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65 anos de MPDFT: uma história construída com a sociedade

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Instituição foi criada em 14 de abril de 1960 para atuar na promoção da justiça, na defesa da ordem jurídica e na garantia dos direitos individuais e coletivos no âmbito do Distrito Federal e dos territórios

Você sabia que a sua participação pode transformar realidades e fortalecer a justiça?

Nesta segunda-feira, 14 de abril, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) celebra 65 anos de dedicação à promoção da justiça e à defesa dos direitos dos cidadãos. Criada em 1960 pela Lei nº 3.754, a instituição tem sido, ao longo de sua história, um pilar essencial na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Muito além da atuação judicial, o MPDFT vem, ano após ano, aprimorando seus serviços à população e fortalecendo sua atuação extrajudicial, reafirmando o compromisso com a cidadania, a transparência e a defesa dos valores democráticos.

Durante essas décadas, o MPDFT tem trabalhado para garantir o cumprimento da lei e a proteção dos direitos fundamentais, por meio de uma presença ativa na sociedade brasiliense. Seja no combate à corrupção, na defesa de comunidades vulneráveis ou na promoção da justiça social, cada ação reflete o compromisso institucional com a construção de uma sociedade ética e inclusiva. E essa história também é escrita por pessoas que acreditaram na força da denúncia e do engajamento cidadão.

Assista à mensagem especial do procurador-geral de justiça do DF, Georges Seigneur, e veja como o Ministério Público trabalha todos os dias ao seu lado, defendendo seus direitos e promovendo uma sociedade mais justa, segura e humana.

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Como a psicóloga Elizabeth Medeiros Sotero Soares, de 38 anos, moradora de Taguatinga, que enfrentou quase dez anos de violência doméstica, marcados por dependência emocional e agressões verbais, físicas, psicológicas e patrimoniais. Sua filha, agora com 1 ano e 10 meses, também foi vítima dessas violências, o que motivou Elizabeth a buscar justiça e proteção. Foi por meio da orientação dos Centros de Especialidade para Atenção às Pessoas em Situação de Violência (CEPAVs) que ela chegou ao MPDFT.

“Aqui, encontrei um ambiente acolhedor e humanizado, e profissionais comprometidos em ouvir a minha história. O MPDFT me deu voz quando mais ninguém me ouvia”, relatou. Com o apoio dos membros e servidores da Promotoria de Justiça de Violência Doméstica, suas denúncias foram acolhidas, resultando na abertura de investigação e na implementação de visitas assistidas entre o agressor e a filha, visando garantir a segurança e o bem-estar da criança. O caso de Elizabeth evidencia a importância da atuação do MPDFT na proteção das mulheres e crianças e no combate à violência doméstica.

Outra trajetória marcada pela coragem é a da empresária Jaqueline Santos Dias Siqueira Barbosa, 51 anos, moradora do Gama, que enfrentou uma jornada desafiadora com episódios de violência, instabilidade emocional e questões de saúde mental envolvendo o ex-marido. Após comportamentos agressivos e o diagnóstico inicial de esquizofrenia, ela decidiu se separar para proteger os filhos. O caso chegou ao MPDFT por meio da Promotoria de Justiça de Família, onde encontrou acolhimento e orientação para garantir os direitos das crianças.

Com o agravamento do quadro do ex-marido, que passou a viver em situação de rua, Jaqueline buscou novamente o apoio do MPDFT e assumiu a curatela dele. A instituição auxiliou na articulação com os serviços de saúde e justiça, o que permitiu a reavaliação clínica do caso. A nova perícia apontou que o diagnóstico anterior de esquizofrenia estava incorreto, o que mudou totalmente a condução do tratamento. “O Ministério Público acreditou na minha palavra e não mediu esforços para garantir que ele fosse ouvido, diagnosticado corretamente e tratado com dignidade. Foi um recomeço para ele e para todos nós”, afirmou.

Mesmo após todos os desafios, Jaqueline e o ex-marido retomaram o convívio familiar e reconstruíram sua relação. Ambos iniciaram juntos o curso de direito e concluíram a graduação em 2023. “Hoje, somos novamente uma família. Casei com ele pela segunda vez. Agora, com maturidade e compreensão. E o Ministério Público sempre esteve ao nosso lado.” Além do apoio pessoal, a atuação do MPDFT também se estendeu aos três filhos do casal, diagnosticados com autismo. “Eles sempre foram bons alunos, e hoje estão na universidade. Um faz medicina, o outro odontologia. O mais novo também se destaca na escola. Tudo isso só foi possível porque o Ministério Público permaneceu ao nosso lado. Graças a ele, recuperei a minha família”, disse.

Histórias como a de Elizabeth e Jaqueline mostram que a justiça vai além dos tribunais: ela se faz na escuta atenta, no acolhimento e na atuação firme diante das violações. Como destaca o procurador-geral de justiça do DF, Georges Seigneur, cada passo do MPDFT é construído a partir de vidas reais, como a dela — pessoas que, mesmo em meio à dor, encontraram força para recomeçar. “Nós, do Ministério Público, estamos aqui para trabalhar por você. Para garantir a prestação dos serviços quando você não tiver acesso a eles. Para fiscalizar o cumprimento da Lei”, enfatizou.

