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Mundo

Harvard processa governo Trump contra congelamento de verbas

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A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, entrou na Justiça na última segunda-feira (21/04) contra o governo do presidente Donald Trump para impedir o congelamento de mais de US$ 2,2 bilhões (cerca de R$R$ 11,22 bilhões) em subsídios federais.

Segundo o jornal norte-americano The New York Times, a ação está sendo movida em um tribunal federal de Massachusetts e acusa o governo de aplicar “uma alavanca para obter controle da tomada de decisões acadêmicas em Harvard”.

O diário norte-americano ainda detalha que a denúncia acusa o governo Trump de desrespeitar a Primeira Emenda da Constituição do país, que garante a liberdade de expressão, ao restringir o ensino da universidade.

O processo responsabiliza diversas autoridades do governo Trump, como Robert Kennedy Jr., secretário de Saúde e Serviços Humanos e Linda M. McMahon, secretária de Educação.

A Casa Branca se posicionou sobre o processo. Por meio de uma declaração do porta-voz Harrison Fields, o governo republicano disse que “o trem da alegria da assistência federal a instituições como Harvard, que enriquecem seus burocratas super pagos com o dinheiro dos impostos de famílias americanas em dificuldades, está chegando ao fim”.

“Os fundos dos contribuintes são um privilégio, e Harvard não cumpre as condições básicas necessárias para acessar esse privilégio”, acrescentou Fields.

Histórico Trump x Harvard

O embate entre o governo norte-americano e a instituição ganhou força depois que a administração do republicano enviou uma carta a Harvard, no início deste mês, exigindo reformas nas políticas de admissão da universidade, além de mudanças administrativas na instituição.

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Em resposta, o presidente interino da faculdade, Alan Garber, afirmou que a universidade não cederia às pressões políticas, que dominavam condições políticas adicionais para “manter o relacionamento financeiro de Harvard com o governo federal”.

As exigências incluíam a eliminação dos programas de diversidade, equidade e inclusão de Harvard, a proibição de máscaras durante protestos no campus, a reforma da contratação e admissão com base no mérito e a redução do poder do corpo docente e dos administradores “que estão mais engajados no ativismo do que na pesquisa acadêmica”.

“Nenhum governo — independentemente do partido que estiver no poder — deve ditar o que universidades privadas podem ensinar, quem podem admitir ou contratar, e quais áreas de estudo e pesquisa podem seguir”, afirmou Garber.

Poucas horas após o posicionamento, o governo de Trump suspendeu o repasse de bilhões de dólares em recursos, o que compromete diretamente as atividades de pesquisa científica e médica da instituição.

Além do financiamento público, o mandatário norte-americano intensificou seu confronto com a universidade, ameaçando retirar sua isenção fiscal. A pressão faz parte de uma estratégia do republicano de usar o financiamento público como instrumento para moldar o comportamento das universidades, forçando-as a se alinhar à agenda política trumpista.

As ameaças do governo Trump contra as universidades norte-americanas decorrem em especial das manifestações pró-Palestina e contra a guerra na Faixa de Gaza no ano passado. A administração republicana avalia que as mobilizações foram movidas por suposto antissemitismo.

Assim, para a Casa Branca, as medidas são um trabalho do governo Trump para “tornar o ensino superior excelente novamente, acabando com o antissemitismo desenfreado e garantindo que os fundos dos contribuintes federais não financiem o apoio de Harvard à discriminação racial perigosa ou à violência motivada por racismo”.

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A autoridade de Harvard, por sua vez, respondeu: “como judeu e [norte-]americano, sei muito bem que existem preocupações válidas sobre o aumento do antissemitismo”, mas defendeu que o governo dos EUA devria dialogar com Harvard sobre a forma que combate o antissemitismo em seu campus, e não “buscar controlar” quem a universidade contrata e o que ela ensina”.

Em um último movimento de ameaça, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos ameaçou revogar o direito de Harvard de matricular estudantes estrangeiros caso a instituição mantenha sua recusa em atender às exigências do governo Trump.


(*) Com Brasil247, TeleSUR e informações do The News York Times

Fonte: Opera Mundi

Mundo

Venezuela reforma Lei de Hidrocarbonetos para atrair investimentos e saltar na produção de petróleo

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Presidente interina Delcy Rodríguez defende novo marco legal para transformar as maiores reservas do mundo em riqueza efetiva; meta é colocar o país ao lado de potências como Rússia e Estados Unidos

A Venezuela deu um passo decisivo para tentar recuperar seu protagonismo no mercado energético global. Na última segunda-feira (26 de janeiro de 2026), a presidente interina e Ministra de Hidrocarbonetos, Delcy Rodríguez, liderou uma consulta pública sobre a reforma parcial da Lei de Hidrocarbonetos Orgânicos. O objetivo é consolidar modelos de gestão que permitam atrair capital privado sem abrir mão da soberania estatal sobre o recurso.

