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Ciência

NASA divulga tesouro de imagens do cometa interestelar 3I/ATLAS com fotos capturadas por sondas espaciais

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Após o fim da paralisação do governo dos EUA, a NASA liberou um vasto conjunto de imagens inéditas do cometa interestelar 3I/ATLAS. As fotos, capturadas por instrumentos orbitando Marte (como MRO e MAVEN) e o Sol (como PUNCH e SOHO) em outubro, oferecem visões próximas do visitante cósmico e ajudam a confirmar sua natureza natural, apesar de especulações iniciais sobre uma origem artificial

A NASA lançou um tesouro de imagens do cometa 3I/ATLAS, um visitante interestelar que passou recentemente pelo nosso Sistema Solar. A divulgação das fotos, que havia sido atrasada devido à paralisação do governo dos EUA entre outubro e novembro, oferece algumas das vistas mais próximas do objeto.

3I/ATLAS visto pela HiRISE

Cometa 3I/ATLAS passando por Marte, capturado pela Mars Reconnaissance Orbiter da NASA em 2 de outubro. (Crédito da imagem: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona)

Observações a partir de Marte

  • Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) – HiRISE: Capturou uma foto do cometa enquanto ele passava por Marte no início de outubro, a cerca de 30 milhões de quilômetros de distância. O núcleo aparece como um ponto brilhante, cercado pelo coma (nuvem de partículas).

  • MAVEN: Obteve uma imagem em ultravioleta do cometa em 28 de setembro. A observação permite decifrar a composição química do objeto; o hidrogênio (em azul) emitido pelo cometa se destacou ao lado do hidrogênio de Marte, o que ajudará os pesquisadores a entenderem melhor sua composição.

  • Uma visão ultravioleta do cometa 3I/ATLAS, capturada pela espaçonave MAVEN da NASA.

    Uma visão ultravioleta do cometa 3I/ATLAS, capturada pela espaçonave MAVEN da NASA. (Crédito da imagem: NASA/Goddard/LASP/CU Boulder)

    Rover Perseverance: O rover, que estava investigando a Cratera Jezero, olhou para cima e registrou o cometa passando pelo Planeta Vermelho em 4 de outubro.

Observações do Espaço Solar

  • PUNCH: A missão (Polarímetro para Unificar a Corona e a Heliosfera), composta por pequenos satélites focados no Sol, capturou imagens entre 28 de setembro e 10 de outubro que foram compiladas em um GIF, mostrando o cometa (ponto branco) se movendo próximo a Marte (a bolha brilhante).

  • STEREO-A: O instrumento Heliocentric Imager-1 capturou imagens em luz visível do cometa, posteriormente coloridas em tons de rosa.

  • SOHO (ESA/NASA): O satélite solar mais antigo registrou o cometa entre 15 e 26 de outubro, em seu caminho para seu encontro mais próximo com o Sol.

  • Um GIF de imagens do cometa 3I/ATLAS tiradas pela missão PUNCH entre 28 de setembro e 10 de outubro.

    Um GIF do cometa 3I/ATLAS, capturado pela missão PUNCH. (Crédito da imagem: NASA/Southwest Research Institute)

Confirmação de Origem Natural

Desde sua descoberta em julho, houve especulações infundadas de que o 3I/ATLAS poderia ser uma “nave alienígena”. No entanto, a NASA fez questão de enfatizar a origem natural do objeto.

O administrador associado da NASA, Amit Kshatriya, afirmou durante uma transmissão que: “Este objeto é um cometa. Parece e comporta-se como um cometa… e todas as evidências apontam para que seja um cometa. Mas este veio de fora do sistema solar, o que o torna fascinante, excitante e cientificamente muito importante.”

3I/Atlas plotado pela missão estéreo da Nasa em setembro

Imagens empilhadas do cometa 3I/ATLAS, capturadas pela STEREO-A. (Crédito da imagem: NASA/Observatório Lowell/Qicheng Zhang)

O cometa 3I/ATLAS está lindo em rosa nesta observação, graças às imagens coloridas da espaçonave Solar Terrestrial Relations Observatory (STEREO-A). O instrumento Heliocentric Imager-1 (H1) a bordo do STEREO-A capturou a imagem em luz visível, que foi posteriormente colorida para diferenciá-la de outras imagens da espaçonave, de acordo com NASA.

Uma imagem do cometa 3I/ATLAS, capturada pela missão SOHO da ESA/NASA.

Cometa 3I/ATLAS, capturado pela missão SOHO da ESA/NASA. (Crédito da imagem: Observatório Lowell/Qicheng Zhang)

Um GIF do cometa 3I/ATLAS da perspectiva do rover Perseverance em Marte.

