinho (cassinos online) preocupam pela frequência de uso e pelos valores gastos.

  • Loterias (26,6%): Uso majoritariamente esporádico e valores baixos (até R$ 60).

  • Bets (8,4%): Uso semanal mais intenso; 31,8% dos apostadores gastam mais de R$ 100 por mês.

  • Cassinos Online/Tigrinho (6,5%): É a modalidade mais viciante. 15,7% jogam diariamente e 11,1% gastam mais de R$ 500 mensais.

Idade: Surpresa entre os mais velhos

Diferente do senso comum de que as apostas são “coisa de jovem”, no Distrito Federal o grupo com maior proporção de apostadores é o de 50 a 59 anos (39,7%), seguido pelos idosos com mais de 60 anos (36,9%). Entretanto, a participação de jovens (18 a 29 anos) no DF é quase o dobro da média nacional para essa faixa etária.

O Perigo do “Clique”

O estudo do IPEDF ressalta que a disponibilidade digital é o principal motor do aumento das apostas. A facilidade de acessar cassinos e bets pelo celular a qualquer hora do dia transformou o que era uma diversão ocasional (como a loteria) em um comportamento de alta recorrência e risco financeiro.

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Com informações: Metrópoles

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Comportamento

Apostas no DF: IPEDF e Secretaria da Família lançam estudo inédito sobre impacto dos jogos

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Pesquisa traça o perfil sociodemográfico e comportamental de apostadores em todas as regiões administrativas; dados servirão de base para políticas públicas contra o endividamento e por saúde mental.


O Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em parceria com a Secretaria da Família (Sefami-DF), acaba de lançar o estudo “Apostadores no Distrito Federal – Diagnóstico comportamental e sociodemográfico”. O levantamento é uma resposta direta à explosão das plataformas de apostas digitais (as “bets”) e busca entender como esse hábito está transformando a vida financeira e emocional das famílias brasilienses.

A pesquisa mapeia não apenas quem são os apostadores (gênero, idade e renda), mas também as motivações por trás do jogo e as consequências reais, como o endividamento progressivo e o surgimento de conflitos familiares. Os dados foram coletados em locais de grande circulação em todas as RAs do Distrito Federal.

Radiografia do Jogo na Capital

O estudo foca em cidadãos maiores de 18 anos e traz luz a um fenômeno que, segundo o secretário da Família, Rodrigo Delmasso, deixou de ser recreativo para se tornar um problema de saúde pública.

  • Público Alvo: Embora o foco sejam maiores de 18 anos, dados nacionais indicam que o maior volume de apostadores está entre jovens de 16 a 34 anos, seguidos por um grupo expressivo de aposentados.

  • Impactos Avaliados: Endividamento, vulnerabilidade social, saúde mental (ansiedade e compulsão) e o impacto na dinâmica das famílias.

  • Territorialização: A pesquisa permite ao GDF identificar em quais regiões a problemática é mais acentuada, facilitando ações diretas.

Base para Novas Políticas Públicas

Para o diretor-presidente do IPEDF, Manoel Barros, o objetivo é oferecer dados técnicos para que o governo não atue “no escuro”. Com o diagnóstico em mãos, o GDF planeja implementar:

  1. Educação Financeira: Campanhas voltadas a evitar que o orçamento doméstico seja drenado pelo vício.

  2. Apoio à Saúde Mental: Fortalecimento da rede de atendimento para casos de ludopatia (vício em jogo).

  3. Proteção aos Vulneráveis: Ações preventivas para grupos com maior risco de perda patrimonial.

“Este estudo é fundamental para compreender um fenômeno que vem se intensificando e que possui impactos diretos na vida das famílias, especialmente no que se refere ao endividamento”, afirma Manoel Barros.

