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Política

‘Muito difícil Bolsonaro se esquivar da condenação’, avalia El País

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O jornal El País avaliou nesta terça-feira (15/07) que será “muito difícil” para o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro “se esquivar da condenação” solicitada pela Procuradoria-Geral da República na noite anterior pela trama golpista. Segundo o veículo espanhol, o processo, agora nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF), o deixará ainda mais por “fora do tabuleiro político”, ao lembrar que, embora já esteja inelegível até 2030, “atua como o único e legítimo candidato da direita, o que começa a deixar seus aliados nervosos”.

O periódico também levantou que quem está cotado como substituto para concorrer ao próximo pleito presidencial representando a ala conservadora é o atual governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mas que “agora faz malabarismos verbais para defender a poderosa indústria paulista diante do golpe que as tarifas de Trump podem causar”. No entanto,  “sem condenar abertamente o aumento da taxa para não irritar o clã Bolsonaro”. 

Um dia após o término da cúpula do BRICS, sediada no Rio de Janeiro em julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de uma tarifa de 50% contra os produtos brasileiros, argumentando que a medida simboliza um repúdio contra a alegada “perseguição política” que o governo Lula e o Poder Judiciário fazem contra seu aliado político.

Relatou o El País que o filho de Jair, Eduardo Bolsonaro, ficou incomodado quando soube que Freitas tentou diálogos com representantes da embaixada de Washington em Brasília em busca de alternativas às barreiras tarifárias, temendo interferência na possibilidade de uma anistia a seu pai.

“Ele também criticou por ter excluído de suas redes sociais uma foto sua com o boné MAGA (Make America Great Again, slogan de Trump), que nos últimos dias se espalhou como fogo nas redes sociais”, acrescentou.

The Washington Post

O jornal norte-americano The Washington Post também lembrou do respaldo fornecido pelos EUA ao seu aliado brasileiro no título da notícia: “Bolsonaro ecoa Trump ao descrever julgamento de plano de golpe como uma ‘caça às bruxas’”. Ao longo do relato, mencionou as tarifas de 50% impostas pelo magnata contra o governo Lula em forma de “proteção” ao ex-presidente brasileiro, detalhando a proximidade compartilhada por ambos.

“O presidente dos EUA descreveu Bolsonaro como um amigo e recebeu o ex-presidente brasileiro em seu resort Mar-a-Lago quando ambos estavam no poder em 2020”, descreveu.

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A Procuradoria-Geral da República pediu a condenação de Jair Bolsonaro e mais sete réus por suposta tentativa de golpe de Estado
Valter Campanato/Agência Brasil

The Guardian

O jornal britânico The Guardian recordou o 8 de janeiro de 2023, episódio que resultou como consequência da não aceitação da derrota de Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022. O veículo afirmou que “seus apoiadores radicais se revoltaram na capital Brasília, destruindo o palácio presidencial, o Congresso e o STF em uma tentativa de derrubar o resultado internacionalmente aceito”.

Ainda de acordo com o periódico, o pedido da PGR foi “bem recebida” pelos opositores e pela ala progressista “que desprezam o ex-presidente por sua forma anticientífica de lidar com a pandemia de Covid, sua hostilidade às minorias, comunidades indígenas e ao meio ambiente, além de seus ataques implacáveis ao sistema democrático do Brasil”.

Clarín

Com a matéria intitulada “Jair Bolsonaro foi o ‘líder’ do plano golpista contra Lula da Silva, diz Ministério Público e pede a condenação do ex-presidente”, o jornal argentino Clarín retoma o 8 de janeiro de 2023, ao afirmar que “naquele dia, uma semana após a posse de Lula, milhares de apoiadores da extrema direita vandalizaram as sedes do Supremo Tribunal Federal, do Congresso e da Presidência da República para forçar uma intervenção das Forças Armadas para remover o líder social-democrata do poder”.


Fonte: Opera Mundi

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Mundo

Greve Nacional nos EUA: Ativistas convocam paralisação contra operações do ICE e mortes em Minneapolis

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Sob o lema “Sem trabalho, sem aulas e sem consumo”, mobilização desta sexta-feira (30/01) protesta contra a política imigratória de Donald Trump e as mortes de cidadãos em operações federais.