Você pode fazer a diferença

Denunciar irregularidades é uma forma essencial de fortalecer a atuação do MPDFT. Ao identificar situações de injustiça, violações de direitos ou condutas que prejudicam a coletividade, o cidadão contribui diretamente para que a instituição atue com eficácia e agilidade. Os canais de comunicação do MPDFT estão sempre abertos à população, com o compromisso de acolher, apurar e agir em defesa do interesse público.

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A participação cidadã também pode ocorrer por meio do engajamento em programas e projetos desenvolvidos pela instituição. Campanhas educativas, ações voltadas à juventude, à cidadania, à equidade e à proteção de grupos vulneráveis tornam-se ainda mais impactantes com o apoio da sociedade. Além disso, compartilhar informações, histórias e campanhas do MPDFT é um ato de cidadania. Cada gesto de apoio amplia o alcance do trabalho institucional e fortalece a cultura de direitos.

Fale com o MPDFT

Confira os canais de atendimento e participe ativamente da promoção da justiça.

Ouvidoria do MPDFT: recebe denúncias, reclamações, sugestões e elogios
Acesse: www.mpdft.mp.br/ouvidoria

E-mail: Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Telefone: 127 (ligação gratuita)

Atendimento da Ouvidoria da Mulher pelo WhatsApp: fale direto com a Ouvidoria.

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Número: (61) 99163-2892

Segunda a sexta, das 12h às 19h

Atendimento eletrônico ao cidadão: protocolos, pedidos de informação e contato com promotorias.

Portal: www.mpdft.mp.br > Cidadão > Atendimento

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Fonte: MPDFT

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Larvas no pão de mel: Justiça do DF condena fabricante a indenizar consumidora

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4ª Turma Cível do TJDFT manteve sentença contra a Pandurata Alimentos; desembargadores reafirmaram que a simples exposição ao produto contaminado fere a dignidade do consumidor, mesmo sem ingestão completa

A 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) confirmou a condenação da Pandurata Alimentos Ltda. ao pagamento de R$ 3,5 mil em danos morais a uma consumidora de Brasília. O motivo da ação foi a compra de um pão de mel que, embora estivesse lacrado e dentro do prazo de validade, continha larvas e ovos de insetos.

De acordo com o processo, a consumidora só percebeu a contaminação quando o produto já estava quase totalmente consumido. Fotografias anexadas aos autos foram fundamentais para comprovar a presença dos insetos no alimento, servindo como prova objetiva da falha na segurança do produto.

Responsabilidade Objetiva e Solidária

Em sua defesa, a fabricante alegou que adota rigorosos protocolos de higiene e tentou solicitar uma perícia técnica em sua fábrica para provar que a contaminação poderia ter ocorrido em outra etapa da cadeia (como transporte ou armazenamento). No entanto, o Tribunal rejeitou o pedido de perícia, destacando que:

  • Responsabilidade Objetiva: Pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), o fabricante responde pelos danos independentemente de culpa.

  • Solidariedade: A empresa responde por falhas em qualquer ponto da cadeia produtiva e de fornecimento.

  • Segurança Alimentar: A presença de corpos estranhos em alimentos é, por si só, uma violação do dever de segurança.

Dano Moral: A ingestão é necessária?

Um dos pontos centrais do recurso da empresa foi o argumento de que a consumidora não teria sofrido danos à saúde física por não ter ingerido o produto integralmente. Contudo, os desembargadores seguiram o entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Para a Justiça, a ingestão total ou parcial é irrelevante para a configuração do dano moral. O relator do caso enfatizou que a exposição a um alimento contaminado por larvas atinge diretamente a dignidade do consumidor e compromete a confiança nas relações de consumo, justificando a indenização pela sensação de repulsa e risco à saúde.

Valor da Indenização

O valor de R$ 3,5 mil foi considerado adequado pelo colegiado. Na fixação da quantia, foram levados em conta:

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  1. A capacidade econômica da fabricante (Pandurata).

  2. A gravidade da falha no controle de qualidade.

  3. O fato de a consumidora não ter desenvolvido uma patologia física grave, o que impediu um valor ainda mais elevado.

A decisão foi unânime e já serve como referência para casos similares no Distrito Federal.


Com informações: Secretaria de Comunicação Social do TJDFT

 

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Bolsas de Estudo Egov/UDF: GDF divulga resultado provisório da seleção para 2026

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Listas publicadas no Diário Oficial classificam servidores e alunos da rede pública; candidatos têm prazo para interposição de recursos e complementação de documentos

A Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF), por meio da Escola de Governo (Egov), publicou nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026) o resultado provisório da seleção de bolsas de estudo para o primeiro semestre de 2026 no Centro de Ensino Unificado do Distrito Federal (UDF).