O Fenômeno das “Bets” no Brasil

O estudo do IPEDF chega em um momento crucial. No cenário nacional, o acesso facilitado pelo celular e a publicidade agressiva tornaram o Brasil um dos líderes mundiais em consumo de apostas online. A pesquisa do DF é pioneira ao tentar “territorializar” esse impacto em uma unidade da federação específica.


Com informações: Agência Brasília.

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Depressão na adolescência: Isolamento e solidão pesam tanto quanto a tristeza, revela estudo

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Pesquisadores do Hospital Moinhos de Vento analisaram relatos de quase 900 jovens e apontam que os manuais de diagnóstico atuais capturam apenas uma fração da realidade vivida pelos adolescentes

A depressão na adolescência é um quadro muito mais complexo do que a simples tristeza profunda. Um estudo inédito conduzido pelo Hospital Moinhos de Vento, divulgado em 20 de janeiro de 2026, revela que sentimentos de isolamento social, solidão e raiva são pilares centrais da experiência dos jovens, embora muitas vezes sejam ignorados pelos critérios diagnósticos tradicionais (como o DSM e a CID).

A pesquisa, que analisou dados de 884 jovens entre 10 e 24 anos em 16 países, aponta um desalinhamento entre o que os médicos buscam e o que os adolescentes sentem. Enquanto a tristeza foi identificada em 92,3% dos casos, o isolamento social (78,9%) e a solidão (69,2%) apareceram com frequências quase tão altas, configurando-se como “barreiras invisíveis” entre o jovem e o mundo.

A “Parede” entre o jovem e a realidade

Para o psiquiatra Christian Kieling, um dos autores do estudo, o tratamento focado apenas na tristeza ignora o sentimento de deslocamento relatado pelos jovens. Muitos descrevem a sensação de estarem “separados do mundo”, como se houvesse uma parede de vidro impedindo a conexão com amigos e familiares.

A análise dividiu a experiência da depressão juvenil em três grandes temas:

  1. Dificuldade de Nomear: O uso de metáforas para explicar a sensação de “estranheza” ou desconexão.

  2. Contexto e Cultura: O impacto direto de fatores como bullying, pressão escolar, conflitos familiares e estereótipos de gênero.

  3. Barreiras ao Cuidado: O estigma social e a desconfiança em relação aos serviços de saúde mental.

Diagnóstico vs. Vivência

A psicóloga Anna Carolina Viduani, líder do estudo, reforça que a classificação tradicional de transtornos mentais captura apenas uma fração da dor adolescente. Para ela, é urgente que profissionais de saúde, educadores e pais incorporem as características relatadas pelos próprios jovens no processo de cuidado.

“Os adolescentes de hoje enfrentam contextos e desafios diferentes, como a hiperconectividade digital e novas pressões sociais, que precisam ser considerados no consultório”, observa Anna Carolina. O estudo sugere que, ao ignorar a raiva e a frustração — muitas vezes confundidas com “rebeldia típica” —, o sistema de saúde perde a chance de intervir precocemente em quadros depressivos graves.

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Como identificar e ajudar?

Para pais e responsáveis no Distrito Federal e no Entorno, o estudo serve como um guia para observar comportamentos que nem sempre parecem depressão, mas são gritos de ajuda:

  • Afastamento voluntário: Deixar de frequentar lugares ou grupos de amigos que antes eram prazerosos.

  • Irritabilidade constante: Explosões de raiva ou frustração diante de pequenos problemas.

  • Desânimo físico: Fadiga persistente e sensação de “corpo pesado”.

  • Sentimento de inutilidade: Comentários autodepreciativos frequentes.

Sobre o Hospital Moinhos de Vento

Referência nacional e internacional, o Hospital Moinhos de Vento é o único fora do eixo São Paulo a integrar o programa de elite do Ministério da Saúde (Proadi-SUS). O hospital é reconhecido por sua excelência em pesquisa e assistência, sendo eleito o terceiro melhor da América Latina em 2025.


Com informações: Hospital Moinhos de Vento, FSB Comunicação

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