Os Estados Unidos amanheceram nesta sexta-feira (30 de janeiro de 2026) sob a convocação de uma greve econômica nacional. O movimento, articulado pela campanha National Shutdown, pede que a população suspenda todas as atividades produtivas e de consumo em protesto contra o que chamam de “reinado de terror” do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega).

A mobilização é uma resposta direta a uma sequência de mortes ocorridas durante operações de agentes federais. O estopim foram os casos em Minneapolis, onde dois cidadãos foram mortos este mês: a mãe de três filhos, Renee Good, e o enfermeiro Alex Pretti.

Os Casos que Inflamaram os Protestos

A indignação se espalhou após vídeos de testemunhas contradizerem as versões oficiais de “legítima defesa” apresentadas pelo governo:

  • Renee Good (37 anos): Morta a tiros por uma agente do ICE em Minnesota.

  • Alex Pretti (37 anos): Enfermeiro da rede de veteranos, morto por agentes federais um dia após participar de um protesto. Donald Trump utilizou sua rede social (Truth Social) para rotulá-lo como “insurrecionista”, citando um vídeo antigo do enfermeiro confrontando agentes.

  • Outros Casos: Mortes registradas em Los Angeles (Ano Novo) e Chicago (setembro) também foram incorporadas às pautas dos manifestantes.

Adesão e Apoio de Celebridades

O movimento é descentralizado, mas ganhou força com o apoio de organizações de direitos humanos e figuras proeminentes de Hollywood. Nomes como Pedro Pascal, Jamie Lee Curtis e Edward Norton utilizaram suas redes sociais para endossar a paralisação.

“A verdade é a linha que separa um governo democrático de um regime autoritário”, escreveu o ator Pedro Pascal em seu Instagram.

O ator Edward Norton, durante o Festival de Sundance, chegou a sugerir que a greve econômica deveria durar “até que isso [as mortes e abusos] acabe”.

O Cenário Político em Washington

Enquanto as ruas se mobilizam, o Congresso tenta evitar um colapso administrativo (shutdown).

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  • Acordo Temporário: Democratas e a Casa Branca concordaram em financiar o Departamento de Segurança Interna (DHS) por apenas duas semanas.

  • Ponto de Conflito: O financiamento do ICE é o principal entrave. Os democratas exigem restrições severas às operações da agência para liberar o orçamento integral até setembro.


O Impacto da Greve

A proposta de “parar tudo” visa atingir o governo pelo viés econômico, demonstrando a força da mão de obra imigrante e de cidadãos solidários à causa. Cidades como Nova York, Cleveland e Minneapolis já registram comércios fechados e ausência de estudantes em universidades.


Com informações:  Opera Mundi

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Mundo

Tensões no Oriente Médio: Especialista analisa ameaças de Trump e o risco de conflito com o Irã

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O envio de uma “enorme esquadra armada” pelos EUA eleva o risco de guerra; especialista afirma que Washington ignora os impactos humanitários na região enquanto pressiona por acordo nuclear.


O clima de instabilidade no Oriente Médio atingiu um ponto crítico nesta quinta-feira (29 de janeiro de 2026). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou via redes sociais a movimentação de uma poderosa força naval para as proximidades do Irã, declarando que os militares estão prontos para “cumprir sua missão”.

Em resposta, o governo iraniano afirmou estar aberto ao diálogo, mas alertou que reagirá “como nunca antes” caso sofra pressões ou ataques militares. Para Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais da PUC-SP, a postura norte-americana revela um descaso com as consequências humanitárias locais.

“Para os EUA, o custo não é alto. Mas é alto para quem mora na região, e os EUA estão pouco se lixando com isso”, afirmou Nasser em entrevista ao Conexão BdF.

Pontos Centrais da Crise

  • Objetivo de Washington: O governo Trump busca forçar o Irã a assinar um novo acordo nuclear sob os termos dos EUA.

