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Turbulência na FEMA: diretor interino deixa o cargo em meio a propostas de dissolução e falhas na resposta a desastres

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A saída do diretor interino da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA), David Richardson, encerra um ano de turbulência. Apesar da promessa inicial do presidente Donald Trump de abolir o departamento e de cortes de pessoal, um rascunho de relatório vazado do conselho de revisão presidencial recomenda a preservação da agência e sua elevação ao nível de Gabinete. A gestão de Richardson foi marcada por uma resposta lenta à inundação no Texas em julho, devido à falta de comunicação fora do horário de trabalho, e pela nomeação de um novo chefe interino, Karen Evans, sem experiência em resposta a desastres

O ano de 2025 chega ao fim com a saída do diretor interino da FEMA (Agência Federal de Gerenciamento de Emergências), David Richardson, após um período tumultuado. Desde a posse do presidente Donald Trump, a agência enfrentou a ameaça de abolição e uma redução de quase 10% em sua força de trabalho devido a cortes de pessoal em todo o governo.

Crises de Liderança e Resposta Lenta 📉

A gestão de Richardson foi controversa desde o início. Ele foi o segundo interino a assumir o cargo após o primeiro nomeado da administração, Cameron Hamilton, ser demitido por se opor à extinção da agência. Richardson, por sua vez, assumiu apesar da falta de experiência em gerenciamento de emergências.

  • Inundações no Texas: O primeiro grande teste de Richardson ocorreu em julho, quando inundações devastadoras atingiram o centro do Texas, matando 135 pessoas. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, havia implementado uma nova regra exigindo sua aprovação pessoal para despesas da FEMA acima de US$ 100 mil.

  • Atraso na Ajuda: De acordo com o Washington Post, Richardson tinha o hábito de não verificar o telefone fora do horário tradicional. Isso fez com que a aprovação das despesas para as equipes de resgate de águas rápidas demorasse mais de três dias. Foi relatado também que quase dois terços das chamadas para a linha de assistência de emergência da FEMA ficaram sem resposta devido à falta de pessoal.

Propostas de Reforma e o Futuro da Agência 🏛️

Enquanto a administração debatia o futuro da FEMA, um conselho de revisão encomendado pelo presidente preparou um relatório que, em rascunho vazado, não recomenda mais cortes ou a dissolução da agência. Pelo contrário:

  • Preservação e Elevação: O rascunho apoia a preservação da FEMA e sua restauração para uma agência de nível de Gabinete, reportando-se diretamente ao presidente (onde estava sediada antes de 2003, quando foi transferida para o Departamento de Segurança Interna).

  • Objetivo da Reforma: Segundo o especialista Jeffrey Schlegelmilch, da Columbia Climate School, essa elevação daria à FEMA mais autonomia, reduziria a burocracia e melhoraria a velocidade e a eficácia da resposta a desastres.

A nova diretora interina da FEMA, Karen Evans, assume o cargo em dezembro. Sua experiência está focada em segurança cibernética, não em resposta a catástrofes, gerando preocupações sobre a estabilidade da agência, que já está em seu terceiro administrador interino no ano.


Com informações: Grist e New York Times

 

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Tensão Geopolítica: Marco Rubio nega “Guerra” enquanto Venezuela cria Fundos Sociais após sequestro de Maduro

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Em audiência no Senado dos EUA, Secretário de Estado classifica operação em solo venezuelano como “ação policial”; governo bolivariano responde com investimentos em saúde e infraestrutura.


O cenário político internacional atingiu um novo ápice de tensão nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026). O Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, compareceu ao Comitê de Relações Exteriores do Senado para prestar esclarecimentos sobre a intervenção militar realizada em 3 de janeiro, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

Rubio defendeu que os Estados Unidos não ocupam a Venezuela e que a ação foi uma “operação policial de quatro horas” para capturar um indivíduo acusado de narcoterrorismo, sobre o qual pesava uma recompensa de US$ 50 milhões. A declaração, no entanto, foi duramente confrontada pelo senador republicano Rand Paul, que classificou a ação como um ato de guerra incontestável.

