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De Paris para a Papuda: Réu que fugiu para a França é condenado por homicídio no Gama

De Paris para a Papuda: Réu que fugiu para a França é condenado por homicídio no Gama

Redação
Por: Redação
05/02/2026 às 23h00 Atualizada em 06/02/2026 às 02h00
De Paris para a Papuda: Réu que fugiu para a França é condenado por homicídio no Gama
Foto: Reprodução

Crime ocorreu em 2016 no Setor Oeste; Kelven Moreira foi descoberto por postagens em redes sociais, preso pela Interpol e extraditado para o Brasil após anos de fuga.


Nesta terça-feira (3), o Tribunal do Júri do Gama condenou Kelven Moreira da Silva a 12 anos de reclusão pelo assassinato de Állef Luan da Silva. O crime, ocorrido em junho de 2016 na Vila Roriz, chocou a comunidade local pela brutalidade: a vítima foi morta a facadas durante uma festa após uma discussão motivada por ciúmes.

Os jurados acataram as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT): meio cruel, devido ao excesso de golpes, e recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que Állef foi subjugado por Kelven e dois adolescentes antes de ser atacado.

A caçada internacional via redes sociais

O que torna este caso notável é a fuga de Kelven para a França logo após o crime. Ele viveu em Paris por quase três anos, mas foi localizado pela inteligência policial brasileira através de suas próprias postagens em redes sociais.

A partir da descoberta do paradeiro, o nome de Kelven foi incluído na Lista de Difusão Vermelha da Interpol (Red Notice), o que permitiu sua prisão pelas autoridades francesas em março de 2019. Após uma longa batalha jurídica na Justiça da França, onde o réu tentou evitar o retorno ao Brasil, ele foi finalmente extraditado em janeiro de 2023.


MPDFT recorre da sentença

Apesar da condenação, a Promotoria de Justiça do Gama já anunciou que recorreu da pena fixada em 12 anos. O Ministério Público entende que, diante da gravidade das circunstâncias e do comportamento do réu, a punição deveria ser mais rigorosa.

A pena inicial foi estabelecida em regime semiaberto, decisão que também é alvo de questionamento pelo MP. O processo agora segue para análise em segunda instância, onde os procuradores de Justiça buscarão aumentar o tempo de reclusão de Kelven.

O papel das redes sociais: Especialistas em segurança alertam que este caso reforça como o monitoramento de fontes abertas (OSINT) tornou-se indispensável. Fugitivos que ostentam rotinas em outros países acabam gerando os rastros necessários para o cumprimento de mandados de prisão.


Com informações: MPDFT

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