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Tecnologia

Truque do gelo e ventilador ganha destaque como solução acessível para o calor

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Método caseiro utiliza princípios da termodinâmica para reduzir a sensação térmica e melhorar o conforto em ambientes fechados durante o verão.


Com as temperaturas elevadas registradas em 2025, a busca por alternativas econômicas ao ar-condicionado tornou-se uma tendência crescente nas redes sociais. Um método simples, que combina o uso de ventiladores com recipientes de gelo, tem ganhado notoriedade por sua praticidade e baixo custo. Embora pareça um improviso doméstico, a técnica possui fundamentos científicos que explicam por que ela pode ser uma aliada em noites abafadas.

Estudos publicados no Journal of Thermal Biology reforçam que a circulação de ar forçada sobre a pele acelera a evaporação do suor, o principal mecanismo de resfriamento do corpo humano. Quando se adiciona uma fonte de baixa temperatura à frente do fluxo de ar, a sensação de alívio térmico é potencializada, tornando o ambiente mais tolerável em picos de calor intenso.

A ciência por trás do resfriamento local

O funcionamento do truque baseia-se na troca de calor por convecção. O gelo, ao derreter, absorve o calor do ar ao seu redor para mudar do estado sólido para o líquido. Quando o ventilador é posicionado estrategicamente atrás do gelo, ele empurra esse ar resfriado diretamente para o usuário.

É importante ressaltar, contudo, que esta não é uma solução para baixar a temperatura de todo o cômodo de forma permanente, como faria um aparelho de ar-condicionado. O efeito é:

  • Localizado: Beneficia quem está diretamente na rota do vento.

  • Temporário: Dura apenas enquanto o gelo permanece em estado sólido ou próximo de $0$°C.

  • Sensorial: Foca na redução da sensação térmica e no combate ao estresse térmico do organismo.

Como potencializar o efeito do truque

Para quem deseja testar a técnica em casa, alguns ajustes simples podem aumentar a eficiência do resfriamento e fazer com que o gelo dure por mais tempo:

  1. Utilize garrafas congeladas: Em vez de cubos de gelo soltos, congele água em garrafas PET. A massa maior de gelo demora mais para derreter e não faz sujeira com água espalhada.

  2. Posicionamento correto: Coloque o recipiente à frente do ventilador, e não atrás. Isso garante que o ar que sai do aparelho “carregue” o frescor do gelo.

  3. Ventilação cruzada: Combine a técnica com janelas abertas durante a noite para permitir a renovação do ar e evitar que a umidade do ambiente suba excessivamente.

  4. Aparelhos direcionais: Ventiladores de mesa ou de coluna são mais eficazes para este truque do que ventiladores de teto, pois permitem direcionar o fluxo de ar exatamente para onde o gelo está posicionado.

Praticidade em apartamentos e quartos pequenos

A técnica tem se mostrado especialmente útil em apartamentos compactos ou dormitórios que não possuem ventilação cruzada. Em situações de queda de energia ou em locais onde a instalação de aparelhos potentes não é permitida, o “hack” do gelo surge como uma solução de emergência.

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Além do alívio físico, o uso criativo de itens domésticos estimula a consciência energética. Em um cenário onde o consumo de eletricidade impacta diretamente o orçamento familiar, alternativas que custam poucos centavos de água congelada tornam-se ferramentas valiosas de produtividade e bem-estar no cotidiano.


Com informações: : Olhar Digital

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Tecnologia

Revolução na Energia: Novas Baterias de Sódio prometem carregamento mais rápido e fim das explosões

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Pesquisadores da Universidade de Ciência de Tóquio superam gargalos técnicos e provam que íons de sódio podem superar o lítio em performance e segurança; tecnologia é aposta para carros elétricos e armazenamento de redes renováveis

O reinado das baterias de íons de lítio (Li-ion) — presentes em quase todos os celulares e carros elétricos atuais — pode estar com os dias contados. Um estudo inovador publicado na revista Chemical Science em dezembro de 2025 revela que as baterias de íons de sódio (Na-ion) não são apenas uma alternativa mais barata, mas tecnicamente superiores em velocidade de carga e segurança.

O sódio, elemento abundante encontrado no sal de cozinha, sempre foi visto como o “primo pobre” do lítio. No entanto, os cientistas liderados pelo professor Shinichi Komaba conseguiram eliminar o “engarrafamento de íons” que impedia o carregamento ultrarrápido dessa tecnologia, utilizando um novo eletrodo de carbono duro (HC) combinado com óxido de alumínio.

Por que as baterias de sódio são o futuro?

