Conecte-se conosco

Saúde

Estilo de Vida é Chave para Prevenir Diabetes Tipo 2; Brasil é 6º no mundo em casos

Publicado

em

Com mais de 15,7 milhões de adultos afetados, o Brasil ocupa o sexto lugar global em diabetes. Especialistas reforçam que o controle e a prevenção da doença, especialmente do pré-diabetes, dependem da adoção dos seis pilares da medicina do estilo de vida: alimentação saudável, atividade física regular, sono restaurador, manejo do estresse, boas relações interpessoais e abstenção de substâncias nocivas

Às vésperas do Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro), dados do Atlas da Federação Internacional de Diabetes (IDF) mostram que o Brasil é o sexto país no mundo em número de pessoas com diabetes, com mais de 15,7 milhões de adultos vivendo com a condição.

A endocrinologista Marina Costa, do Hospital Orizonti, destaca que, embora o diabetes tipo 2 tenha um forte componente genético, o estilo de vida é o fator determinante para a manifestação da doença e a principal ferramenta de prevenção.

⚠️ Pré-Diabetes: O Alerta Decisivo

O pré-diabetes, caracterizado por glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL, é um momento crucial. A especialista enfatiza que esta fase oferece a oportunidade de mudar hábitos para prevenir ou retardar a progressão para o diabetes tipo 2.

“Se você praticar atividade física, adotar uma alimentação saudável com foco na redução do peso corporal… é possível evitar que uma predisposição genética evolua para o diabetes ao longo da vida”, afirma a Dra. Marina Costa.

6 Pilares da Medicina do Estilo de Vida

Reforçados no último Congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes, os pilares essenciais para a prevenção e tratamento do pré-diabetes e diabetes são:

  1. Alimentação Saudável: Priorizar uma dieta equilibrada e reduzir ultraprocessados. (Dica: combinar carboidratos com fibras ou proteínas para diminuir o impacto glicêmico).

  2. Atividade Física Regular: Melhora a sensibilidade à insulina e potencializa a captação de glicose pelo músculo, ajudando a reduzir o açúcar no sangue.

  3. Sono Restaurador: Sono de má qualidade está relacionado ao aumento da resistência à insulina e maior variabilidade glicêmica.

  4. Manejo do Estresse: O estresse crônico impacta negativamente os níveis hormonais e a glicemia.

  5. Relações Interpessoais: Manter laços sociais e familiares saudáveis é crucial para o bem-estar mental, que afeta a saúde física.

  6. Evitar Substâncias Nocivas: Abster-se do cigarro e do consumo excessivo de álcool.

📈 Avanços no Tratamento

Para os pacientes já diagnosticados, a médica ressalta os rápidos avanços tecnológicos, como novas opções de insulina de aplicação semanal, bombas de insulina mais modernas e medicamentos antiobesidade potentes, que se tornam importantes aliados.

É crucial ficar atento aos sintomas clássicos (sede e urina excessivas, fome constante) e aos sinais sutis, como cansaço extremo e manchas escuras nas dobras (acantose nigricans), que indicam resistência à insulina.

Anúncio


Com informações: Hospital Orizonti

Continue lendo
Anúncio

Clique para comentar

Deixa uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Distrito Federal

Maternidade do Hospital Regional do Gama recebe novos leitos e tecnologia para recém-nascidos

Publicado

em

Por

Investimentos em mobiliário e equipamentos de fototerapia visam reduzir o tempo de internação e aumentar o conforto de mães e bebês; unidade realizou mais de 3,5 mil partos em 2025.


A maternidade do Hospital Regional do Gama (HRG), unidade de referência fundamental para os moradores do Gama e também do Novo Gama (GO), passa por um processo de modernização. Os 45 leitos da unidade estão recebendo novas camas, berços, poltronas para acompanhantes e mesas de refeição, renovando o ambiente de acolhimento para as famílias.

Para a chefia da maternidade, a melhoria vai além da estética: o novo mobiliário e os equipamentos tecnológicos impactam diretamente na eficiência do tratamento, permitindo que mães e bebês recebam alta com mais rapidez e segurança.