A proposta busca atualizar uma legislação de 2002, incorporando mecanismos criados sob a chamada “Lei Antibloqueio”. Segundo Rodríguez, a Venezuela precisa deixar de ostentar apenas o título de detentora das maiores reservas do planeta para se tornar, de fato, uma grande produtora, competindo diretamente com Arábia Saudita, Rússia e Estados Unidos.

Modelos de Gestão e o Sucesso da Chevron

Um dos pilares da reforma são os Contratos de Participação Produtiva (CPP). O governo defende que esse modelo protege o investidor privado enquanto o Estado preserva a propriedade do petróleo.

Para ilustrar a eficácia do plano, Rodríguez citou exemplos práticos de 2025:

  • Empresa Nabep: Saltou de uma produção de 23 mil barris em 2024 para 110 mil barris diários em dezembro de 2025, com investimento superior a US$ 1,7 bilhão.

  • Chevron: Operando sob as novas diretrizes, a gigante americana alcançou sua maior produção em solo venezuelano nos últimos 25 anos.

Metas Ambiciosas para 2026

Apesar das sanções internacionais e do que o governo classifica como “bloqueio ilegal”, a Venezuela conseguiu atingir a marca de 1.200.000 barris por dia. Os planos para 2026 são ainda mais robustos:

  • Investimentos: Atrair US$ 1,4 bilhão em novos aportes através de Acordos de Parceria de Produção Conjunta.

  • Produção: Apenas através da CPP gerida pela Nabep, projeta-se superar os 300 mil barris diários até o fim deste ano.

  • Soberania: O deputado Orlando Camacho reforçou que “o país não precisa investir dinheiro público; o risco e os recursos são do setor privado”, enquanto a propriedade do óleo continua pertencendo ao povo venezuelano.

Realidade Econômica e Geopolítica

A reforma também prevê condições especiais para investimentos em áreas remotas, reconhecendo que a Venezuela precisa ser competitiva frente a outros produtores globais. Empresas como a espanhola Repsol já manifestaram interesse nos novos modelos de gestão.

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Para Delcy Rodríguez, a realidade do crescimento produtivo “fala por si só” e justifica a modernização da lei. “De nada serve o título de país com as maiores reservas se isso não se traduz em desenvolvimento para a Venezuela”, concluiu a presidente interina.


Com informações: Opera Mundi, Assessoria de Imprensa da Presidência (Venezuela).

 

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Brasil

Brasileiro é preso pelo ICE durante entrevista de Green Card nos EUA

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Matheus Silveira, casado com uma veterana do Exército americano, foi detido em San Diego; casal planeja recomeçar a vida no Rio de Janeiro após acordo de saída voluntária

O sonho da residência permanente nos Estados Unidos tornou-se um pesadelo para o brasileiro Matheus Silveira, de 30 anos. No último dia 24 de novembro, durante o que deveria ser a etapa final para a obtenção de seu Green Card em San Diego, Califórnia, Matheus foi detido por agentes do ICE (Immigration and Customs Enforcement) dentro do escritório de imigração (USCIS).

Matheus é casado com Hannah Silveira, advogada e veterana do Exército dos EUA. Segundo relatos de Hannah à imprensa, a entrevista corria bem e o pedido de residência parecia aprovado quando agentes invadiram a sala com um mandado de prisão. O motivo: Matheus teria permanecido no país ilegalmente após o vencimento de seu visto de estudante (F-1) durante a pandemia de COVID-19.

Detalhes da Detenção e Status Legal

A prisão gerou forte indignação na família, especialmente pelo uso de termos técnicos pelo Departamento de Segurança Interna (DHS).

  • Acusação Oficial: O governo americano classificou Matheus como um “estrangeiro ilegal criminoso”. A família contesta veementemente o termo, afirmando que ele não possui antecedentes criminais e que a infração foi estritamente imigratória.

  • Saída Voluntária: Para evitar uma deportação formal — que dificultaria ainda mais qualquer tentativa futura de regularização — Matheus aceitou o benefício da saída voluntária.

  • Penalidade: Como consequência do acordo e do tempo de permanência irregular, ele está proibido de retornar aos Estados Unidos pelos próximos 10 anos.