  • Instabilidade Interna: O Irã enfrenta protestos populares desde o fim de 2025. O regime acusa EUA e Israel de insuflarem as manifestações para desestabilizar o país.

  • Retirada Russa: Notícias indicam que a Rússia começou a retirar cidadãos de áreas próximas a usinas nucleares iranianas, o que analistas interpretam como um sinal de que um ataque pode estar sendo planejado.

O Papel da Guarda Revolucionária

Um fator decisivo em uma eventual guerra é a Guarda Revolucionária do Irã. Recentemente incluída na lista de organizações terroristas pela Europa, o grupo é mais do que uma força militar:

  • Poder Político e Econômico: Administra grandes investimentos e propriedades no Irã.

  • Capacidade de Retaliação: Segundo Nasser, embora a defesa iraniana possa estar comprometida, a Guarda Revolucionária possui capacidade real de atingir alvos e retaliar ações externas.

Reações Regionais e Globais

Enquanto a Europa mantém seu alinhamento histórico com os EUA, potências regionais como Arábia Saudita e Catar observam a movimentação com apreensão, sendo contrários à abertura de uma nova frente de guerra que desestabilizaria o mercado de energia e a segurança regional.


Com informações:  Brasil de Fato

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Mundo

Tensão Geopolítica: Marco Rubio nega “Guerra” enquanto Venezuela cria Fundos Sociais após sequestro de Maduro

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Em audiência no Senado dos EUA, Secretário de Estado classifica operação em solo venezuelano como “ação policial”; governo bolivariano responde com investimentos em saúde e infraestrutura.


O cenário político internacional atingiu um novo ápice de tensão nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026). O Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, compareceu ao Comitê de Relações Exteriores do Senado para prestar esclarecimentos sobre a intervenção militar realizada em 3 de janeiro, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

Rubio defendeu que os Estados Unidos não ocupam a Venezuela e que a ação foi uma “operação policial de quatro horas” para capturar um indivíduo acusado de narcoterrorismo, sobre o qual pesava uma recompensa de US$ 50 milhões. A declaração, no entanto, foi duramente confrontada pelo senador republicano Rand Paul, que classificou a ação como um ato de guerra incontestável.

“Se um país estrangeiro bombardeasse nossos mísseis, sequestrasse nosso presidente e bloqueasse nosso país, isso seria um ato de guerra?”, questionou Paul, apontando a contradição nos argumentos de Rubio.

A Resposta de Caracas: Soberania e Investimento

Enquanto Washington discute uma “transição” para o país sul-americano, o governo venezuelano, agora sob o comando da presidente interina Delcy Rodríguez, acelera medidas de fortalecimento interno. Em resposta direta às sanções e à pressão externa, a Venezuela anunciou a criação de dois grandes Fundos Soberanos:

  1. Fundo de Necessidades Sociais: Destinado à compra de equipamentos essenciais para hospitais e programas de proteção social.

  2. Fundo de Infraestrutura: Focado na recuperação do setor elétrico e na indústria nacional de gás.

Esses recursos, que estavam congelados há anos devido a bloqueios internacionais, estão sendo liberados para garantir a autonomia do Estado. Delcy Rodríguez foi enfática ao declarar que o país não aceita ordens externas e que o governo obedece exclusivamente ao povo venezuelano.

Projetos Incompatíveis

A crise evidencia o choque entre duas visões de mundo:

  • Visão dos EUA (Imperialista): Propõe o controle externo sob a justificativa de combater um “Estado criminoso”.

  • Visão da Venezuela (Bolivariana): Foca no “Poder Popular” e na participação cidadã como eixo central do Estado.

Contexto da Captura

O sequestro de Maduro e Cilia Flores ocorreu após um atentado a bomba que deixou cerca de 100 mortos. Atualmente, ambos encontram-se em Nova York, onde aguardam julgamento por acusações de narcoterrorismo formuladas pelo Departamento de Justiça dos EUA. O governo venezuelano, por sua vez, exige o reconhecimento da autodeterminação do povo e o respeito às instituições democráticas do país.

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Com informações: Opera Mundi

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