Avanço no tratamento de Icterícia Neonatal

Um dos destaques da renovação é a chegada de oito novos aparelhos de fototerapia, utilizados para tratar a icterícia (o popular “amarelão” em recém-nascidos). Além disso, a unidade agora conta com o BiliCheck, uma tecnologia que transforma a experiência do bebê:

  • Diagnóstico sem dor: O aparelho mede os níveis de bilirrubina apenas encostando na pele (testa ou peito) do recém-nascido.

  • Rapidez: O resultado é instantâneo, eliminando a necessidade de coletas de sangue frequentes e picadas de agulha desnecessárias.

O Hospital do Gama e o Entorno Sul

Os dados preliminares de 2025 reforçam o papel estratégico do HRG para a região do Entorno. No último ano, nasceram mais de 3,5 mil bebês na unidade, consolidando o hospital como o terceiro em número de partos em todo o Distrito Federal.

Um dado chama a atenção para a nossa realidade local: quase 80% das mães que deram à luz no Hospital do Gama em 2025 possuem residência registrada no estado de Goiás, evidenciando como o HRG é o principal porto seguro para as famílias de cidades como Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental.


Perfil dos Nascimentos no DF (Top 3 – 2025):

  1. Hospital Regional de Santa Maria (HRSM)

  2. Hospital Regional de Ceilândia (HRC)

  3. Hospital Regional do Gama (HRG)


Com informações: Agência Brasília.

Anúncio

Continue lendo

Saúde

Alerta: AVC mata um brasileiro a cada 15 minutos neste início de 2026

Publicado

em

Por

Somente na primeira semana de janeiro, 656 pessoas perderam a vida devido à doença no país; incidência em jovens preocupa especialistas, que reforçam a importância do socorro imediato

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) segue como a principal causa de morte no Brasil, superando inclusive os óbitos por infarto. Dados do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil revelam um cenário alarmante: entre os dias 1º e 7 de janeiro de 2026, o país registrou 656 mortes por AVC — uma média de um óbito a cada 15 minutos.

O número é 27% superior às mortes por infarto no mesmo período (516). Essa tendência de letalidade do AVC já vinha se consolidando nos últimos anos, com 85.793 mortes em 2024 e mais de 64 mil registros apenas até outubro de 2025. Segundo a Rede Brasil AVC, o problema tem atingido cada vez mais jovens, que muitas vezes ignoram os fatores de risco por acreditarem estar imunes.

Identificando o AVC: O tempo é cérebro

A rapidez no atendimento é o fator que define se o paciente terá uma recuperação plena ou sequelas permanentes. A Dra. Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC, reforça que o uso da técnica SAMU (Sorriso, Abraço, Música e Urgência) pode salvar vidas:

  • S (Sorriso): Peça para a pessoa sorrir. Veja se um lado do rosto não se mexe.

  • A (Abraço): Peça para levantar os braços. Verifique se há perda de força em um dos lados.

  • M (Música/Mensagem): Peça para repetir uma frase simples. Note se a fala está enrolada ou confusa.

  • U (Urgência): Se notar qualquer um desses sinais, ligue para o 192 imediatamente.

[Image showing an infographic of the FAST/SAMU method to identify stroke symptoms]

Tipos e Sequelas

O AVC pode ser Isquêmico (85% dos casos, causado por obstrução de vaso) ou Hemorrágico (rompimento de vaso). As sequelas dependem da área do cérebro afetada, mas as mais comuns incluem:

  • Paralisia ou fraqueza em um lado do corpo (rosto, braço ou perna);

  • Dificuldade de fala e compreensão;

  • Perda de visão ou memória;

  • Tontura e falta de equilíbrio.

Recuperação e Prevenção

A reabilitação deve começar nas primeiras 24 a 48 horas ainda no hospital, com fisioterapia e fonoaudiologia. No entanto, a prevenção primária e secundária (para evitar um segundo evento) é o caminho mais eficaz. A meta é manter a pressão arterial abaixo de 13/8, o colesterol LDL abaixo de 70 e a glicose controlada.

Anúncio

Mudar hábitos pode prevenir até 90% dos casos:

  1. Parar de fumar e reduzir o consumo de álcool;

  2. Praticar atividade física regularmente;

  3. Manter uma alimentação saudável, com baixo teor de sal e gordura.

Sobre a Rede Brasil AVC

Fundada em 2008, a ONG trabalha para melhorar a assistência, pesquisa e educação sobre a doença no Brasil. Para mais informações e materiais educativos, acesse: www.redebrasilavc.org.br.


