Conecte-se conosco

Brasil

Mobilização em Porto Alegre defende soberania da Venezuela e denuncia ofensiva imperialista

Publicado

em

Ato na Esquina Democrática reuniu movimentos sociais e partidos para marcar os 12 anos da Celac; manifestantes relacionam pressão externa sobre o petróleo venezuelano aos riscos para as riquezas naturais do Brasil.

A Esquina Democrática, tradicional palco de lutas políticas em Porto Alegre, recebeu na tarde desta quarta-feira (28 de janeiro de 2026) um ato em solidariedade ao povo venezuelano. Organizada pelo Comitê de Solidariedade ao Povo Venezuelano, a mobilização reuniu centrais sindicais (CUT, CTB), partidos (PCdoB, PT, PCB, PCR, UP) e movimentos populares para denunciar o que classificam como uma escalada imperialista liderada pelos Estados Unidos na América Latina.

A manifestação ocorreu no aniversário de 12 anos da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), órgão criado para promover a integração regional sem a tutela de potências de fora do continente.

Defesa da Soberania e Alerta Econômico

Os discursos durante o ato focaram na relação entre as crises políticas e as riquezas naturais. Lideranças destacaram que a Venezuela, detentora das maiores reservas de petróleo do mundo, é alvo de instabilidade por interesses puramente econômicos.

  • Soberania Nacional: A ex-deputada Jussara Cony enfatizou que a autodeterminação dos povos é a “chave para a vitória” contra intervenções externas.

  • Recursos do Brasil: Militantes alertaram que a pressão sobre a Venezuela serve de aviso para o Brasil. A Amazônia, as reservas de terras raras e o Pré-sal colocariam o território brasileiro na mira de interesses estrangeiros similares.

  • Impacto no Trabalho: Representantes do Sindicato dos Bancários e da CUT relacionaram o imperialismo ao enfraquecimento de empresas estatais, como a Petrobras, e à precarização de direitos trabalhistas.

Conexão com Lutas Locais: Paz e Feminicídio

Após a concentração, os manifestantes seguiram em caminhada até o Palácio Piratini. No local, a pauta internacional se uniu a uma causa urgente do Rio Grande do Sul: a vigília contra o feminicídio.

Lideranças feministas ressaltaram que a luta pela paz entre as nações é indissociável da luta pelo fim da violência contra as mulheres. Para Maristela Maffei (PT), a indignação contra a exploração econômica deve ser a mesma aplicada contra a injustiça de gênero que assola o estado.

O Papel das Periferias

O encerramento do ato trouxe uma reflexão sobre o trabalho de base. Fabiano Negreiros, do Fórum Social das Periferias, defendeu que o debate sobre geopolítica precisa alcançar as cozinhas solidárias e associações comunitárias. Segundo ele, a resistência contra a exploração começa no território onde a classe trabalhadora vive, conectando o preço do combustível e dos alimentos às disputas globais por energia.

Anúncio


Com informações: Brasil de Fato

Continue lendo
Anúncio

Clique para comentar

Deixa uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

“Selic em 15% é insustentável”: Indústria e sindicatos criticam decisão do Banco Central

Publicado

em

Por

CNI, CBIC e centrais sindicais alertam para o risco de recessão e desemprego; entidades afirmam que Brasil mantém os maiores juros reais do mundo mesmo com inflação sob controle.


A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15% ao ano gerou uma onda de críticas entre os principais setores produtivos do Brasil. Representantes da indústria, construção civil e sindicatos foram unânimes em classificar o patamar atual como um obstáculo ao crescimento econômico e uma punição ao consumo das famílias.

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Banco Central ignora a realidade de uma inflação que fechou 2025 dentro da meta (4,26%) para manter juros reais — descontada a inflação — na casa dos 10,5% ao ano.