Mudança de Planos: Destino Rio de Janeiro

Diante da impossibilidade de permanecerem juntos nos EUA, o casal decidiu se mudar para o Brasil assim que Matheus for liberado do Centro de Detenção de Otay Mesa.

  1. Carreira de Matheus: Ele pretende retomar os estudos na área de aviação para se tornar piloto comercial em solo brasileiro.

  2. Desafio de Hannah: Como advogada formada nos EUA, Hannah enfrenta o obstáculo de não ter seu diploma reconhecido automaticamente no Brasil, o que a obrigará a buscar uma nova trajetória profissional.

  3. Sentimento de Traição: Hannah, que serviu como paramédica militar, declarou sentir-se “enganada” pelas autoridades federais, que utilizaram uma entrevista de regularização como armadilha para a prisão.

Resumo do Caso (Janeiro de 2026)

Personagem Perfil Situação Atual
Matheus Silveira Brasileiro, 30 anos Detido em San Diego aguardando remoção.
Hannah Silveira Americana, Veterana e Advogada Organizando a mudança para o Brasil.
Local da Prisão Escritório do USCIS San Diego, Califórnia.
Consequência Banimento de 10 anos Proibição de reentrada nos EUA até 2036.


Com informações: Portal G1, Newsweek e Direito News

 

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Mundo

Fim do impasse: TikTok finaliza cisão nos EUA e transfere controle para americanos

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Sob nova estrutura de joint venture, Oracle e gestoras dos EUA passam a deter a maioria do capital, encerrando anos de ameaças de banimento e disputas entre Washington e Pequim

O TikTok anunciou oficialmente nesta quinta-feira (22) a conclusão da reestruturação de suas operações em solo americano. A medida, que transfere o controle da versão dos EUA para um grupo de investidores majoritariamente ocidentais, é o capítulo final de uma longa batalha geopolítica. Com a nova configuração, a plataforma garante sua permanência no país, atendendo às exigências de segurança nacional impostas pelo governo de Donald Trump.

A nova entidade, batizada de TikTok USDS Joint Venture LLC, terá uma composição societária fragmentada para evitar que qualquer empresa chinesa exerça controle majoritário. A ByteDance, antiga controladora total, reduziu sua participação para 19,9%, ficando abaixo do limite de controle estrangeiro. O restante do capital está dividido entre gigantes da tecnologia e fundos de investimento americanos.

A Nova Estrutura Societária (2026)

A joint venture é liderada por um trio de investidores estratégicos, cada um com 15% de participação:

  • Oracle: Além de investidora, será a parceira oficial de infraestrutura e segurança.

  • Silver Lake: Renomada gestora de ativos focada em tecnologia.

  • MGX: Fundo de investimento especializado em inteligência artificial.

  • Outros Investidores: Incluem o Dell Family Office, General Atlantic e o empresário Xavier Niel.

Salvaguardas de Segurança e Algoritmo

Para aplacar as preocupações da Casa Branca sobre espionagem e influência estrangeira, o acordo estabeleceu protocolos rígidos:

  1. Soberania de Dados: Todos os dados de 170 milhões de usuários americanos serão armazenados exclusivamente na nuvem da Oracle em território dos EUA.

  2. Independência do Algoritmo: A joint venture será responsável por re-treinar e atualizar o algoritmo de recomendação usando apenas dados locais, sob auditoria constante.

  3. Moderação Autônoma: As políticas de trust & safety (confiança e segurança) serão decididas pela nova diretoria americana, sem interferência da sede em Pequim.

  4. Escopo Ampliado: As mesmas regras de segurança valerão para outros apps da ByteDance nos EUA, como o editor de vídeos CapCut e a rede social Lemon8.

Liderança e Governança

A empresa terá um conselho de sete membros, com maioria americana, e será presidida por executivos com experiência em proteção de dados e tecnologia.

Cargo Nome Origem/Experiência
CEO da TikTok USDS Adam Presser Executivo sênior do TikTok
Diretor de Segurança Will Farrell Especialista em proteção de dados
Pres. Comitê de Segurança Raul Fernandez Presidente da DXC Technology
Membro do Conselho Shou Chew CEO Global do TikTok

O Impacto Político

A conclusão do negócio é vista como uma vitória diplomática. O presidente Donald Trump, que anteriormente defendeu o banimento total, mudou sua postura após a reestruturação, chegando a utilizar a plataforma durante sua campanha em 2024. Por outro lado, o governo chinês aceitou o acordo sob a justificativa de que as negociações seguiram “regras de mercado”, evitando um conflito comercial ainda maior entre as duas potências.

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Com informações: Olhar Digital e Business Insider

 

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