Cometa 3I/ATLAS na perspectiva do rover Perseverance. (Crédito da imagem: NASA/JPL-Caltech/ASU/MSSS)

Outra imagem tirada por um orbitador solar, desta vez do Agência Espacial Europeia e o Observatório Solar e Heliosférico da NASA (SOHO). A missão SOHO foi lançada em 1995 e é o satélite solar mais antigo até agora, de acordo com NASA. SOHO tirou esta imagem do cometa 3I/ATLAS entre 15 e 26 de outubro, enquanto o cometa estava brilhando no caminho para seu encontro mais próximo com o sol.


Com informações: NASA, Live Science

Ciência

Arábia Saudita revela 20 novos sítios de arte rupestre em Soudah

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Gravuras de até 5 mil anos na região de Asir revelam detalhes inéditos sobre as antigas tribos tamúdicas e a fauna milenar da Península Arábica

A Comissão de Patrimônio da Arábia Saudita, em colaboração com a Soudah Development (empresa do Fundo de Investimento Público), anunciou nesta semana uma descoberta arqueológica de magnitude histórica. Foram identificados 20 novos sítios de arte rupestre na região de Soudah Peaks, abrangendo uma área de 636 quilômetros quadrados na província de Asir. As gravuras, com idade estimada entre 4 mil e 5 mil anos, são consideradas alguns dos vestígios culturais mais antigos já registrados no sudoeste do país.

O achado oferece uma janela rara para o cotidiano de civilizações que habitaram as terras altas de Soudah e Rijal Almaa. Entre as descobertas mais significativas estão as inscrições tamúdicas, um sistema de escrita antigo associado à tribo Thamud. Além da escrita, as rochas exibem representações detalhadas de animais que outrora eram abundantes na região, como hienas, avestruzes e íbices (cabras selvagens), evidenciando um ecossistema muito mais úmido e diversificado no passado.

As cenas gravadas em pedra não se limitam à fauna; elas retratam uma sociedade complexa com gravuras de caçadores em ação, grupos de dançarinos, armas e palmeiras. Segundo os arqueólogos, esses registros comprovam que a região foi um centro vital de assentamento humano e atividade cultural contínua. A descoberta faz parte de um levantamento científico em quatro etapas que visa documentar, classificar e, acima de tudo, preservar esses monumentos antes que o desenvolvimento turístico da região avance.

Turismo cultural e preservação em 2026

A descoberta ocorre em um momento estratégico para a Arábia Saudita, que em 2026 consolida sua Visão 2030 para o turismo. O projeto Soudah Peaks, conhecido por abrigar o ponto mais alto do país, pretende integrar esse novo patrimônio arqueológico a uma experiência turística de luxo e autenticidade. “O objetivo é criar uma jornada cultural integrada que reflita a riqueza histórica do Reino”, afirmaram as autoridades em comunicado oficial.

Paralelamente à arte rupestre, outras descobertas recentes na região têm fascinado a comunidade científica. No início deste mês, pesquisadores revelaram a localização de múmias de chitas em cavernas próximas, preservadas naturalmente por quase 2 mil anos. Esses achados somam-se às gravuras milenares para pintar um quadro completo de como as mudanças climáticas e a ocupação humana transformaram a Península Arábica ao longo dos milênios.

A proteção desses sítios é agora uma corrida contra o tempo. A Comissão do Patrimônio já iniciou o processo de registro nacional de cada formação rochosa para garantir que o fluxo de visitantes não degrade as inscrições. Para os pesquisadores, Soudah e Rijal Almaa deixam de ser apenas destinos de natureza exuberante para se tornarem um dos maiores laboratórios de arqueologia a céu aberto do Oriente Médio, conectando o presente moderno com as raízes mais profundas da humanidade.

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Com informações: Agência Brasil, ICL Notícias, SPA e Saudi Gazette

 

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Ciência

Missão Artemis 2 inicia contagem regressiva para o retorno à Lua

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Após meio século, a NASA mobiliza o foguete mais poderoso da história para levar astronautas ao solo lunar; lançamento está previsto para fevereiro de 2026

A humanidade está a poucos passos de reviver a era das grandes explorações espaciais. A NASA anunciou que o foguete Artemis 2 Space Launch System (SLS) e a cápsula Orion iniciaram sua jornada definitiva rumo à plataforma 39B, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. O deslocamento da imponente estrutura de 5 milhões de quilos — que se move a uma velocidade lenta e constante de 1,6 km/h — marca o começo da fase operacional da missão que levará quatro astronautas para uma órbita lunar de dez dias.

Este voo é considerado um marco histórico e técnico. O SLS, com seus 65 metros de altura, é o foguete mais potente já construído, capaz de gerar um empuxo de 3,9 milhões de quilos para romper a gravidade terrestre. Diferente da missão Artemis 1, que foi um teste não tripulado, a Artemis 2 testará todos os sistemas de suporte à vida e comunicação com humanos a bordo, servindo como o ensaio final para a Artemis 3, que planeja o pouso efetivo na superfície lunar até 2028.