“Se um país estrangeiro bombardeasse nossos mísseis, sequestrasse nosso presidente e bloqueasse nosso país, isso seria um ato de guerra?”, questionou Paul, apontando a contradição nos argumentos de Rubio.

A Resposta de Caracas: Soberania e Investimento

Enquanto Washington discute uma “transição” para o país sul-americano, o governo venezuelano, agora sob o comando da presidente interina Delcy Rodríguez, acelera medidas de fortalecimento interno. Em resposta direta às sanções e à pressão externa, a Venezuela anunciou a criação de dois grandes Fundos Soberanos:

  1. Fundo de Necessidades Sociais: Destinado à compra de equipamentos essenciais para hospitais e programas de proteção social.

  2. Fundo de Infraestrutura: Focado na recuperação do setor elétrico e na indústria nacional de gás.

Esses recursos, que estavam congelados há anos devido a bloqueios internacionais, estão sendo liberados para garantir a autonomia do Estado. Delcy Rodríguez foi enfática ao declarar que o país não aceita ordens externas e que o governo obedece exclusivamente ao povo venezuelano.

Projetos Incompatíveis

A crise evidencia o choque entre duas visões de mundo:

  • Visão dos EUA (Imperialista): Propõe o controle externo sob a justificativa de combater um “Estado criminoso”.

  • Visão da Venezuela (Bolivariana): Foca no “Poder Popular” e na participação cidadã como eixo central do Estado.

Contexto da Captura

O sequestro de Maduro e Cilia Flores ocorreu após um atentado a bomba que deixou cerca de 100 mortos. Atualmente, ambos encontram-se em Nova York, onde aguardam julgamento por acusações de narcoterrorismo formuladas pelo Departamento de Justiça dos EUA. O governo venezuelano, por sua vez, exige o reconhecimento da autodeterminação do povo e o respeito às instituições democráticas do país.

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Com informações: Opera Mundi

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Mundo

Venezuela reforma Lei de Hidrocarbonetos para atrair investimentos e saltar na produção de petróleo

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Presidente interina Delcy Rodríguez defende novo marco legal para transformar as maiores reservas do mundo em riqueza efetiva; meta é colocar o país ao lado de potências como Rússia e Estados Unidos

A Venezuela deu um passo decisivo para tentar recuperar seu protagonismo no mercado energético global. Na última segunda-feira (26 de janeiro de 2026), a presidente interina e Ministra de Hidrocarbonetos, Delcy Rodríguez, liderou uma consulta pública sobre a reforma parcial da Lei de Hidrocarbonetos Orgânicos. O objetivo é consolidar modelos de gestão que permitam atrair capital privado sem abrir mão da soberania estatal sobre o recurso.

A proposta busca atualizar uma legislação de 2002, incorporando mecanismos criados sob a chamada “Lei Antibloqueio”. Segundo Rodríguez, a Venezuela precisa deixar de ostentar apenas o título de detentora das maiores reservas do planeta para se tornar, de fato, uma grande produtora, competindo diretamente com Arábia Saudita, Rússia e Estados Unidos.

Modelos de Gestão e o Sucesso da Chevron

Um dos pilares da reforma são os Contratos de Participação Produtiva (CPP). O governo defende que esse modelo protege o investidor privado enquanto o Estado preserva a propriedade do petróleo.

Para ilustrar a eficácia do plano, Rodríguez citou exemplos práticos de 2025:

  • Empresa Nabep: Saltou de uma produção de 23 mil barris em 2024 para 110 mil barris diários em dezembro de 2025, com investimento superior a US$ 1,7 bilhão.

  • Chevron: Operando sob as novas diretrizes, a gigante americana alcançou sua maior produção em solo venezuelano nos últimos 25 anos.

Metas Ambiciosas para 2026

Apesar das sanções internacionais e do que o governo classifica como “bloqueio ilegal”, a Venezuela conseguiu atingir a marca de 1.200.000 barris por dia. Os planos para 2026 são ainda mais robustos:

  • Investimentos: Atrair US$ 1,4 bilhão em novos aportes através de Acordos de Parceria de Produção Conjunta.

