
O Brasil encerrou o ano de 2025 com uma conta salgada deixada pelos eventos climáticos extremos. Segundo o relatório Climate and Catastrophe Insight, da consultoria global Aon, as perdas financeiras no país somaram aproximadamente US$ 5,4 bilhões. O principal culpado foi a seca prolongada, especialmente na região amazônica, que afetou não apenas a agricultura, mas também a segurança energética do país.
Um dado crítico do relatório aponta que a contribuição das hidrelétricas para a geração de energia nacional, que costuma ficar em torno de 66%, caiu para menos de 50% em agosto. Esse cenário de escassez hídrica é um dos motivos por trás da pressão nas tarifas de energia que sentimos no Distrito Federal e Entorno ao longo do ano passado.
A estiagem não é apenas um problema ambiental, é uma ameaça direta à mesa do brasileiro e à exportação.
Ouro Negro: A seca ameaça a produção de café no Brasil, Colômbia e Vietnã. Só o Brasil perdeu US$ 139 bilhões com secas nos últimos 30 anos.
Previsão Sombria: O monitoramento da Aon sugere que até 2050, cerca de 54% das colheitas globais podem estar em perigo devido à escassez de água.
O relatório detalha os eventos mais impactantes do ano no país:
Seca (Jan-Jun): O evento mais custoso, com perdas de US$ 4,8 bilhões.
Tempestades Convectivas: Chuvas severas com ventos fortes causaram centenas de milhões em danos e dezenas de fatalidades entre janeiro e março.
Inundações: Episódios isolados em janeiro e novembro somaram perdas estruturais significativas em áreas urbanas.
Beatriz Protasio, CEO de Resseguros da Aon Brasil, defende que empresas e órgãos públicos precisam investir em infraestruturas mais resilientes. Uma das ferramentas mencionadas é o seguro paramétrico, que permite indenizações mais rápidas após catástrofes climáticas, ajudando na recuperação ágil de produtores e municípios.
"É necessário investimento em infraestruturas mais resilientes, além de mais conscientização de empresas e da sociedade", destaca Beatriz. Para o morador da nossa região, esses dados reforçam a necessidade de políticas de preservação de mananciais e uso consciente de recursos, já que o clima está cobrando um preço cada vez mais alto.
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