Com informações: Rede Brasil AVC, Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil

Continue lendo

Saúde

Por que o peso volta? A ciência explica a biologia do “efeito sanfona”

Publicado

em

Por

Especialista em contorno corporal, Dr. Ezio Carneiro Junior, detalha como o cérebro e os hormônios interpretam o emagrecimento como uma ameaça, ativando mecanismos para recuperar a gordura perdida.

Para muitos, o reganho de peso é visto como uma falha de caráter ou falta de disciplina. No entanto, evidências científicas robustas mostram que a obesidade é uma doença crônica, multifatorial e recidivante. Segundo o Dr. Ezio Carneiro Junior, o corpo humano possui mecanismos de defesa biológica programados para proteger nossas reservas de energia, dificultando a manutenção do peso após o emagrecimento.

Quando perdemos peso, o organismo não entende isso como um benefício estético ou de saúde, mas como um estado de inanição ou ameaça à sobrevivência. Para “salvar” o indivíduo, o corpo ativa o que a ciência chama de adaptação metabólica.

O comando central: O Hipotálamo

O controle do peso é regulado pelo hipotálamo, região do cérebro que integra sinais de fome e saciedade. Após a perda de peso, o hipotálamo altera a sinalização neural:

  • Neurônios Orexigênicos: São ativados, disparando uma fome persistente.

  • Neurônios Anorexigênicos: São inibidos, reduzindo a sensação de satisfação após as refeições.

A guerra dos hormônios

Diversas substâncias químicas circulam no sangue para informar ao cérebro o estado das nossas reservas de energia. No emagrecimento, essa comunicação sofre alterações profundas:

  1. Leptina (O freio da fome): Produzida pela gordura, ela avisa que estamos saciados. Ao perder gordura, os níveis de leptina despencam, o que o cérebro interpreta como “estoque vazio”, aumentando o apetite e reduzindo o gasto de energia.

  2. Grelina (O acelerador da fome): Conhecida como o “hormônio da fome”, seus níveis sobem após a perda de peso, estimulando o desejo por alimentos calóricos (açúcares e gorduras).

  3. Hormônios Intestinais (GLP-1, PYY e CCK): Responsáveis pela saciedade pós-refeição, esses hormônios têm sua ação reduzida, fazendo com que a pessoa demore mais para se sentir cheia.

Termogênese Adaptativa: O metabolismo “econômico”

Outro obstáculo é a desaceleração metabólica. O Dr. Ezio explica que, após perder peso, o corpo passa a gastar menos calorias do que o esperado para aquele novo tamanho. O metabolismo torna-se extremamente eficiente em poupar energia. Na prática, se duas pessoas pesam 70kg, mas uma sempre pesou isso e a outra acabou de emagrecer vindo dos 100kg, a segunda precisará comer muito menos para manter o peso, pois seu corpo está em “modo econômico”.

O tecido adiposo “não esquece”

As células de gordura (adipócitos) não desaparecem com a dieta; elas apenas murcham. Elas permanecem no corpo como “balões vazios”, metabolicamente preparados para estocar gordura rapidamente assim que houver um aumento na ingestão calórica. Além disso, a inflamação crônica associada à obesidade interfere na sinalização correta desses hormônios, perpetuando o ciclo de reganho.

Anúncio

O caminho para o tratamento eficaz

Entender que o reganho de peso tem base biológica retira o peso da culpa dos pacientes e reforça que soluções pontuais ou “dietas milagrosas” raramente funcionam a longo prazo. O tratamento moderno da obesidade em 2026 exige:

  • Acompanhamento contínuo: Por ser uma doença crônica, o cuidado não termina quando o peso alvo é atingido.

  • Terapias Farmacológicas: Uso de medicamentos que mimetizam hormônios de saciedade (como análogos de GLP-1) para silenciar a fome biológica.

  • Estilo de Vida Sustentável: Exercícios físicos que ajudem a combater a desaceleração metabólica e melhorem a sensibilidade hormonal.

  • Cirurgia Bariátrica e Contorno Corporal: Em casos indicados, como parte de um plano integrado de saúde global.


Com informações: Dr. Ezio Carneiro Junior, Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Continue lendo
Anúncio


Em alta

Verified by MonsterInsights