  • Produção: Apenas através da CPP gerida pela Nabep, projeta-se superar os 300 mil barris diários até o fim deste ano.

  • Soberania: O deputado Orlando Camacho reforçou que “o país não precisa investir dinheiro público; o risco e os recursos são do setor privado”, enquanto a propriedade do óleo continua pertencendo ao povo venezuelano.

Realidade Econômica e Geopolítica

A reforma também prevê condições especiais para investimentos em áreas remotas, reconhecendo que a Venezuela precisa ser competitiva frente a outros produtores globais. Empresas como a espanhola Repsol já manifestaram interesse nos novos modelos de gestão.

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Para Delcy Rodríguez, a realidade do crescimento produtivo “fala por si só” e justifica a modernização da lei. “De nada serve o título de país com as maiores reservas se isso não se traduz em desenvolvimento para a Venezuela”, concluiu a presidente interina.


Com informações: Opera Mundi, Assessoria de Imprensa da Presidência (Venezuela).

 

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Brasil

Brasileiro é preso pelo ICE durante entrevista de Green Card nos EUA

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Matheus Silveira, casado com uma veterana do Exército americano, foi detido em San Diego; casal planeja recomeçar a vida no Rio de Janeiro após acordo de saída voluntária

O sonho da residência permanente nos Estados Unidos tornou-se um pesadelo para o brasileiro Matheus Silveira, de 30 anos. No último dia 24 de novembro, durante o que deveria ser a etapa final para a obtenção de seu Green Card em San Diego, Califórnia, Matheus foi detido por agentes do ICE (Immigration and Customs Enforcement) dentro do escritório de imigração (USCIS).

Matheus é casado com Hannah Silveira, advogada e veterana do Exército dos EUA. Segundo relatos de Hannah à imprensa, a entrevista corria bem e o pedido de residência parecia aprovado quando agentes invadiram a sala com um mandado de prisão. O motivo: Matheus teria permanecido no país ilegalmente após o vencimento de seu visto de estudante (F-1) durante a pandemia de COVID-19.

Detalhes da Detenção e Status Legal

A prisão gerou forte indignação na família, especialmente pelo uso de termos técnicos pelo Departamento de Segurança Interna (DHS).

  • Acusação Oficial: O governo americano classificou Matheus como um “estrangeiro ilegal criminoso”. A família contesta veementemente o termo, afirmando que ele não possui antecedentes criminais e que a infração foi estritamente imigratória.

  • Saída Voluntária: Para evitar uma deportação formal — que dificultaria ainda mais qualquer tentativa futura de regularização — Matheus aceitou o benefício da saída voluntária.

  • Penalidade: Como consequência do acordo e do tempo de permanência irregular, ele está proibido de retornar aos Estados Unidos pelos próximos 10 anos.

Mudança de Planos: Destino Rio de Janeiro

Diante da impossibilidade de permanecerem juntos nos EUA, o casal decidiu se mudar para o Brasil assim que Matheus for liberado do Centro de Detenção de Otay Mesa.

  1. Carreira de Matheus: Ele pretende retomar os estudos na área de aviação para se tornar piloto comercial em solo brasileiro.

  2. Desafio de Hannah: Como advogada formada nos EUA, Hannah enfrenta o obstáculo de não ter seu diploma reconhecido automaticamente no Brasil, o que a obrigará a buscar uma nova trajetória profissional.

  3. Sentimento de Traição: Hannah, que serviu como paramédica militar, declarou sentir-se “enganada” pelas autoridades federais, que utilizaram uma entrevista de regularização como armadilha para a prisão.

Resumo do Caso (Janeiro de 2026)

Personagem Perfil Situação Atual
Matheus Silveira Brasileiro, 30 anos Detido em San Diego aguardando remoção.
Hannah Silveira Americana, Veterana e Advogada Organizando a mudança para o Brasil.
Local da Prisão Escritório do USCIS San Diego, Califórnia.
Consequência Banimento de 10 anos Proibição de reentrada nos EUA até 2036.


Com informações: Portal G1, Newsweek e Direito News

 

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