Reações dos Setores Produtivos

Entidade Principal Crítica
CNI (Indústria) Juros em nível insustentável que aprofundam a desaceleração do PIB.
CBIC (Construção) Restrição ao crédito imobiliário e dificuldade em viabilizar novos prédios.
CUT (Sindicatos) Encarecimento das dívidas das famílias e impacto negativo na criação de empregos.
Força Sindical Acusa o BC de favorecer o setor financeiro em vez do setor produtivo.

O Peso da Dívida Pública

As centrais sindicais trouxeram um dado alarmante para o debate: cada ponto percentual da Selic acrescenta aproximadamente R$ 50 bilhões aos gastos do Governo Federal com o pagamento de juros da dívida pública. Dinheiro que, segundo as entidades, deixa de ser investido em saúde, educação e infraestrutura.

Para Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, o Brasil segue no topo do ranking mundial de juros reais, o que drena a renda da população e desestimula as empresas a contratarem novos funcionários.

A Visão da Construção Civil

Renato Correia, presidente da CBIC, destacou que o setor da construção é um dos mais sensíveis aos juros. Com a Selic a 15%, o financiamento da casa própria torna-se proibitivo para grande parte dos brasileiros, o que trava toda uma cadeia produtiva que gera milhões de empregos diretos e indiretos.

“Ao manter a Selic em nível insustentável, o Copom prejudica a economia. É indispensável iniciar a redução já na próxima reunião”, afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI.

[Image showing a closed factory gate with a ‘closed’ sign, representing the risk of industrial slowdown due to high credit costs]

Anúncio

Incertezas no Horizonte

Apesar do tom duro dos críticos, a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) ponderou que o Banco Central age com cautela devido às incertezas fiscais internas e à volatilidade do cenário externo. A expectativa geral agora se volta para março, data em que o Copom sinalizou que poderá, finalmente, iniciar o tão esperado ciclo de cortes.


Com informações: Agência Brasil

Continue lendo

Brasil

Contra o Crime Organizado: Paulo Pimenta propõe fim de privilégios para autoridades condenadas

Publicado

em

Por

Projeto de Lei nº 6.618/2025 prevê demissão sem salário para magistrados e corte de pensão de militares expulsos; proposta visa moralizar o serviço público e fechar brechas de impunidade.


O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) apresentou nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026) um projeto de lei que promete causar um forte debate nas esferas dos Três Poderes e das Forças Armadas. O PL nº 6.618/2025 foca no endurecimento de penas para políticos, magistrados e militares que utilizarem seus cargos para beneficiar organizações criminosas.

A proposta central é eliminar o que o deputado chama de “privilégios indevidos”, garantindo que a função pública não sirva de blindagem para criminosos. “A função pública existe para servir à sociedade, não para blindar criminosos”, afirmou Pimenta ao protocolar o texto.

Os 4 Pilares da Proposta Moralizante

O projeto traz mudanças profundas em legislações que hoje são vistas por parte da sociedade como excessivamente benevolentes com autoridades:

  1. Fim da “Aposentadoria Punição”: Atualmente, magistrados condenados muitas vezes recebem a aposentadoria compulsória com salário proporcional como sanção máxima. O projeto substitui isso pela demissão imediata e perda total de proventos, equiparando o juiz a qualquer outro servidor público.

  2. Corte da “Morte Ficta” para Militares: Hoje, dependentes de militares expulsos podem receber pensão como se o militar tivesse morrido (a morte ficta). O projeto proíbe esse pagamento caso a expulsão seja motivada por envolvimento com o crime organizado.

  3. Perda de Mandato Automática: Para políticos com mandato eletivo, a condenação por órgão colegiado (segunda instância) em crimes ligados a facções geraria a perda do cargo por decisão judicial direta, sem depender de votação política em plenário na Câmara ou no Senado.

  4. Agravamento de Pena: O projeto altera a Lei de Organizações Criminosas para que a pena seja obrigatoriamente aumentada se o réu for um agente público que usou sua autoridade para facilitar o crime.

