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Ciência

Avião de pesquisa da NASA faz pouso de emergência sem trem de pouso no Texas

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Incidente com o modelo WB-57 ocorreu nesta terça-feira no Aeroporto de Ellington; tripulação saiu ilesa após aeronave deslizar pela pista sob chamas e fumaça.

Um avião de pesquisa de alta altitude da NASA protagonizou um pouso dramático na última terça-feira, 27 de janeiro de 2026, no Aeroporto de Ellington, em Houston, Texas. Devido a uma falha mecânica, a aeronave WB-57 precisou realizar um pouso de “barriga” (sem o trem de pouso), deslizando pela pista apoiada diretamente na fuselagem.

Vídeos capturados por emissoras locais e compartilhados em redes sociais mostram o momento exato do impacto. Enquanto o avião percorria a pista, chamas amarelas e uma densa fumaça branca surgiram sob o corpo da aeronave. Apesar das imagens impressionantes, a agência espacial norte-americana confirmou que os dois tripulantes a bordo estão bem e não sofreram ferimentos.

Investigação e Resposta de Emergência

A NASA emitiu um comunicado oficial informando que as equipes técnicas já iniciaram uma investigação detalhada para apurar as causas da falha mecânica. Equipes de emergência e caminhões de bombeiros do aeroporto foram acionados imediatamente e cercaram a aeronave logo após ela parar completamente. Imagens do pós-pouso mostraram a escotilha do cockpit aberta e o nariz do avião escurecido pelo atrito e pelo fogo.

[Image showing a NASA WB-57 aircraft with its distinctive long wings, specialized for high-altitude research flights]

O WB-57: Um laboratório nas alturas

O NASA WB-57 é um veterano da agência, utilizado em missões científicas desde a década de 1970. Ele é especialmente valorizado por sua capacidade técnica única:

  • Altitude: Opera acima de 63 mil pés (cerca de 19.200 metros), bem acima do tráfego aéreo comercial.

  • Autonomia: Possui capacidade de voo de aproximadamente 6 horas e meia.

  • Missões: É utilizado para pesquisas atmosféricas, testes de sensores espaciais e coleta de dados científicos que exigem proximidade com a estratosfera.

Mesmo sendo uma aeronave antiga, o WB-57 continua sendo um recurso essencial para a comunidade de pesquisa global devido à sua versatilidade para carregar instrumentos pesados a altitudes extremas.

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Com informações: NASA, KHOU 11, Olhar Digital

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Ciência

Mistério no Adriático: Estudo sugere que tartarugas marinhas fugiram de terremoto há 80 milhões de anos

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Alpinistas e geólogos descobrem centenas de rastros em face rochosa na Itália; evidências apontam para uma “debandada” pré-histórica preservada por uma avalanche subaquática de lama

Uma descoberta fascinante feita por alpinistas no Monte Cònero, na Itália, está abrindo uma janela única para o comportamento de répteis marinhos do Período Cretáceo. Sulcos profundos encontrados na face rochosa — que há 79 milhões de anos era o fundo do oceano — sugerem que um grupo de tartarugas marinhas fugiu desesperadamente de um terremoto.

A investigação, publicada na revista Cretaceous Research, foi liderada por Alessandro Montanari, do Observatório Geológico Coldigioco, após ser alertado por alpinistas que notaram padrões incomuns na rocha calcária conhecida como Scaglia Rossa.

O Cenário: Uma Avalanche que Congelou o Tempo

Para os pesquisadores, a preservação dessas trilhas é um “milagre” geológico. Normalmente, marcas deixadas no fundo do mar são apagadas em pouco tempo por correntes marinhas ou pela atividade de vermes e moluscos que “jardeiam” o sedimento.

Neste caso, o estudo indica que:

  1. O Evento Sísmico: Um forte terremoto sacudiu a região, que ficava a centenas de metros de profundidade.

  2. A Fuga: As tartarugas, sentindo as vibrações ou a instabilidade, começaram a nadar vigorosamente. Algumas pressionaram seus remos contra o fundo de lama para ganhar impulso em direção ao mar aberto ou profundezas maiores.