Diferente do lítio, cuja extração é cara, limitada geograficamente e ligada a grandes impactos ambientais, o sódio é amplamente disponível. Mas as vantagens vão muito além do custo:

  • Carregamento Ultrarrápido: A pesquisa demonstrou que a inserção de sódio no carbono requer menos energia de ativação do que o lítio. Isso significa que, nas condições certas, uma bateria de sódio pode carregar mais rápido que as melhores baterias de lítio atuais.

  • Resistência à Temperatura: O sódio é menos sensível ao clima, mantendo a eficiência tanto em dias de calor extremo quanto em invernos rigorosos — um dos maiores problemas dos carros elétricos hoje.

  • Segurança Total: O risco de “fuga térmica” (o processo que faz baterias de lítio pegarem fogo ou explodirem sem oxigênio) é drasticamente reduzido. O sódio é quimicamente mais estável, tornando-as ideais para grandes armazéns de energia em áreas urbanas.

[Image showing the atomic structure comparison between Sodium-ion and Lithium-ion batteries, highlighting the faster flow of Sodium ions through hard carbon pores]

Fim do risco de incêndios em veículos elétricos

Recentemente, órgãos de segurança global, como o Conselho Nacional de Chefes de Bombeiros do Reino Unido, classificaram as baterias de lítio como um “risco de incêndio significativo”, devido à dificuldade de extinguir as chamas em casos de acidentes. As baterias de sódio, testadas exaustivamente em 2025, provaram ser imunes a essa reação em cadeia explosiva.

O impacto no mercado de Brasília e Entorno

Para o leitor do Fato Novo, essa tecnologia representa uma mudança real no horizonte de consumo:

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  1. Carros Elétricos mais baratos: A redução no custo da bateria pode baixar o preço final dos veículos elétricos no Brasil nos próximos anos.

  2. Energia Solar Residencial: O sódio é perfeito para armazenar energia solar em casas e condomínios, oferecendo segurança contra incêndios em instalações domésticas.


Comparativo: Lítio vs. Sódio (Tecnologia 2026)

Característica Íons de Lítio (Li-ion) Íons de Sódio (Na-ion)
Custo de Produção Alto (Mineração escassa) Baixo (Sal é abundante)
Segurança Risco de explosão em danos Alta estabilidade química
Velocidade de Carga Padrão atual Potencialmente mais rápida
Impacto Ambiental Elevado Reduzido

Com informações: Universidade de Ciência de Tóquio, Live Science, Chemical Science Journal

 

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Sociedade

Desigualdade Digital: Vulnerabilidade limita o acesso, mas não o interesse de jovens por Inteligência Artificial

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Pesquisa da Demà e Nexus revela que jovens de famílias cadastradas no CadÚnico veem a IA como essencial para o futuro profissional e têm mais desejo de se capacitar do que jovens de classes mais altas

A inteligência artificial (IA) já é uma realidade no cotidiano da juventude brasileira, mas o abismo socioeconômico dita o ritmo dessa familiaridade. Segundo um levantamento inédito realizado pela Demà e pela Nexus, jovens em situação de vulnerabilidade (aqueles vinculados ao CadÚnico ou beneficiários de programas como Bolsa Família e BPC) possuem menor contato diário com a tecnologia em comparação aos jovens de maior renda, embora demonstrem um entusiasmo superior em dominar essas ferramentas.

Os dados mostram que 84% dos jovens vulneráveis conhecem a IA, contra 93% dos que estão fora dessa condição. A discrepância aumenta no uso cotidiano: enquanto 73% dos jovens com melhores condições financeiras utilizam IA diariamente, o índice cai para 63% entre os mais pobres. Para Juan Carlos Moreno, diretor da Demà, os números provam que, apesar de a tecnologia não ser mais tão elitista quanto no passado, o hiato de conhecimento e acesso ainda é um desafio estrutural.

Percepção aguçada e uso funcional

Curiosamente, a vulnerabilidade não impede a percepção de onde a tecnologia está aplicada. Jovens em situação de vulnerabilidade reconhecem mais o uso de IA em assistentes de voz como Siri e Alexa (94%) do que os jovens de classes superiores (92%).

Quanto à finalidade do uso, os perfis se dividem:

  • Jovens em Vulnerabilidade: Lideram o uso de IA para pesquisas no Google (85%) e tradução de textos (72%).

  • Jovens com Maior Renda: Utilizam a tecnologia de forma mais criativa e produtiva, como na criação de imagens (64%), geração de ideias (67%) e preparação de relatórios e apresentações (54%).