Integridade Institucional

Segundo o autor da proposta, o objetivo é garantir a segurança jurídica e a moralidade administrativa. Ao fechar as brechas que permitem que criminosos continuem recebendo do Estado mesmo após a condenação, o projeto busca fortalecer as instituições e aumentar a confiança da população na justiça.

“Ninguém pode estar acima da lei. O combate ao crime organizado exige leis claras e o fim de privilégios”, concluiu o deputado.


O que muda na prática?

Categoria Regra Atual (Geral) Proposta de Pimenta (PL 6.618/25)
Magistrados Podem receber aposentadoria remunerada ao serem punidos. Demissão sem direito a salário.
Militares Dependentes podem receber pensão de militar expulso vivo. Proibição total da pensão nesses casos.
Políticos Perda de mandato muitas vezes depende de votação da Casa. Perda automática por decisão judicial.

Com informações: PT

Anúncio

Continue lendo

Brasil

Resiliência em Atafona: A história do “Casa-bar Erosão” e a luta contra o avanço do mar

Publicado

em

Por

Com um “rosto” simpático desenhado na fachada e muita música, Dona Ines Vidipo mantém vivo um ponto de encontro na Praia de Atafona (RJ), enquanto acompanha o avanço implacável da natureza sobre sua estrutura.


Na Praia de Atafona, em São João da Barra (RJ), a arquitetura e a sobrevivência andam de mãos dadas. Entre janelas que formam “olhos” e uma boca desenhada na parede, o “Casa-bar Erosão” destaca-se como um símbolo de resistência. Administrado por Ines Vidipo desde 2020, o local mistura a intimidade de um lar com a descontração de um bar, onde karaokê, churrasco e reggae ditam o ritmo.

Ines, que se define como uma “apaixonada por Atafona”, frequenta o distrito há mais de uma década. Antes de se estabelecer no atual endereço, ela sentiu na pele o poder destrutivo do mar: seu antigo estabelecimento, o famoso “Birosca”, foi engolido pelo oceano em plena segunda-feira de Carnaval.

“O poste em frente inclinou e caiu. Foi aí que vi e pensei: ‘é, agora vai cair tudo aqui’”, relembra Ines sobre a perda de seu antigo negócio.

Um recomeço feito de arte e reciclagem

Sem desistir, Ines recomeçou no “Casa-bar Erosão”. O local é um testemunho de solidariedade e sustentabilidade:

  • Decoração Afetiva: As paredes coloridas e o quadro com o nome do bar foram presentes de amigos próximos.

  • Sustentabilidade: Grande parte dos utensílios e móveis são itens reciclados, resgatados do lixo deixado na praia ou recebidos por doações.

  • IA na Música: Antenada com as tecnologias, Ines até utilizou Inteligência Artificial para ajudar a idealizar uma música que celebra as belezas do distrito.

A sombra da erosão marinha

Apesar do clima de festa e simpatia, a apreensão é constante. A erosão, fenômeno que marca a história de Atafona, já dá sinais claros na estrutura atual:

  • Rachaduras: Ines monitora fendas que surgem na cozinha devido à umidade que penetra pelo solo.

  • Esccoras improvisadas: Telhas são usadas para tentar impedir que paredes cedam.

  • Tensão constante: “Se cair aquele lado, cai a casa”, desabafa a proprietária.

Para Ines, a missão agora é manter o espaço aberto “até onde a natureza deixar”. O som do karaokê e a música alta não são apenas entretenimento, mas uma forma de mascarar o medo do avanço do mar.


O Fenômeno de Atafona

A Praia de Atafona é um dos casos mais críticos de erosão costeira no Brasil. A combinação do avanço do mar com a diminuição da vazão do Rio Paraíba do Sul faz com que o oceano avance metros sobre a cidade todos os anos, destruindo ruas e centenas de casas.

Anúncio


Com informações: ECO

Continue lendo
Anúncio


Em alta

Verified by MonsterInsights