  3. O Soterramento: Apenas minutos após a fuga, o terremoto desencadeou uma avalanche subaquática de lama que cobriu os rastros instantaneamente, protegendo-os da erosão por milhões de anos até que forças tectônicas empurrassem esse antigo fundo do mar para o topo da montanha.

Debate Científico: Quem fez as marcas?

Embora a evidência geológica do terremoto e da avalanche seja sólida, a autoria das pegadas ainda gera debate entre paleontólogos:

  • A Favor das Tartarugas: Montanari e sua equipe acreditam que apenas vertebrados de grande porte, como as tartarugas marinhas (conhecidas por comportamentos sociais de nidificação ou alimentação), poderiam deixar esses sulcos paralelos.

  • O Questionamento: Michael Benton, professor da Universidade de Bristol, aponta que as tartarugas marinhas modernas nadam com um movimento de “voo subaquático” em forma de oito, que nem sempre toca o fundo de forma simétrica. Ele questiona por que os animais não simplesmente nadaram para cima, longe do chão, em vez de se empurrarem contra ele.

Importância da Descoberta

Independentemente do debate sobre a espécie exata — se tartarugas, plesiossauros ou mosassauros solitários — o local é considerado um tesouro paleontológico. Ele registra um momento preciso de pânico animal causado por um desastre natural há milhões de anos.

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O geólogo Paolo Sandroni, que documentou o local com drones e análises de microfósseis, espera que a descoberta atraia especialistas em rastros fósseis (icnólogos) para decifrar exatamente como esses gigantes se moviam sob pressão extrema.


Com informações: Live Science, Cretaceous Research

 

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Ciência

Telescópio James Webb revela detalhes inéditos da Nebulosa Helix em nova imagem

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Conhecida como o “Olho de Deus”, a nebulosa planetária foi capturada em infravermelho, mostrando os estágios finais de uma estrela e oferecendo um vislumbre do futuro do nosso Sol

Uma nova e espetacular imagem da Nebulosa Helix (NGC 7293), compartilhada em 20 de janeiro de 2026, capturada pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), está oferecendo aos astrônomos uma visão sem precedentes dos estertores da morte de uma estrela. Localizada a cerca de 655 anos-luz de distância, na constelação de Aquário, a Helix é uma das nebulosas planetárias mais próximas da Terra, o que a torna um laboratório natural ideal para estudar o fim do ciclo de vida estelar.

A imagem utiliza a tecnologia de infravermelho próximo do JWST para perfurar camadas de poeira que eram opacas para telescópios anteriores. O resultado é uma exibição vibrante de estruturas que se assemelham a um saca-rolhas ou a um olho humano — apelidos como “Olho de Deus” ou “Olho de Sauron” são frequentemente atribuídos à sua aparência dramática.

Reciclagem cósmica e a semeadura de elementos vitais

Apesar do nome, uma nebulosa planetária não tem relação direta com planetas. O termo é uma herança histórica dos primeiros astrônomos, que viam essas nuvens circulares através de telescópios rudimentares e as confundiam com discos planetários. Na realidade, trata-se de uma nuvem de gás e poeira expelida por uma estrela semelhante ao Sol que esgotou seu combustível nuclear.

À medida que a estrela se transforma em uma anã branca — um núcleo denso e extremamente quente visível no centro da nebulosa —, ela ioniza o gás ao seu redor. Esse processo faz com que o hidrogênio e o hélio brilhem em cores intensas. Mais importante ainda, esse evento espalha pelo espaço elementos fundamentais como carbono, oxigênio e nitrogênio. Esses materiais são os blocos de construção essenciais para a formação de futuras estrelas, planetas e, potencialmente, da vida.

A precisão do infravermelho revela a anatomia da destruição

A câmera infravermelha do James Webb permitiu observar milhares de filamentos dourados e alaranjados conhecidos como “nós cometários”. Essas estruturas se formam onde os ventos estelares velozes da anã branca colidem com as camadas de gás mais frias e lentas que foram liberadas anteriormente.

  • Região Central (Azul): O brilho azulado próximo à anã branca é resultado da intensa radiação ultravioleta inflamando o gás ionizado.

  • Periferia (Amarelo e Vermelho): Nas bordas mais distantes e frias, predomina o hidrogênio molecular e a poeira cósmica, representados em tons quentes.