Ao todo, 74 vagas integrais (100%) estão sendo disputadas por 117 servidores públicos e 121 candidatos da sociedade civil (alunos da rede oficial de ensino). A iniciativa é parte do programa de capacitação do GDF que já beneficiou mais de 1,5 mil pessoas desde o início da atual gestão.

Editais e Classificação

Os resultados foram divididos em dois grupos principais, conforme as regras do processo seletivo:

  • Sociedade Civil (Edital nº 2/2026): Destinado a ex-alunos da rede pública de ensino do DF. A classificação foi organizada por curso pretendido em primeira opção, utilizando as notas do Enem (2023 ou 2024).

  • Servidores Públicos (Edital nº 3/2026): Contempla servidores efetivos e empregados públicos do GDF (administração direta e indireta).

Próximos Passos: Recursos e Documentos

Candidatos que aparecem nas listas com pendências devem ficar atentos aos prazos imediatos:

  • Documentação Complementar: Alguns candidatos da sociedade civil foram convocados para apresentar documentos adicionais (comprovação de renda, histórico escolar, etc.) até a próxima segunda-feira, 2 de fevereiro.

  • Recursos: Há um prazo de três dias úteis para a interposição de recursos contra o resultado provisório. O formulário específico está disponível no site da Egov.

  • Envio: Documentos e recursos devem ser enviados para o e-mail: cbudf.egov@economia.df.gov.br.

Cursos Oferecidos

As bolsas abrangem diversas áreas de graduação presencial, incluindo:

  • Direito, Administração e Gestão Pública;

  • Ciências Contábeis e Sistemas de Informação;

  • Saúde (Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Biomedicina e Ciências Biológicas);

  • Educação Física e Letras.

Resultado Final

Após a análise dos recursos e validação dos documentos, a comissão divulgará o resultado final, previsto para a primeira quinzena de fevereiro. A partir daí, serão realizadas chamadas sucessivas para o preenchimento total das vagas.

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Com informações: Escola de Governo (Egov), Agência Brasília, Secretaria de Economia do DF e Jornal de Brasília

 

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Segurança Pública: MPDFT e PMDF capacitam policiais de Ceilândia e Sol Nascente para fortalecer provas criminais

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Treinamento focado em agentes do 8º e 10º Batalhão e da Rotam busca alinhar a atuação policial às decisões dos tribunais superiores e evitar a anulação de processos judiciais

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Polícia Militar (PMDF) uniram forças para aprimorar a qualidade das investigações e prisões na região oeste do DF. Nos dias 23 e 26 de janeiro de 2026, policiais do 8º Batalhão (Ceilândia), 10º Batalhão (Sol Nascente) e da Rotam participaram da capacitação “A atuação probatória na atividade policial militar”.

Ministrado pelo promotor de justiça Rafael Leandro Ribeiro, o treinamento foca em um ponto crucial para a justiça: a transformação da abordagem policial em provas sólidas que resistam ao julgamento nos tribunais. A meta é garantir que a repressão ao crime seja eficiente, mas sempre respeitando as garantias constitucionais.

Do Flagrante ao Tribunal: A importância da Prova Qualificada

Um dos pilares da instrução foi a diferenciação entre “mera suspeita” e “razões objetivas”. O promotor alertou que, para que uma prisão ou busca domiciliar seja mantida pela Justiça, o policial precisa registrar detalhes claros que justifiquem a ação.

Pontos de destaque no treinamento:

  • Cadeia de Custódia: Orientações para garantir que vídeos, áudios e depoimentos colhidos na hora do crime não sejam invalidados por falhas na coleta.

  • Casos Sensíveis: Instruções específicas para o registro de provas em situações de feminicídio e violência doméstica, onde a qualidade da informação inicial é determinante para a condenação do agressor.

  • Tecnologia e Redes Sociais: Técnicas para lidar com provas digitais, como o rastreamento de celulares e a identificação de crimes ostentados em redes sociais (armas e drogas).

  • Busca Domiciliar e Reconhecimento: Alinhamento com os novos entendimentos do STF e STJ para evitar que criminosos sejam soltos devido a nulidades processuais (erros na forma como a prova foi obtida).

Foco na Saúde Mental

Além da técnica jurídica, a capacitação trouxe uma reflexão necessária sobre a saúde mental dos profissionais de segurança pública. Atuar em regiões de alta periculosidade exige preparo emocional, e o MPDFT reforçou que o equilíbrio do agente reflete diretamente na qualidade da prestação do serviço à comunidade.

Expansão da Capacitação

O programa, que teve início em 2025, já é considerado um sucesso na integração institucional. A próxima etapa ocorre no dia 30 de janeiro, voltada para os policiais do Batalhão de Samambaia. Ao final desta fase, cerca de 800 agentes da PMDF terão sido capacitados para atuar de forma mais técnica e integrada com o Ministério Público.

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Para a população de Ceilândia e do Sol Nascente, essa parceria significa uma segurança pública mais inteligente: prisões mais bem fundamentadas resultam em menos impunidade e em um processo penal mais ágil e seguro.


Com informações: Secretaria de Comunicação do MPDFT

 

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