A safra de grãos do Brasil no ciclo 2024/25 alcançou um volume recorde de 350,2 milhões de toneladas, superando o resultado histórico da temporada 2022/23. O dado foi divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e representa um crescimento de 16,3% em relação ao ano anterior, um acréscimo de 49,1 milhões de toneladas na produção. O aumento da área cultivada, que passou de 79,9 milhões para 81,7 milhões de hectares, e as condições climáticas favoráveis, principalmente na região Centro-Oeste, foram os principais fatores que contribuíram para este desempenho. A produtividade média nacional das lavouras cresceu 13,7%, atingindo 4.284 quilos por hectare. A soja, principal produto do país, foi um dos destaques, com uma produção recorde de 171,5 milhões de toneladas. Esse volume, o maior já registrado pela Conab, é resultado do aumento da área semeada e da melhora na produtividade em grande parte das regiões. Outras culturas também contribuíram para o recorde geral, como o milho, o algodão e o arroz.
Destaques e projeções por cultura
A produção total de milho, somando as três safras do grão, está estimada em 139,7 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 20,9% em relação ao ciclo anterior e uma colheita histórica. No caso do algodão, a produção da pluma também deve ser recorde, com 4,1 milhões de toneladas, um crescimento de 9,7% sobre a safra passada, graças ao aumento da área semeada e às condições climáticas favoráveis. O arroz, com colheita já encerrada, alcançou 12,8 milhões de toneladas, um crescimento de 20,6% e a quarta maior marca já registrada. Este resultado foi impulsionado pela expansão da área e pelo clima favorável, especialmente no Rio Grande do Sul, maior produtor do país. Já a produção de feijão, somando as três safras, está próxima de 3,1 milhões de toneladas, garantindo o abastecimento interno. Entre as culturas de inverno, a produção de trigo está estimada em 7,5 milhões de toneladas. Embora a produtividade tenha se recuperado em relação ao ano anterior, a redução de 19,9% na área semeada resultou em uma diminuição de 4,5% na produção. Com a colheita recorde, os estoques de grãos no país devem ser reforçados. A Conab estima que o estoque de milho em passagem seja de 12,8 milhões de toneladas. Para a soja, a produção histórica permite um aumento nas exportações e no consumo interno para processamento, o que deve levar a uma recuperação do estoque de passagem, estimado em 9,3 milhões de toneladas.
Com informações: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República