  • Ciclo de Vida: A imagem captura o exato momento em que a matéria estelar é devolvida ao meio interestelar, funcionando como um grande centro de reciclagem cósmica.

O destino do Sol previsto pela Nebulosa Helix

Para os cientistas, observar a Nebulosa Helix é como olhar para um “espelho do futuro”. Estrelas com massa similar à do nosso Sol passam exatamente por esse processo de expansão para uma gigante vermelha antes de colapsarem em uma anã branca, ejetando suas camadas externas no processo.

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Estima-se que o nosso próprio Sol seguirá um caminho idêntico em cerca de 5 bilhões de anos. Quando isso ocorrer, o sistema solar interno será consumido pela expansão solar, e o que restará será uma nebulosa brilhante, semelhante à Helix, marcando o fim da era do Sol como uma estrela da sequência principal. A imagem do JWST não é apenas uma obra de arte estética, mas um registro documental da evolução estelar que rege o universo.

Para imagens espaciais mais sublimes, confira nosso Arquivos da Foto Espacial da Semana.


Com informações: Live Science, NASA, ESA

 

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Ciência

Por que seu cérebro “apaga” o seu nariz da sua visão?

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Você já parou para pensar que o seu nariz está sempre ali, bem no meio do seu rosto, mas você raramente o percebe? A ciência explica que isso não é uma falha ocular, mas sim uma sofisticada estratégia de sobrevivência do cérebro humano

De acordo com Michael Webster, cientista da visão da Universidade de Nevada, nós tecnicamente “vemos” o nariz o tempo todo. No entanto, o cérebro filtra essa informação através de um processo chamado adaptação sensorial. Como o nariz é uma característica imutável e constante, o sistema nervoso decide que processar essa imagem seria um desperdício de energia.

A Visão como uma Previsão, não uma Câmera

Ao contrário de uma câmera fotográfica, que registra cada detalhe de uma cena, o cérebro humano funciona como um artista que constrói um modelo útil da realidade.

  • Economia de Recursos: O cérebro foca em “surpresas” e mudanças no ambiente (como um predador se movendo ou um obstáculo no caminho) em vez de focar no que já é conhecido e seguro.

  • Filtro Biológico: Se tivéssemos consciência constante de tudo o que está em nosso campo de visão — como os vasos sanguíneos dentro dos nossos próprios olhos — ficaríamos sobrecarregados.

Truques da Mente: Pontos Cegos e Vasos Sanguíneos

O nariz não é a única coisa que o cérebro esconde de você para facilitar a sua vida:

  1. O Ponto Cego: Existe um local em cada olho onde o nervo óptico se conecta à retina. Ali, não há fotorreceptores. Em vez de você enxergar um “buraco” preto no mundo, o seu cérebro preenche o espaço com base no que está ao redor (por exemplo, se você olha para uma parede branca, ele assume que o ponto cego também é branco).

  2. Vasos Sanguíneos Oculares: Temos vasos sanguíneos na frente dos nossos fotorreceptores. Nós “olhamos através de galhos”, mas o cérebro cancela essas sombras. Você só as percebe durante exames oftalmológicos, quando uma luz em um ângulo diferente projeta sombras incomuns.

Como voltar a “ver” seu nariz agora mesmo?

Embora o cérebro tente ignorá-lo, você pode forçar a percepção consciente:

  • Feche um olho.

  • Foque em um ponto distante à sua frente.

  • Observe o borrão carnudo no canto inferior da sua visão.

  • Curiosidade: Agora que você leu este texto, provavelmente ficará “hiperconsciente” do seu nariz pelos próximos minutos até que seu cérebro decida arquivar essa informação novamente.

Resumo: Realidade vs. Modelo Útil

Recurso Visual O que o Cérebro faz Por que ele faz isso
Nariz Ignora / Apaga Evitar distração constante no centro da visão.
Ponto Cego Preenche com texturas Evitar a percepção de lacunas na visão periférica.
Vasos do Olho Cancela as sombras Garantir uma imagem limpa do mundo exterior.

“O modelo que vemos não nos diz necessariamente qual é a realidade do mundo, mas sim a informação que precisamos para sobreviver.” — Michael Webster.


Com informações: Live Science

 

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