O desejo de aprender como porta para o futuro

O ponto mais relevante da pesquisa reside na expectativa profissional. Para 66% dos jovens vulneráveis, o domínio da IA será essencial para sua carreira, superando os 62% registrados entre os jovens mais favorecidos. Além disso, 72% acreditam que a tecnologia ajuda no aprendizado.

O interesse em cursos de capacitação revela a sede por oportunidades:

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  • 71% dos jovens em vulnerabilidade pretendem fazer cursos de IA.

  • 61% dos jovens fora dessa condição manifestam o mesmo interesse.

Essa diferença de 10 pontos percentuais sugere que a parcela da juventude que mais depende de políticas públicas enxerga na inteligência artificial uma chance real de ascensão social e inserção qualificada no mercado de trabalho.

Metodologia e Impacto

A Nexus entrevistou 2.016 cidadãos entre 14 e 29 anos em todo o Brasil. Os resultados reforçam a necessidade de investimentos em educação tecnológica voltada para as periferias, garantindo que a IA seja uma ferramenta de inclusão e não um novo motor de desigualdade social.


Com informações: Nexus, Demà, FSB Holding

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Tecnologia

Escassez de chips de memória deve durar até 2027 e encarecer eletrônicos

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Impulsionada pelo avanço da Inteligência Artificial em centros de dados, a alta demanda por semicondutores cria um “superciclo” de valorização, pressionando os custos de smartphones e notebooks em todo o mundo

A crise global de suprimentos no setor de semicondutores ganhou um novo horizonte: 2027. Segundo Sassine Ghazi, CEO da Synopsys, a escassez de chips de memória deve se estender pelos próximos dois anos devido ao apetite voraz das infraestruturas de Inteligência Artificial (IA). Em entrevista à CNBC, o executivo alertou que o mercado enfrenta um “crunch” (aperto) de capacidade, uma vez que a produção das gigantes Samsung, SK Hynix e Micron está sendo quase integralmente absorvida por servidores de alta performance.

O descompasso entre oferta e procura deve manter os preços desses componentes em patamares elevados ao longo de 2026 e 2027. O motivo técnico reside na complexidade da expansão fabril: a construção de novas linhas de montagem de semicondutores leva, em média, dois anos para entrar em operação, o que impede uma resposta rápida ao choque de demanda causado pelos centros de dados.

Memória de alta largura de banda é o novo “ouro” tecnológico

A corrida bilionária pela IA mudou a prioridade das fabricantes. A memória de alta largura de banda (HBM), essencial para processar volumes massivos de dados em tempo real, tornou-se o produto mais cobiçado. Com dezenas de bilhões de dólares sendo injetados em infraestrutura de data centers, outros setores acabam ficando desassistidos.

“Muitos outros produtos precisam de memória, mas esses mercados estão hoje sem atendimento porque não há capacidade sobrando”, explicou Ghazi. Esse cenário configura o que analistas chamam de “superciclo”, um período atípico e prolongado de alta demanda que beneficia financeiramente as empresas de memória, mas penaliza fabricantes de bens de consumo final.

Fabricantes de PCs e smartphones preveem repasse de custos

A consequência direta da escassez de chips é a inflação tecnológica. Grandes players do mercado já admitem que os custos de fabricação serão repassados aos preços de venda:

  • Lenovo: A maior fabricante de PCs do mundo, por meio de seu diretor financeiro Winston Cheng, confirmou que espera novas altas nos preços de notebooks. O movimento coincide com o ciclo de substituição de dispositivos para o sistema Windows 11, o que mantém a demanda aquecida mesmo com preços maiores.

  • Xiaomi: A gigante chinesa já havia sinalizado que os valores de seus smartphones devem sofrer reajustes a partir de 2026.

  • Segmentos Atingidos: Especialistas avaliam que os produtos da faixa mais acessível (entrada) serão os mais impactados, já que possuem margens de lucro menores e são mais sensíveis ao aumento do custo dos componentes.

Monitoramento de preços e estoques em 2026

Para o consumidor brasileiro, o cenário exige planejamento. A valorização global dos semicondutores, somada às oscilações cambiais, pode tornar a renovação de eletrônicos domésticos significativamente mais cara em 2026. A recomendação de analistas de mercado é antecipar compras necessárias de hardware antes que os novos lotes, já com os preços reajustados das memórias, cheguem às prateleiras.

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Embora empresas como a Lenovo operem cadeias de suprimentos globais com diversas plantas de fabricação para mitigar riscos, a sensibilidade do mercado consumidor a aumentos de preços continua sendo um ponto de vulnerabilidade para o setor de tecnologia neste biênio.


Com informações: Olhar Digital, CNBC, Synopsys, Lenovo

 

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