A segurança é a palavra de ordem nesta etapa. O lançamento, agora previsto para o início de fevereiro, ocorre com um atraso de 15 meses em relação ao cronograma original. A NASA justificou a espera pela necessidade de ajustes finos no escudo térmico e nos sistemas de energia da cápsula Orion. “A segurança da tripulação continuará sendo nossa principal prioridade em cada etapa”, afirmou Lori Glaze, administradora associada da agência, reforçando que o retorno à Lua não permite margens para erro.

A nova corrida espacial: EUA e China disputam o polo sul lunar

O lançamento da Artemis 2 não é apenas um feito científico, mas um movimento estratégico no tabuleiro geopolítico global. A NASA mantém o foco em garantir que os Estados Unidos cheguem primeiro ao polo sul lunar, uma região rica em gelo e recursos, antes da China. Pequim tem avançado rapidamente com suas missões robóticas em Marte e na Lua, além de já ter consolidado sua própria estação espacial, a Tiangong, em 2022.

O cronograma apertado da agência norte-americana reflete essa urgência. No final de janeiro, será realizado um ensaio geral completo, incluindo o abastecimento dos 2,6 milhões de litros de propelente criogênico e uma contagem regressiva simulada. Se todos os protocolos de segurança forem validados, a janela de lançamento de fevereiro será confirmada, encerrando um hiato de voos tripulados para as proximidades da Lua que dura desde 1972, com a missão Apollo 17.

Para os entusiastas e cientistas, a Artemis 2 representa o início de uma presença humana sustentável fora da Terra. A ideia é que a Lua sirva como um “posto avançado” e campo de testes para tecnologias que, futuramente, permitirão a viagem de humanos para Marte. O mundo estará com os olhos voltados para o céu nas próximas semanas, acompanhando o que pode ser o evento tecnológico mais importante da década.

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Com informações: Live Science

 

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Ciência

Cientistas revelam mapa inédito da topografia oculta sob o gelo da Antártida

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Estudo utiliza dados de satélite e física de fluxo glacial para mapear montanhas e vales submersos, fundamentais para prever o aumento do nível do mar.

Cientistas alcançaram um feito histórico ao mapear a rocha subjacente à enorme camada de gelo da Antártida com uma precisão sem precedentes. O estudo, publicado na revista Science nesta quinta-feira (15 de janeiro), revelou uma paisagem complexa de montanhas, vales e bacias escondidos sob mais de 14 milhões de quilômetros quadrados de gelo. Até então, o interior do continente gelado era uma das superfícies menos conhecidas do sistema solar devido à dificuldade de realizar levantamentos terrestres e aéreos em condições tão extremas.

A nova cartografia foi possível graças à combinação de imagens de satélite de alta resolução com modelos físicos que analisam como o gelo flui sobre as irregularidades da rocha. Ao integrar essas medições, os pesquisadores conseguiram identificar estruturas de 2 a 30 quilômetros de extensão que antes eram invisíveis. Entre as descobertas estão canais de rios que se estendem por centenas de quilômetros — prováveis vestígios da paisagem antártica antes da glaciação — e vales profundos em regiões onde se acreditava haver apenas planície.

Um novo mapa das características ocultas sob o gelo da Antártica mostra o continente gelado com detalhes sem precedentes.

O novo mapa topográfico da IFPA revela novas características na paisagem abaixo da Antártica, desde colinas e cordilheiras até detalhes de cadeias montanhosas inteiras, e preenche lacunas entre linhas de pesquisa de radar.

Descobertas e relevância geológica

O mapeamento detalha o “esqueleto” do continente e sua influência no clima global:

  • Estruturas Ocultas: Revelação de colinas, cordilheiras e cadeias montanhosas inteiras anteriormente desconhecidas.

  • Limites Tectônicos: Identificação de transições acentuadas entre terras altas e baixas, sugerindo falhas e divisões de placas.

  • Canais Ancestrais: Evidências de sistemas fluviais antigos que agora servem como trilhos para o movimento das geleiras.

  • Dinâmica Glacial: O mapa permite observar como a topografia esculpe a superfície do gelo e orienta seu fluxo em direção ao oceano.

Impacto nas projeções climáticas

A importância deste estudo vai além da geologia pura. Como a paisagem rochosa determina a velocidade com que o gelo desliza para o mar, o novo mapa é uma ferramenta essencial para a climatologia. Com dados mais exatos sobre o relevo subaquático e subglacial, os cientistas podem aprimorar os modelos de derretimento causados pelo aquecimento global. Isso torna as projeções sobre o aumento do nível do mar muito mais precisas, permitindo que nações costeiras planejem melhor suas defesas contra as mudanças climáticas nas próximas décadas.

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Com informações: Live Science e Science

 

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